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Botafogo: Série 5 maiores vitórias da história

O Botafogo é novo protagonista da nossa série das cinco maiores vitórias dos principais clubes. O Glorioso, com sua linda história, presenteou sua torcida com triunfos espetaculares, como o 1 a 0 diante do atual campeão da Champions League, Paris Saint-Germain.

Além dessa vitória internacional histórica, confira outros quatro jogos que fizeram o torcedor botafoguense se encher de orgulho. Veja a lista.

5. Botafogo 2×1 Santos – Final do Brasileirão de 1995 (1º jogo)

Túlio Maravilha fez o segundo gol do Botafogo no primeiro jogo da final do Brasileirão de 1995, abrindo vantagem para conquistar o título em São Paulo no jogo seguinte
Túlio Maravilha fez o segundo gol do Botafogo no primeiro jogo da final do Brasileirão de 1995, abrindo vantagem para conquistar o título em São Paulo no jogo seguinte (Imagem: Reprodução)

O Botafogo não vencia o Brasileirão desde 1968, quando a competição ainda se chamava Taça Brasil. Entretanto, a equipe carioca fazia um campeonato de altíssimo nível indo para final com méritos. O elenco tinha Gonçalves, Beto, Donizete e o jogador mais emblemático, Túlio Maravilha.

Do outro lado, o Santos de Giovanni chegava na final após reverter uma desvantagem de 4×1 do Fluminense, vencendo o jogo de volta por 5×2. O craque santista era Giovanni e o Peixe, por ter melhor campanha, jogava por dois resultados iguais, o que trazia uma obrigação ainda maior ao Botafogo, de conquistar o primeiro triunfo no Maracanã.

Paulo Autuori montou um esquema de forte marcação, sem esquecer de jogar. E, exercendo uma pressão desde o início, o Fogão abriu com um símbolo do clube, Wilson Gottardo, que escorou um cruzamento de escanteio para o fundo das redes de Edinho. Só que o Santos não demorou muito para empatar com Giovanni, que se aproveitou de uma falha coletiva do Botafogo.

No final do primeiro tempo, em outra jogada de escanteio, foi a vez de Túlio aparecer no costado da zaga para fazer o segundo tento botafoguense. Na etapa final, o Botafogo seguiu melhor, mas não marcou mais, levando apenas um gol de diferença, que acabou sendo o suficiente para o Glorioso levantar a taça em São Paulo na partida de volta.

4. Botafogo 6×0 Flamengo – Campeonato Brasileiro de 1972

Jornal da época retratando a goleada histórica do Botafogo sobre o Flamengo por 6 a 0
Jornal da época retratando a goleada histórica do Botafogo sobre o Flamengo por 6 a 0 (Imagem: Reprodução)

O aniversário de 77 anos do Flamengo foi o menos comemorado de sua história, tudo por culpa do Botafogo, que jogando no Maracanã, resolveu dar um presente de grego para o coirmão.

O Flamengo, treinado por Zagallo, e repleto de jogadores que haviam sido campeões pelo Botafogo em 1968, tinha um grande time, era o atual campeão carioca, e estava disposto a dar uma bela vitória para o torcedor, diante de um forte adversário como aquela equipe do Fogão.

O jogo começou bem igual, mas ao 9’ Jairzinho, o furacão da Copa de 70, abriu o placar e a porteira. Ainda no primeiro tempo, Fischer marcou mais dois para o alvinegro, deixando a torcida rubro-negra preocupada com o que estaria por vir.

Zequinha, que havia feito as jogadas do segundo e do terceiro, fez também a do quarto gol, marcado novamente por Jairzinho, que novamente em lance com Zequinha, finalizou o hat-trick com um gol de letra. Ferretti ainda fechou a goleada, que por muitos ano foi motivo de chacota da torcida botafoguense em cima da flamenguista, que teve que conviver com faixas de “parabéns para vo-6”.

3. Botafogo 1×0 Flamengo – Final do Campeonato Carioca de 1989

Maurício fez o gol do título carioca de 1989, tirando o Botafogo de uma fila de 21 anos
Maurício fez o gol do título carioca de 1989, tirando o Botafogo de uma fila de 21 anos (Imagem: Reprodução)

Em 1989, o Botafogo encerrou um jejum de 21 anos sem títulos ao vencer o Flamengo por 1 a 0 na final do Campeonato Carioca. O jogo, disputado no Maracanã, foi marcado por muita tensão e emoção, pois o Flamengo tinha um time forte com craques como Zico e Bebeto e havia sido melhor na partida de ida, que terminou em 0x0 com o mando do Fogão.

O primeiro tempo foi muito amarrado, assim como a maior parte da primeira partida da decisão, mas na segunda etapa, o Botafogo suportou a pressão e aproveitou a chance que teve. O gol decisivo saiu aos 12 minutos do segundo tempo, quando Mazolinha avançou pela esquerda e cruzou alto para Maurício, que, com um chute de primeira, marcou o gol que daria o título tão esperado ao Glorioso.

