O Chelsea mostrou bastante força coletiva para empatar em 1 a 1 com o Arsenal, no Stamford Bridge, neste domingo (30), em duelo disputado pela 13ª rodada do Campeonato Inglês. Com um homem a menos desde os 38 minutos, os Blues foram resilientes para não deixar o líder do torneio disparar.
Com o resultado, a equipe de Enzo Maresca chega aos 24 pontos, permanecendo a seis dos Gunners. O resultado foi bom para o Manchester City, segundo colocado com 25 pontos, que se aproxima após vitória por 3 a 2 sobre o Leeds, neste sábado (29).
Primeiro tempo quente e com expulsão
O clássico londrino começou como todos esperavam: com muita disposição e entrega mútua. O problema, entretanto, é que os atletas de Chelsea e Arsenal ultrapassaram todos os limites, enquanto o árbitro Anthony Taylor não demonstrou qualquer tipo de tolerância. Ao todo, foram 14 faltas na etapa inicial, com cinco cartões amarelos e uma expulsão.
Donos da casa, os Blues começaram com mais iniciativa, com o quarteto formado Enzo Fernández, Estévão, Pedro Neto e João Pedro apresentando boas conexões. Aos 17 minutos, os brasileiros tabelaram bonito, com o ex-Palmeiras chutando com perigo por cima do gol.
Pouco depois, foi a vez de Estévão receber passa de Cucurella e ajeitar para Enzo Fenández, que bateu para boa defesa de Raya. O domínio do Chelsea, entretanto, foi interrompido por um erro de Moisés Caicedo. O bom volante equatoriano pisou feio no tornozelo de Merino e, após revisão do VAR, levou o cartão vermelho.
O Arsenal, que havia chegado com perigo apenas com Saka, aos 14 minutos, se recuperou no duelo. Fora equilibrar a posse de bola com um jogador a mais, os Gunners quase abriram o placar com Gabriel Martinelli, que parou em Robert Sánchez.
No fim, os visitantes levaram mais cartões, mas desceram para o intervalo com um homem a mais em campo. Já o Chelsea terminou o primeiro tempo com mais finalizações, mas foi o Arsenal quem criou as melhores oportunidades.
Chelsea segura pressão
Mesmo com o cenário desfavorável, o técnico Enzo Maresca não recuou o time, fazendo apenas uma troca de Garnacho por Estévão – o argentino ocupa a mesma posição do brasileiro. Mikel Arteta, por sua vez, fez uma substituição protocolar, tirando o amarelado lateral-esquerdo Calafiori para a entrada de Lewis-Skelly.
Com a bola rolando, a postura ofensiva do treinador do Chelsea foi rapidamente recompensada. No primeiro minuto, João Pedro exigiu boa defesa de Raya, em testada firme. Na cobrança do escanteio, Reece James levantou para e Chalobah desviou para as redes de cabeçada.
Sem outra alternativa, Arteta colocou os Gunners mais adiante, tirando o volante Zubimendi para entrada do meio-campista Ödegaard. Em busca do empate, o Arsenal igualou na mesma moeda aos 13 minutos: Saka cruzou na área para Merino marcar de cabeça.
Com a rápida resposta, a equipe visitante passou a encurralar, trocando passes de lado pacientemente enquanto o Chelsea se fechava no seu campo de defesa. Para tentar furar a retranca, Arteta lançou em campo Gyökeres, com a ideia de preencher mais a área do rival.
Bem postado, o Chelsea conseguiu controlar bem as investidas do adversário na base do posicionamento e forte marcação. A única chance perigosa do Arsenal na parte final ocorreu já aos 42 minutos, quando Merino pegou firme da entrada da área e exigiu excelente intervenção de Sánchez.
Análise
De maneira geral, o empate não pode ser comemorado por nenhuma das duas equipes. Atuando em casa, o Chelsea vivia a expectativa de se aproximar do Arsenal, diminuindo a diferença para três pontos e entrando de vez na briga pela taça da Premier League.
Porém, com a expulsão precoce de Caicedo, os Blues demonstraram bom poder de marcação para frear o ímpeto do Arsenal, dono do segundo melhor ataque da competição e um dos principais times da Europa no momento.
Por outro lado, o Arsenal sabe que poderia ter aproveitado a vantagem numérica em campo para ampliar a vantagem sobre o Chelsea. Ainda assim, um empate em Stamford Bridge não pode ser menosprezado.
Foto: Reprodução/Premier League