Poucas coisas mudaram no Buffalo Bills para a nova temporada da NFL. Com a chegada de alguns novos jogadores e a saída de outros, a principal novidade da franquia para 2026 é Joe Brady. O ex-coordenador ofensivo da equipe assumiu a posição de treinador principal após a demissão de Sean McDermott.
Joe Brady comandou o ataque do Buffalo Bills nos últimos anos, ou seja, o lado ofensivo da equipe não deve mudar em 2026. Mas a mudança de função deixa as coisas mais interessantes para Brady.
Quando os treinadores assumem alguma equipe da NFL, a expectativa inicial é que o time vença algumas partidas a mais que no ano passado. Mas essa não é a realidade dos Bills. Buffalo venceu 12 jogos na temporada passada, com Josh Allen em modo “MVP”. E nos últimos sete anos, a franquia não chegou ao Super Bowl. E esse é o objetivo para o primeiro ano de Brady como treinador. Isso acontece pela escolha da franquia em promover algum para a posição de treinador. Em outras, Joe Brady não terá “lua de mel”. Ele precisa vencer em 2026, se isso não acontecer, uma demissão pode acontecer em 2027.
“Eu não aceitei este trabalho para fugir das expectativas. De jeito nenhum”, disse Brady dias depois de assumir o cargo. “Estou abraçando isso. Estou entendendo. E estou me dedicando totalmente. Sei o que me espera e vou abraçar isso porque ninguém se destaca com expectativas baixas. Eu quero o que esta cidade quer.”

Joe Brady e o Buffalo Bills
Brady, de 36 anos, é o técnico principal mais jovem da NFL atualmente, mas na era de Sean McVay, a idade não passa de um número. Ele comandou o ataque dos Bills que produziu uma média de 29,6 pontos de médias nas últimas duas temporadas. Essa marca é a segunda melhor da liga, atrás apenas do Detroit Lions. Nas duas temporadas em que Brady foi o coordenador ofensivo em tempo integral, o Buffalo Bills figurou entre os 10 melhores em média de jardas por jogo, jardas terrestres por jogo, jardas aéreas por jogo e eficiência na zona vermelha.
Apesar disso, sabemos qual é o problema em Buffalo. Os Bills se classificaram para os playoffs em cada um dos últimos sete anos, conquistando cinco títulos de divisão, mas chegaram às finais de conferência apenas duas vezes. Os torcedores de Buffalo desfrutavam de um luxo que poucos outros times tinham: a certeza de que a vaga nos playoffs era praticamente garantida todos os anos. A janela de oportunidade dos Bills para a pós-temporada era tão ampla que eles podiam simplesmente aproveitá-la, ano após ano. Mesmo assim, eles falhavam, ano após ano.
O mesmo desfecho aconteceu na temporada passada, mas o choro de Josh Allen após a eliminação para o Denver Broncos mudou tudo. E Terry Pegula, dono do Buffalo Bills, tomou a decisão sobre o futuro de McDermott.
“Minha decisão de contratar um novo treinador foi baseada nos resultados do nosso jogo em Denver”, disse Pegula após anunciar a demissão de McDermott.
“Quero levá-los ao vestiário depois daquele jogo. Olhei em volta e a primeira coisa que notei foi nosso quarterback de cabeça baixa, chorando… Ele estava sentado lá, soluçando; estava apático. Ele havia dado tudo de si para tentar vencer aquela partida. E olhando em volta, vi que todos os outros jogadores do time também estavam assim. Vi a dor no rosto de Josh em sua coletiva de imprensa e senti sua dor. Sei que podemos fazer melhor e sei que vamos melhorar.”
Hoje, com a promoção de Joe Brady, o Buffalo Bills mira algo diferente, principalmente para os playoffs. Ofensivamente, nada deve mudar no Buffalo Bills quando falamos de estratégia. E a chegada de DJ Moore parece subestimada ao redor da NFL, mas que pode dar frutos excelentes logo cedo. Mas sabemos que o foco é Josh Allen.
“Já disse isso cem vezes, e vocês vão me ouvir dizer mais cem vezes”, disse Brady em março. “Quero que Josh Allen conquiste tudo o que merece nesta vida, nesta carreira. Ele se dedica tanto a este esporte, e tudo o que eu quero é que ele receba o que lhe é devido.”
(Foto principal: NFL.com)



