Um dia depois da conquista do Brasileirão da Série B pelo Santos, Fábio Carille foi demitido na última segunda-feira, e se pronunciou sobre a saída do clube em sua rede social. No texto, o treinador fez agradecimentos ao Peixe e afirmou estar com um “sentimento de missão cumprida” pelo acesso e título da segunda divisão nacional.
– Nesta segunda-feira, acertamos a minha saída do Santos após o cumprimento do objetivo de conquistar o título da Série B e de colocar o clube novamente em seu lugar, que é na elite do futebol brasileiro. Saio com o sentimento de missão cumprida, ciente de que tudo que conquistamos foi na base de um trabalho árduo diário de todos dentro do Santos.
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Saio, como na minha primeira passagem, muito honrado em representar um dos maiores clubes do mundo. É um privilégio fazer parte da história do Santos Futebol Clube. Agradeço a todos que participaram deste projeto e acreditaram desde o início no que foi traçado. Obrigado à diretoria, elenco, staff, torcida… Todos tiveram participação fundamental nessa reconstrução – escreveu o técnico.
Com a decisão da diretoria de demitir Carille ainda na 37ª rodada da Série B, o treinador não comandará o Santos no último jogo do ano, diante do Sport, domingo, às 18h30 (de Brasília), na Ilha do Retiro. A equipe será comandada de forma interina pelo técnico do sub-20, Leandro Zago, dando início aos trabalhos no CT Rei Pelé na manhã desta quarta.
Fala de Carille em coletiva foi “gota d’água” para demissão no Santos
Depois de garantir o acesso do Santos à Série B, Fábio Carille teve o contrato renovado automaticamente até o final de 2025, porém, tinha seu futuro como incerto por depender de uma decisão própria e da direção sobre permanecer no Peixe. O relacionamento que iniciou bem na segunda passagem acabou sofrendo danos no decorrer da temporada.
Depois de conquistar um vice-campeonato paulista contra o Palmeiras, Carille conduziu o Santos ao longo da Série B de forma pressionada e foi vaiado em diversas ocasiões, chegando a não conceder entrevistas na Vila pelo incômodo que sofreu da torcida. Em agosto, após um empate com a Ponte Preta, chegou a ser ameaçado de cair, mas acabou garantido no comando pelo presidente Marcelo Teixeira, que lhe deu um “voto de confiança” para permanecer no clube.
No último domingo, durante a derrota do Peixe para o CRB por 2 a 0, o treinador ouviu vaias durante a entrega das medalhas, e principalmente no segundo tempo, ouviu ofensas como “burro”, pelas substituições que fez no time. Mas foi na entrevista coletiva que gerou um atrito considerado como “gota d’água” para sua demissão, quando respondeu uma pergunta na qual minimizou o peso da pressão da torcida santista em sua decisão de continuar no clube ano que vem.
– Eu também vejo isso (que o torcedor não está feliz). Tudo pode acontecer, já vi cada reviravolta. Pressão teve no Corinthians em cima do Tolima e a continuidade do Tite. Vocês não sabem o que é pressão, vocês não sabem. Que aconteça o melhor para o Santos em 2025 – disse.