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Chelsea: qual o tamanho da perda de Caicedo para o time? Confira

O treinador do Chelsea, Enzo Maresca, conhece bem o peso que Moisés Caicedo tem para a equipe. O técnico italiano colocou o meio-campista como titular em 50 de suas 51 partidas na Premier League pelos Blues. Agora, porém, depois de receber um cartão vermelho no empate por 1 a 1 diante do Arsenal,  o equatoriano ficará fora de três jogos: contra o Leeds United, nesta quarta-feira, e diante de Bournemouth e Everton. Em comentários feitos na terça-feira, Maresca classificou o camisa 25 no mesmo nível de importância do astro Cole Palmer.

Da mesma forma, Caicedo tem sido essencial para o Chelsea durante toda a temporada, e apenas o retorno tardio da América do Sul o impediu de iniciar como titular na vitória por 2 a 0 sobre o Burnley após a pausa internacional de novembro. Questionado pela BBC Sport sobre como sua equipe seguia vencendo mesmo sem utilizar seu principal meio-campista, Maresca respondeu: “Não vou repetir isso. Foi a última vez!”. Embora tenha dito em tom de brincadeira, suas palavras podem ter um fundo de sinceridade.

Além disso, Caicedo foi eleito tanto o melhor jogador quanto o melhor jogador da temporada pelos torcedores do clube em 2024/25, sendo considerado por Maresca um dos dois melhores volantes do mundo — ao lado de Rodri, do Manchester City. Desde sua chegada do Brighton, em 2023, o equatoriano disputou 116 partidas pelo Chelsea, marcou sete gols, forneceu nove assistências e conquistou a UEFA Conference League e o Mundial de Clubes logo após chegar ao Stamford Bridge.

As estatísticas da Opta reforçam essa avaliação. Nenhum outro meio-campista das cinco principais ligas europeias acumulou mais desarmes (28) ou interceptações (18) nesta temporada do que Caicedo. Esses 28 desarmes correspondem a 23% do total do Chelsea — a segunda maior proporção registrada pela Opta desde 2006/07. O equatoriano também supera jogadores como Declan Rice, do Arsenal, e Ryan Gravenberch, do Liverpool, em desarmes e na porcentagem de duelos vencidos (59%), ambos frequentemente citados entre os melhores da posição.

Foto: Getty Images

Andrey Santos deve ocupar a vaga de Caicedo no Chelsea

A opção imediata do Chelsea para substituir Caicedo é Andrey Santos, que entrou no lugar do equatoriano — e atuou muito bem — na vitória sobre o Burnley em 22 de novembro. “Andrey está preparado”, afirmou Maresca à BBC Sport. “A função dele é a de volante, assim como a do Moi. Ele está pronto.” Da mesma forma, Maresca também já utilizou Santos em funções mais adiantadas. O jogador de 21 anos é bastante valorizado pela diretoria do Stamford Bridge após se destacar durante seu empréstimo ao Strasbourg.

Além disso, Andrey Santos, que tem quatro partidas pela Seleção Brasileira, foi contratado do Vasco da Gama por 11 milhões de libras há quase três anos, sendo emprestado novamente ao Vasco, depois ao Nottingham Forest e, por fim, ao Strasbourg. Espera-se que o clube francês se torne uma rota frequente de desenvolvimento para jovens do Chelsea nos próximos anos, com planos de enviar jogadores para a Ligue 1 por períodos de 12 a 24 meses como preparação para a Premier League.

Por fim, Andrey Santos acredita que a parceria só tende a render bons frutos no Chelsea nos próximos jogos. “Estou muito feliz por ter sido o primeiro”, disse ele à BBC Sport. “Nesta temporada, há muitos jogadores de qualidade no Strasbourg, como Mamadou Sarr, Mike Penders e Emanuel Emegha, e isso é muito importante para nós e para ambos os clubes.”

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Quem mais pode substituir Caicedo no Chelsea?

