O Chelsea empatou por 2 a 2 com o Hull City, neste sábado, em Stamford Bridge, pela terceira rodada da Premier League, e precisou reagir para evitar a segunda derrota consecutiva no campeonato. Os Blues saíram na frente logo no início, sofreram a virada ainda no primeiro tempo e só conseguiram recuperar a igualdade na etapa final, novamente com participação decisiva de João Pedro.
O resultado mantém o Chelsea momentaneamente na quarta posição, com sete pontos, enquanto o Hull City chega aos oito e ocupa o terceiro lugar. A equipe recém-promovida segue como uma das grandes surpresas deste começo de temporada e chegou a assumir provisoriamente a liderança durante a partida. O empate também mantém os londrinos invictos, mas deixa a sensação de uma oportunidade desperdiçada em casa diante de um adversário que soube explorar os problemas defensivos dos Blues.
O jogo
O Chelsea precisou de apenas seis minutos para abrir o placar. Em um contra-ataque rápido, João Pedro encontrou Rogers dentro da área. O atacante recebeu em boas condições e bateu firme de pé esquerdo para colocar os mandantes na frente.
O início parecia indicar mais uma partida em que o Chelsea conseguiria controlar o jogo desde cedo. A equipe tinha velocidade para atacar os espaços e encontrou no contra-ataque uma forma eficiente de chegar à área do Hull.
(Foto: Getty Images)
Mas a vantagem não trouxe tranquilidade.
O Hull City, que vem sendo uma das grandes sensações deste início de Premier League, não se intimidou diante de Stamford Bridge. A equipe continuou avançando suas linhas e passou a aproveitar os espaços deixados pelos donos da casa.
Aos 28 minutos, veio o empate.
Ryan Giles participou da construção pelo lado esquerdo e cruzou para a área. Hato tentou fazer o corte, mas foi traído pelo quique da bola e acabou cometendo um erro defensivo que deixou Belloumi em ótima condição. O atacante não desperdiçou e finalizou de primeira para deixar tudo igual.
O gol mudou o panorama da partida.
O Chelsea, que havia começado melhor e conseguido marcar cedo, passou a demonstrar dificuldades para controlar o adversário. O Hull ganhou confiança e percebeu que poderia atacar a defesa londrina com mais frequência.
A virada aconteceu apenas cinco minutos depois.
Em cobrança de escanteio, Semi Ajayi subiu mais alto e cabeceou no travessão. A bola voltou para a área e Belloumi apareceu novamente, desta vez para bater de primeira e fazer o segundo dos visitantes.
Em poucos minutos, o Chelsea passou de uma vantagem confortável para uma situação de desvantagem dentro de casa.
A torcida de Stamford Bridge foi para o intervalo preocupada, enquanto o Hull comemorava uma virada que confirmava o excelente início de temporada da equipe recém-promovida.
Na segunda etapa, o Chelsea voltou tentando recuperar o controle. A equipe passou a ocupar mais o campo ofensivo e buscou aumentar a pressão sobre a defesa adversária.
Foi então que João Pedro apareceu novamente.
Na metade do segundo tempo, Palmer recebeu pelo lado esquerdo, partiu para cima da marcação e avançou até a linha de fundo. O meia cruzou rasteiro para o centro da área, onde João Pedro apareceu um passo antes da pequena área para finalizar com força e marcar o gol de empate.
O 2 a 2 devolveu equilíbrio à partida.
João Pedro confirmou mais uma vez seu excelente começo de temporada. Depois de ser eleito o melhor jogador do mês de agosto na Premier League e voltar a ser convocado para a Seleção Brasileira, o atacante chegou a três gols e três assistências em quatro partidas pelo campeonato inglês.
Com o empate, o Chelsea passou a pressionar em busca da virada, mas o Hull também continuou perigoso. Os visitantes chegaram perto de recuperar a vantagem nos minutos finais.
Em uma das últimas oportunidades da partida, Ryan Giles cruzou rasteiro e Momo Cho apareceu para finalizar. Dibu Martínez, porém, fez uma defesa providencial e evitou o terceiro gol do Hull.
O Chelsea conseguiu sobreviver à pressão final e confirmou o empate em 2 a 2.
Análise: João Pedro salva, mas Chelsea ainda precisa controlar melhor os jogos
O empate mostra duas faces do Chelsea neste começo de temporada. De um lado, existe uma equipe com capacidade ofensiva suficiente para marcar cedo e reagir quando está em desvantagem. Do outro, ainda aparecem problemas de controle e concentração que podem custar pontos contra adversários mais fortes.
O gol sofrido no primeiro tempo é o melhor exemplo. O Chelsea havia começado bem, mas uma falha de Hato permitiu que o Hull voltasse para a partida. Poucos minutos depois, uma bola parada terminou no travessão e, no rebote, Belloumi apareceu novamente para completar a virada.
Não foi apenas uma questão de azar. O Hull soube atacar os espaços e mostrou personalidade para continuar jogando mesmo depois de sofrer o primeiro gol.
O Chelsea, por sua vez, teve dificuldade para administrar a vantagem. A equipe parecia confortável quando marcou, mas perdeu parte desse controle depois que o adversário aumentou a intensidade. Em uma competição como a Premier League, esse tipo de oscilação pode ser perigoso.
Ao mesmo tempo, há um ponto extremamente positivo: João Pedro.
O brasileiro tem começado a temporada em alto nível e novamente foi decisivo. Além de participar da construção ofensiva, mostrou presença de área para finalizar a jogada de Palmer e evitar uma derrota que seria bastante pesada para o Chelsea.
Seus números reforçam o impacto. Em quatro partidas de Premier League, são três gols e três assistências, além do reconhecimento como melhor jogador do mês de agosto.
O Chelsea ainda precisa encontrar maior equilíbrio coletivo. Ter jogadores capazes de decidir individualmente é importante, mas não pode ser a única solução quando a equipe perde o controle da partida.
O Hull, por outro lado, merece enorme crédito. Recém-promovido, o time chegou a Stamford Bridge sem se intimidar, reagiu depois de sofrer um gol logo no começo e virou o confronto com personalidade. Mesmo permitindo o empate, ainda teve a oportunidade de marcar o terceiro nos minutos finais.
O 2 a 2, portanto, não é um resultado que deve ser visto apenas como dois pontos perdidos pelo Chelsea. Também é um reconhecimento ao bom momento do Hull, que já mostrou que pretende competir de igual para igual com equipes de maior investimento.
Para os Blues, o desafio agora é transformar o talento individual em maior controle coletivo. João Pedro vem fazendo sua parte e sendo decisivo, mas o Chelsea precisará aprender a proteger melhor suas vantagens e reagir antes que os adversários consigam tomar conta da partida.



