Sem a NFL acontecendo, todos os olhos se viram para a Free Agency e é justamente nessa época que os times cometem erros ou acertos que mudam o destino da temporada. As movimentações já começaram e os torcedores e a mídia já estão comentando sobre quem será um bust e quem será um acerto.
Os contratos de edge rushers que podem virar bust
Dois dos contratos mais arriscados da free agency 2026 envolvem pass rushers veteranos com histórico de lesões graves e que tendem a se tornar um bust.
Bradley Chubb assinou com o Buffalo Bills por três anos e 43.5 milhões de dólares, com a expectativa de entregar rush consistente na pós-temporada ao lado de Josh Allen. Aos 30 anos em junho, Chubb teve 8.5 sacks e 20 quarterback hits na temporada passada pelo Dolphins, mas sua carreira é marcada por ausências: ele perdeu 42 jogos em oito anos na liga, incluindo toda a temporada após lesão no ACL.
Se Chubb ficar saudável por dois anos, o valor é razoável, mas qualquer recidiva de lesão deixa os Bills sem espaço no salary cap e sem produção efetiva na edge, o que pode custar caro em uma janela competitiva.
O caso de Jaelan Phillips com o Carolina Panthers é ainda mais preocupante. Ele recebeu quatro anos e 120 milhões de dólares apesar de nunca ter ultrapassado 8.5 sacks ou 25 QB hits em uma temporada. Phillips sofreu lesões graves nos membros inferiores: ruptura de tendão de Aquiles em 2023 e ACL em 2024. Aos 27 anos em maio, ele está entrando no suposto auge, mas o pagamento o coloca no patamar de superstar, algo que seus números não sustentam.
Na temporada passada, seis edge rushers tiveram mais sacks, nove superaram 25 QB hits e 19 chegaram a pelo menos nove sacks. Se Phillips não elevar drasticamente sua produção, esse contrato vira um overpay clássico que trava o cap dos Panthers por anos.
Recebedores pagos como WR1 que também podem virar bust
A aposta em wide receivers também gerou contratos questionáveis que podem se tornar bust. Alec Pierce assinou com o Indianapolis Colts por quatro anos e 114 milhões de dólares, com 84 milhões garantidos, ocupando o nono lugar em valor total e quinto em garantias entre WRs. Aos 25 anos, ele vem de uma temporada de 1.003 jardas em 47 recepções, mas seu estilo é low-volume e big-play: liderou a liga nos últimos dois anos com 22.3 e 21.3 jardas por recepção.
Os Colts abriram mão de Michael Pittman Jr. para apostar nele como peça central, mas se Pierce não expandir o route tree e virar receptor de volume consistente, o contrato pode se tornar um peso morto e consequentemente um bust, especialmente com garantias altas.
Wan’Dale Robinson foi para o Tennessee Titans por quatro anos e até 78 milhões de dólares (base de 70 milhões). Aos 25 anos, ele melhorou a cada temporada e se reúne com o coordenador Brian Daboll, que o desenvolveu nos Giants. Em 2025, Robinson teve 1.014 jardas em 140 alvos, mas sua taxa de sucesso foi de apenas 42.9%, a 125ª entre 142 pass-catchers qualificados.
Projetado como WR2, ele está sendo pago próximo ao topo do mercado para um jogador que teve apenas uma temporada acima de 700 jardas antes de 2025. Se os Titans não draftarem um WR1 legítimo (como Carnell Tate) para dividir atenção, Robinson pode não sustentar o papel principal e se tornar um bust.
Por que o contrato de Trey Hendrickson pode gerar arrependimentos em Baltimore?
O Baltimore Ravens gerou polêmica ao assinar Trey Hendrickson por quatro anos e 112 milhões de dólares, especialmente após supostamente desistir de Maxx Crosby para priorizá-lo. Aos 31 anos, Hendrickson perdeu a maior parte da temporada passada por lesão no quadril, jogando apenas sete partidas e registrando quatro sacks, após dois anos com 17.5 sacks cada. O risco de bust é alto: se ele não recuperar o nível elite de 2023-2024, o contrato fica desproporcional para um jogador que envelhece e vem de lesão significativa.
Caso Crosby (29 anos) supere Hendrickson nos próximos anos, os Ravens vão lamentar a escolha, enquanto outras franquias comemoram. O investimento em um pass rusher de 31 anos com histórico recente de lesão pode ser um dos que mais pesam no futuro imediato do time.
Esses cinco contratos destacam o risco clássico da free agency: pagar pelo potencial ou pelo momento, em vez de pelo desempenho sustentado. Lesões, idade, volume de produção e fit no esquema podem transformar boas ideias em arrependimentos caros.
Times como Bills, Panthers, Colts, Titans e Ravens apostaram alto, mas os números e o histórico mostram que nem todos vão entregar o retorno esperado. A free agency 2026 já começou a separar acertos de busts potenciais.



