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Futebol Brasileirão

Botafogo: John Textor cumpre decisão do STJD e entrega evidências de suposta manipulação de jogos

Na última segunda-feira, o sócio majoritário da SAF Botafogo, John Textor, atendeu à decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e encaminhou os áudios que ele alega serem evidências de manipulação de resultados no futebol brasileiro.

Textor havia sido julgado pelo Pleno do STJD na semana passada, por descumprir a ordem de fornecer os indícios solicitados pela corte. O dirigente também foi multado em R$ 60 mil.

Os fundos serão alocados para o Rio Grande do Sul, estado que foi duramente impactado por uma tragédia climática. Além disso, o dirigente recebeu um prazo de cinco dias úteis para enviar as evidências, sob ameaça de novas penalidades.

Após a conclusão do julgamento, o acórdão foi oficialmente publicado na quarta-feira seguinte, concedendo a John Textor um prazo determinado para cumprir as disposições estabelecidas, com o intuito de evitar quaisquer penalidades adicionais.

A notícia inicial foi reportada pelo portal “UOL” e posteriormente confirmada pelo portal GE, ampliando assim a cobertura sobre o desenrolar do caso.

Histórico de declarações e denúncias de John Textor

As alegações de Textor surgiram após a partida entre Botafogo e Red Bull Bragantino, em fevereiro, pela fase preliminar da Copa Libertadores. Ele mencionou ter áudios que sugeriam corrupção no futebol brasileiro, gerando controvérsia.

“Alguém dizer que não há corrupção no Brasil, quando eu tenho juízes gravados reclamando de não terem suas propinas pagas… Talvez a CBF não devesse me processar. Eu não acusei o Ednaldo (Rodrigues, presidente da CBF). Nunca disse nada sobre ele. Ele não é um corrupto.”

“Ele é um homem que comanda uma organização que provavelmente precisa administrar melhor a corrupção externa. Porque é uma batalha contra fatores externos. É uma batalha que existe e está aqui. Houve manipulações e erros em 2021, 2022, 2023, e nós temos provas.”, afirmou o dirigente

No mês seguinte, em abril, John Textor afirmou possuir “provas de que o Palmeiras vem sendo beneficiado por dois anos”, divulgando documentos baseados em relatórios de inteligência artificial. Esses relatórios, segundo ele, indicavam manipulação de resultados por parte de jogadores do São Paulo em uma partida contra o Palmeiras no Brasileirão de 2023.

A diretoria do Palmeiras reagiu, entrando com uma Medida Inominada contra o CEO do Botafogo, com o objetivo de proibi-lo de mencionar ou fazer referências ao clube paulista. Esse processo estava previsto para julgamento na quinta-feira seguinte ao envio dos áudios ao STJD.

Resposta do STJD e recurso da procuradoria

Após o envio dos áudios, a Procuradoria recorreu buscando aumentar a condenação de Textor. O pedido inclui o aumento da multa e uma possível nova punição. Por outro lado, a defesa da SAF Botafogo trabalha para evitar novas denúncias contra o empresário. No momento, não há data definida para um novo julgamento.

Inicialmente, o dirigente relutou em compartilhar provas com o STJD. No entanto, houve uma mudança de postura, resultando no envio dos áudios. Anteriormente, após o término do Campeonato Brasileiro, ele havia encaminhado um extenso relatório de análises de partidas à entidade, que acabou sendo arquivado.

O processo movido pelo Palmeiras contra John Textor, que tinha o intuito de proibi-lo de mencionar o clube sob pena de multa, foi retirado de pauta e ainda não tem uma nova data para julgamento.

(Foto: Divulgação)

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