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Botafogo expõe novas fragilidades contra o Vasco e liga alerta na Copa do Brasil

Todo o favoritismo concentrado em cima do Botafogo antes do início do duelo válido pelas quartas de final da Copa do Brasil estava justificado pela diferença de investimento de ambos os elencos, além do fato de decidir sua vaga em casa diante do Vasco, um time que enfrenta dificuldades no Brasileirão e luta contra o rebaixamento. No entanto, o primeiro jogo disputado em São Januário mostrou que o confronto está muito mais aberto do que o projetado inicialmente, com o alvinegro conseguindo arrancar um empate fora de casa no resultado, mas sendo superado de forma bem considerável pelo adversário mais “modesto” em relação ao desempenho dentro de campo, com novas fragilidades sendo expostas.

Botafogo foi surpreendido pelo Vasco e demorou para responder

A escalação inicial de Davide Ancelotti foi um ponto de atenção que determinou o andamento da partida, com a presença de Chris Ramos ao lado de Arthur Cabral para formar uma dupla de centroavantes para deixar o time mais ofensivo. O gol marcado com somente seis minutos indicava que esta estratégia seria certeira, pois o gol marcado pelo veterano atacante foi possível somente pela movimentação do espanhol em liberar espaço, mas o restante do primeiro tempo mostrou mais uma vez a dificuldade que o Botafogo possui atualmente em pressionar a saída de bola contra os adversários que adiantam suas marcações. O time de Fernando Diniz pressionou muito no terço final e conseguiu arrancar o empate com somente 16 minutos de jogo.

É importante ressaltar que o sistema defensivo do Botafogo funcionou durante a partida e conseguiu evitar um resultado mais adverso graças à dupla Alexander Barboza e Kaio Pantaleão, com ambos sendo fundamentais para tirar bolas no alto e no chão. Por outro lado, o meio-campo segue sendo uma “dor de cabeça” para a atual comissão técnica devido aos indícios de que Marlon Freitas e Danilo não possuem capacidade de entendimento em relação às funções de primeiro e segundo volante, com ambos demonstrando problemas constantes de movimentação nas tentativas de transição ofensiva e organização de jogadas.

Davide Ancelotti novamente não fez alterações no intervalo (um aspecto muito comum nos trabalhos de Carlo Ancelotti), mas a entrada forçada de Savarino no lugar de Chris Ramos foi essencial para a melhora no desempenho, segurando mais a posse de bola e demonstrando capacidade de quebrar a segunda linha de marcação adversária. Na sequência, Allan, Newton, Marçal e Matheus Martins foram acionados, mas o quarteto ficou longe de causar o mesmo impacto do venezuelano, e o Botafogo não conseguiu organizar bem suas finalizações para tentar aproveitar melhor o controle da posse de bola. No fim das contas, a única chance de real perigo foi uma finalização de longa distância de Kaio, parando em bela defesa de Léo Jardim no canto esquerdo.

Fogão ainda é favorito para avançar na Copa do Brasil?

O Botafogo demonstrou ter sido surpreendido pela estratégia mais ousada do Vasco e acabou sendo menos competitivo em relação ao seu rival. Apesar do favoritismo ainda estar com seu lado, o Fogão precisará de muito trabalho para encontrar novas soluções no meio-campo até o jogo de volta em 11 de setembro.

Imagem: Botafogo