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Botafogo empolga no início de 2026 e deixa torcedor confiante antes do Brasileirão

O Botafogo viveu uma noite muito movimentada no Estádio Nilton Santos devido aos acontecimentos que começam a agitar o entorno do estádio muito antes da bola rolar contra o Bangu pela 4ª rodada do Campeonato Carioca. Devido aos acontecimentos extracampo envolvendo problemas diversos nos pagamentos de atletas e a limitação financeira por conta dos problemas envolvendo as empresas de John Textor, tivemos muitos protestos de organizadas antes da partida com uma caminhada entoando cânticos contra o empresário norte-americano.

Quando a bola rolou, os protestos persistentes das arquibancadas acabaram dando espaço para um sentimento positivo diante de Martín Anselmí, pois o desempenho do time principal do Botafogo mais uma vez foi convincente, dando sinais positivos em relação à semana de estreia do Brasileirão diante do Cruzeiro, uma das sensações do campeonato no ano passado. A seguir, veja uma análise sobre a vitória por 2 a 0 construída sem grandes dificuldades.

Botafogo deu poucas chances ao Bangu

Anselmi escalou o Botafogo em uma estrutura que variava entre o 3-4-3 e o 3-4-2-1, focando em linhas altas e uma saída de bola muito bem orquestrada. Mesmo sem o zagueiro Bastos, o time manteve a saída sustentada por três jogadores (muitas vezes com Newton e Marçal compondo a linha defensiva. Além disso, tivemos os alas muito bem espetados, com Vitinho na direita e Alex Telles (que entrou no decorrer do jogo) dando amplitude máxima, obrigando o Bangu a recuar sua linha de cinco defensores para dentro da própria área.

Repetindo algumas das poucas grandes atuações que tee no segundo semestre do ano passado, o meia-atacante uruguaio Santi Rodríguez foi o motor criativo. Diferente do padrão de 2025, apresentou uma movimentação “entre linhas” agressiva, sendo responsável diretamente pela abertura do placar aos 9′ do segundo tempo, premiando sua capacidade de infiltração. Ao lado de Álvaro Montoro e Danilo, Santi criou superioridade numérica no corredor central, desestruturando o bloco baixo do Bangu.

As estatísticas de posse de bola chegaram a marcar 74% para o Botafogo em determinados momentos do segundo tempo. Ou seja, o O Fogão não deixava o Bangu respirar e assim que perdia a bola, a equipe de Anselmi acionava o gatilho de pressão, recuperando a posse ainda no campo de ataque. Ao todo, foram mais de 15 finalizações totais do Alvinegro contra pouquíssimas chances claras do Bangu, que se limitou a raros contra-ataques com Garrinsha e Lucas Sibito.

Apesar do amplo domínio territorial, o Botafogo ainda não estava conseguindo traduzir seu volume de jogo em gols e a partida demorou para ser definida. No entanto, Anselmí mais uma vez fez ótimas e necessárias alterações e melhorou o desempenho alvinegro (diferentemente do que ocorria com Davide Ancelotti). Alex Telles trouxe uma qualidade superior nos cruzamentos e na bola parada. Ele marcou o segundo gol de pênalti (sofrido por Matheus Martins), matando o jogo aos 29′ do 2º tempo.

Por fim, Matheus Martin entrou melhor que Arthur Cabral (que perdeu chances claras no 1º tempo), atacando melhor os espaços e dando mais verticalidade ao time. Desta forma, ficam ais confortável pensarmos que o Botafogo terá um bom desempenho em sua estreia na temporada 2026.

Imagem: Divulgação