O Botafogo vive um momento complicadíssimo após ter passado pelo melhor ano de sua história em 2024. Com as saídas de Artur Jorge, Luiz Henrique e Thiago Almada, o clube carioca parece perdido em 2025. Com Renato Paiva no comando, o time alvinegro vem tropeçando jogo após jogo, o que levou o treinador português a alcançar um feito que ninguém queria: o pior aproveitamento nos oito primeiros jogos da Era SAF.
Depois de muitos rumores, conversas e indecisões sobre quem substituiria Artur, o Glorioso sofre com as consequências. O técnico campeão foi seduzido por uma proposta milionária do futebol asiático e, desde então, virou um buraco no peito do torcedor, que ainda vive a “viuvez” de Artur Jorge, especialmente com os jogos cada vez mais conturbados sob a batuta do novo comandante.
É importante lembrar que o Botafogo sequer teve uma pré-temporada em 2025. Renato Paiva não teve tempo para implementar suas ideias ou pedir reforços específicos. Ele simplesmente aceitou o desafio, mesmo ciente do caos. Agora, o que era previsto virou realidade e a diretoria terá que segurar essa bucha ao lado do português, que ainda tenta colocar sua filosofia na cabeça dos jogadores.
A derrota mais recente veio pela Libertadores: 1 a 0 para o Estudiantes, na Argentina. E o gol? Um frango histórico do goleiro John, que decidiu o confronto. O pior é que o gol saiu cedo, e o time até teve tempo para reagir, mas… o futebol não encaixou. De novo.
Essa foi a quarta derrota de Renato Paiva à frente do Botafogo, empatando com Lúcio Flávio, outro técnico que também não teve uma grande passagem. A diferença é que, no caso do ex-jogador, ele era um membro da comissão técnica, jogado na fogueira, enquanto Paiva é um profissional renomado. Mesmo retrospecto: duas vitórias, dois empates e quatro derrotas. Um aproveitamento de apenas 33%, que o coloca no fim do ranking da Era SAF.
Acima de ambos aparece Tiago Nunes, que assumiu após a saída de Luís Castro (convocado por Cristiano Ronaldo para comandar o Al-Nassr). O treinador campeão da Copa do Brasil e da Sul-Americana teve duas vitórias, quatro empates e duas derrotas nos seus oito primeiros jogos, alcançando 41,7% de aproveitamento. Terminou a temporada, mas sem títulos, e deixou o clube em fevereiro de 2024.
Bruno Lage, por sua vez, estreou com moral: não perdeu nenhuma das oito primeiras partidas, com três vitórias e cinco empates, 58,3% de aproveitamento. Apesar disso, ficou marcado por entrevistas coletivas confusas e uma dificuldade clara de se adaptar ao Brasileirão.
Na vice-liderança do ranking aparece o nome que ainda ecoa nas arquibancadas do Nilton Santos: Artur Jorge, campeão da Libertadores e do Brasileirão em 2024. O português teve cinco vitórias e três derrotas em seus primeiros jogos. Nada de empates. Era vencer ou morrer tentando — e a torcida adorava isso.
E, no topo da lista do Botafogo, Luís Castro, que encerrou sua passagem com cinco vitórias e três empates, somando 75% de aproveitamento. Na época, a saída foi sentida, mas com Artur Jorge no comando depois… o luto durou pouco.
Botafogo e seus técnicos na Era SAF

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Luís Castro – 75% (5V – 3E – 0D)
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Artur Jorge – 62,5% (5V – 0E – 3D)
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Bruno Lage – 58,3% (3V – 5E – 0D)
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Tiago Nunes – 41,7% (2V – 4E – 2D)
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Lúcio Flávio – 33,3% (2V – 2V – 4D)
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Renato Paiva – 33,3% (2V – 2V – 4D)
Foto: Vitor Silva/BFR