Carbonero vence Barboza na velocidade e marcou o gol de empate para o Internacional contra o Botafogo. Foto: Divulgação/SC Internacional.
Brasileirão Futebol

Botafogo e Inter empatam em jogo que vai do tédio ao caos no Mané Garrincha

No Mané Garrincha, Botafogo e Internacional empataram em 2 a 2, em um jogo de tempos opostos. Danilo e Cristian Medina marcaram para o Glorioso, enquanto Johan Carbonero e Bernabéi balançaram as redes pelo Colorado — todos os gols saíram na segunda etapa.

O resultado mantém Franclim Carvalho sem vencer como mandante no Brasileirão desde que assumiu o Alvinegro, enquanto Paulo Pezzolano segue pressionado por melhores resultados. Veja como foi a partida, válida pela 13ª rodada do torneio:

Botafogo tem a iniciativa, mas erros técnicos travam jogo de pouca inspiração

Em território “neutro”, quem começou dando as cartas foi o Botafogo. A equipe tinha uma estratégia clara, Júnior Santos e Arthur Cabral caindo pelas pontas e abrindo espaço para as infiltrações de Edenilson e Danilo, vindos de trás. Na prática, o plano não se traduziu em campo, principalmente pela quantidade de erros técnicos.

Esperava-se um Botafogo mais refinado com a bola, com um jogo mais solto e dinâmico. Em vez disso, era notório que, por exemplo, Danilo apareceu mais nas recuperações e desarmes do que na criação — justamente onde costuma agregar mais. Por isso, o Glorioso teimou em não conseguir lances de perigo através de associações, e sim pelos frequentes “bates e rebates” da defesa do Colorado.

Dos momentos que poderiam ter sido mais perigosos, o Alvinegro desperdiçou. Júnior Santos e Matheus Martins não conseguiram dar direção à bola, flertando entre chutes por cima da meta até ‘furadas’ nos arremates.

A nota triste para o torcedor do Botafogo foi a cena de Vitinho, que deixou o campo de forma precoce. O lateral direito foi substituído em razão de suas condições de saúde, dando lugar a Mateo Ponte.

No outro lado, o Internacional não esteve muito atrás no desempenho aquém da expectativa. A fase não é boa e a performance retratou bem o momento. Com o adversário tomando a frente das ações, o jogo que se ofereceu para o time gaúcho foi de mais transição e velocidade — características que dialogam com o estilo de Carbonero e Vitinho.

Antes do intervalo, a melhor chance de abrir o placar deu as caras e ela veio dos pés de quem poderia ter aproveitado mais os espaços na zaga. Carbonero cruzou rasteiro e Alerrandro finalizou de letra, obrigando Neto a fazer uma defesa de puro reflexo.

O Colorado enfrentou dificuldades em dar sequência aos lances e, assim como o Botafogo, errou muito tecnicamente. Lançamentos imprecisos, tomadas de decisão erradas e desorganização ofensiva, mostraram a face de um confronto de raras oportunidades de gol e sem fluidez.

Gols, resposta imediata e um jogo que finalmente ganhou vida

A compensação por uma etapa inicial fraca tecnicamente veio nos primeiros 20 minutos do segundo tempo. O protagonista do Botafogo, Danilo, mostrou por que é o artilheiro do time no Brasileirão ao marcar um golaço, acertando o ângulo de Anthoni.

Porém, não foi só de um lado que o personagem principal chamou a responsabilidade. O Internacional, com Carbonero, chegou ao empate minutos depois. Justamente nas esticadas para o ataque, nas situações em que causa mais perigo, o colombiano ganhou na velocidade de Alexander Barboza e finalizou para deixar tudo igual.

Não foram só os gols que mudaram o ritmo da partida — as substituições também tiveram impacto direto. Pelo lado do Glorioso, Kadir Barría foi quem alterou toda a dinâmica do time. O panamenho soube usar o vigor físico e a velocidade a seu favor para levar vantagem em cima de um Victor Gabriel desatento.

A partir dos 20 minutos que o confronto ficou aberto. O lance chave que evidenciou isso foi o segundo gol do Botafogo. Depois das insistências, o time conseguiu alavancar novamente sua principal jogada: a chegada dos volantes na área para concluir. Medina — curiosamente, o primeiro homem de meio campo — foi às redes depois de pegar o rebote do chute de Matheus Martins.

O Colorado não desanimou e conseguiu mais um gol. Se Medina teve sorte em estar no lugar certo para o arremate, Bernabéi fez questão de mostrar que este privilégio pode ser compartilhado. O lateral emendou uma finalização, que ainda contou com um leve desvio na zaga, para vencer o goleiro Neto.

No saldo final, o empate ficou de bom tamanho. Qualquer um dos que estiveram em ação no Mané Garrincha poderia sair com a vitória, mas, pelo que os dois tempos apresentaram, o empate foi o resultado mais justo.

Os próximos jogos de Botafogo e Internacional

O Botafogo mira suas atenções para terça-feira (28), quando enfrentam o Independiente Petrolero, pela 3ª rodada da fase de grupos da Copa Sul-Americana. No Brasileirão, o time recebe o Remo no sábado (02), às 16h (horário de Brasília). O Glorioso está em 9° lugar na Série A, com 17 pontos somados.

Do contrário do rival, o Internacional não tem compromissos no meio de semana e terão a semana livre para descanso e treinamentos. O Colorado está em 14° colocado no Brasileirão, com 14 pontos. A próxima missão da equipe é contra o Fluminense, no Beira-Rio, no domingo que vem (03), às 18h30.

Ficha técnica da partida

Botafogo 2 x 2 Internacional

Local: Estádio Mané Garrincha, Brasília (DF)
Data: Sábado, dia 25 de abril de 2026
Horário: 18h30 (horário de Brasília)
Competição: 13ª rodada do Brasileirão Série A 2026
Público: 16.332 presentes

Árbitro: Fernando Antônio Mendes de Salles Nascimento Filho (PA)

Gol(s)

  • Botafogo: Danilo, 8’/2°T; Cristian Medina, 19’/2°T
  • Internacional: Johan Carbonero, 13’/2°T; Alexandro Bernabéi, 28’/2°T

Cartões amarelos:

  • Botafogo: Arthur Cabral, Joaquín Correa, Franclim Carvalho (técnico)
  • Internacional: Félix Torres, Victor Gabriel e Clayton Sampaio (no banco)

Botafogo: Neto; Vitinho (Ponte), Ferraresi, Barboza, Alex Telles; Medina, Edenilson (Joaquín Correa) e Danilo; Júnior Santos (Kadir), Arthur Cabral (Allan) e Matheus Martins (Montoro). Técnico: Franclim Carvalho.

Internacional: Anthoni; Bruno Gomes, Félix Torres, Victor Gabriel e Bernabéi; Vitinho (Alan Patrick), Bruno Henrique (Paulinho Paula), Villagra e Allex; Carbonero (Matheus Bahia) e Alerrandro (Borré). Técnico: Paulo Pezzolano.

Créditos da foto de capa: Divulgação/SC Internacional