A defesa, com Wilson Gottardo e Mauro Galvão, suportou a pressão do adversário até o fim. Ricardo Cruz, no gol, realizou defesas fundamentais, enquanto o meio-campo forte, liderado pelo ótimo volante Luisinho,  amarrou o jogo. E assim, o Botafogo saiu da fila e fez seu torcedor delirar num Maracanã que não estava lotado, mas que presenteou um sofrido torcedor alvinegro.

Essa vitória foi muito mais que um título: simbolizou a retomada da autoestima botafoguense, sendo a primeira vez que toda uma geração de torcedores conseguiu gritar “é campeão”, justamente em cima do maior rival.

2. Botafogo 1×0 PSG – Mundial de Clubes 2025

Igor Jesus fez o gol da vitória épica do Botafogo sobre o PSG, por 1 a 0, pelo Mundial de Clubes
Igor Jesus fez o gol da vitória épica do Botafogo sobre o PSG, por 1 a 0, pelo Mundial de Clubes (Imagem: Vitor Silva-BFR)

Eu estava lá, pude ver com meus próprios olhos a história ser escrita. O clima antes da partida entre o campeão da Champions League do mesmo ano e o campeão da Libertadores do ano anterior, era de total descrença em relação ao clube brasileiro, os próprios torcedores botafoguenses não acreditavam sinceramente na vitória.

O primeiro indício que a coisa poderia ser mais parelha, foi que o técnico Luís Enrique escalou o time de Paris com seis reservas em campo, acreditando que a facilidade do jogo o faria descansar algumas peças. E, mesmo com um time misto, o PSG foi para cima e tentou amassar o Fogão desde o início, pois ainda assim, no papel, era uma equipe teoricamente bem superior.

Aos poucos, o Botafogo foi vendo que conseguia anular as principais jogadas do PSG e o time carioca passou a buscar um contragolpe. E ele veio aos 36’, de forma letal, com Savarino lançando e Igor Jesus chutando ao gol, a bola desviou em Beraldo e morreu nas redes de Donnarumma para uma comemoração incrédula e barulhenta no Rose Bowl. O estádio do tetra da nossa seleção, presenciava outra festa histórica brasileira.

No segundo tempo, o PSG tentou pressionar, teve gol anulado, mas não conseguiu ter muitas chances claras de gol, pois a defesa botafoguense demonstrou comprometimento, garra, disciplina tática quase perfeita e muita vontade de fazer história, lutando até o apito final para desabar em campo de emoção, num feito épico. Desde 2012 um time sul-americano não vencia um europeu e quem quebrou essa escrita foi o Botafogo da era John Textor, um time que recuperou completamente o respeito nacional e chocou o cenário internacional.

1. Botafogo 3×1 Atlético‑MG – Final da Copa Libertadores de 2024

Luiz Henrique foi o craque do Botafogo no jogo mais importante de sua história, na vitória diante do Galo por 3 a 1, que deu o título da Libertadores para o Fogão
Luiz Henrique foi o craque do Botafogo no jogo mais importante de sua história, na vitória diante do Galo por 3 a 1, que deu o título da Libertadores para o Fogão (Imagem: Alejandro Pagni/AFP)

Em Buenos Aires, no Monumental de Núñez, o Botafogo teve sua maior vitória, que culminou na maior conquista de sua história, o título da Copa Libertadores ao derrotar o Atlético Mineiro por 3 a 1. Um feito que talvez seja o grande orgulho de toda essa geração de botafoguense.

A vitória teve um enredo cinematográfico, Gregore foi expulso nos primeiros segundos de jogo após entrada violenta em Fausto Vera, na expulsão mais rápida da história de uma final do torneio continental. Todo o favoritismo botafoguense pré-jogo, passou a não contar mais em uma fração de segundos. Entretanto, mesmo com um jogador a menos, o Botafogo fez um primeiro tempo equilibrado e inteligente, sabendo jogar na adversidade.

Luiz Henrique, melhor jogador da decisão, abriu o placar aos 34 minutos e, pouco tempo depois, sofreu um pênalti convertido por Alex Telles, levando uma vantagem de dois gols para o vestiário. O Galo ainda descontou com Vargas logo no início da etapa complementar, mas mesmo se lançando ao ataque, não criou chances claras de gol e, já nos acréscimos, sofreu a punhalada final com um tento de Júnior Santos, que selou a vitória e a conquista do Glorioso.

Vencer a final com um jogador a menos transformou um título que já seria lendário, em algo totalmente fora dos padrões. A torcida tão sofrida, que havia visto todos os seus rivais conquistarem a América, foi à forra, e viu seu glorioso clube chegar a um patamar ainda maior do que teve na era de Garrincha e Nilton Santos. Os livros de história botafoguense ganharam seu maior capítulo com a projeção de muito mais. Naquele momento uma frase, muitas vezes entoada por Beth Carvallho, ficou bem viva na memória de todos: “É tempo de Botafogo”.

(Imagem de capa: Buda Mendes/Getty Images)