Se Maresca precisar explorar outras alternativas, ainda dispõe de algumas opções. O meio-campista Enzo Fernández, que atuou os 90 minutos em cada uma das três partidas do Chelsea na última semana, pode desempenhar um papel mais recuado; entretanto, não oferece o mesmo vigor físico nem a mesma eficiência defensiva de Caicedo ou Santos, e corre o risco de ser sobrecarregado.

Além de Caicedo, Dario Essugo e Romeo Lavia também estão fora por lesão — este último desfalcará o time por pelo menos três jogos após nova recaída no treinamento. Outra opção seria recuar alguns defensores para o meio-campo, com Reece James sendo o nome mais cotado. O capitão dos Blues atuou ao lado de Caicedo contra o Arsenal e foi eleito o melhor em campo após uma atuação impressionante. Por outro lado, Maresca já afirmou que o atleta da seleção inglesa provavelmente será poupado diante do Leeds. Malo Gusto e Josh Acheampong também podem exercer funções mais centralizadas no meio.

A ausência de Caicedo cria um dilema para Maresca, mas também oferece ao jogador de 24 anos um descanso necessário antes de um período festivo especialmente intenso. Antes do duelo com o Arsenal, Caicedo contou ao Daily Mail que vinha convivendo com dores no joelho. “Às vezes dói”, disse. “Mas não vou parar até meu corpo não aguentar mais. Nunca desisto. Estou acostumado a jogar assim”.

A BBC Sport apurou que Caicedo confidenciou a familiares e amigos próximos que está exausto devido à carga pesada de jogos. A FifPro, sindicato mundial dos jogadores, o incluiu na lista de atletas submetidos a uma “sobrecarga desproporcional”.

Questionado sobre se a suspensão do camisa 25 — que disputou duas partidas completas pelo Equador no mês passado — poderia trazer algum benefício, Maresca afirmou: “Esse é o lado positivo, sim. Ele tem jogado praticamente todos os jogos… inclusive pela seleção. Provavelmente essa pausa vai dar um descanso maior. Na próxima terça-feira temos uma partida da UEFA Champions League, então ele estará disponível contra a Atalanta. Mas também é uma oportunidade para recuperar energia e tratar melhor o problema no joelho”.

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Como o Chelsea deve lidar com a ausência de Caicedo nos próximos jogos

A suspensão de Moisés Caicedo é um dos desafios mais complexos enfrentados pelo Chelsea nesta fase crucial da temporada. Peça-chave do modelo de Enzo Maresca, o equatoriano era o jogador mais utilizado do elenco e responsável por estabilizar o meio-campo, tanto na proteção defensiva quanto na construção das jogadas. Sua falta exige uma reorganização imediata — e cuidadosa — por parte da comissão técnica.

Sem Caicedo, Maresca fica sem o atleta que melhor executa os momentos de pressão, cobertura e antecipação à frente da defesa. O Chelsea, que já demonstrou alguma irregularidade defensiva recentemente, tende a sentir a falta de um volante com tanta força física, leitura de jogo e capacidade de neutralizar transições. Assim, é provável que o treinador recorra a um substituto mais jovem ou menos rodado, o que naturalmente altera a dinâmica do setor.

Uma saída possível é montar um meio-campo mais posicional, priorizando a manutenção da posse de bola e reduzindo a exposição a contra-ataques. Outra estratégia envolve reforçar o suporte dos laterais e evitar situações que isolem os zagueiros, especialmente fora de casa. Independentemente do plano adotado, o Chelsea deverá atuar de forma mais controlada, evitando jogos altamente físicos ou com excesso de duelos — área em que Caicedo se destaca amplamente.

Além do impacto tático, a ausência também tem peso emocional. Caicedo consolidou-se como uma das principais referências técnicas e comportamentais do elenco, e sua falta em compromissos importantes aumenta a pressão sobre Maresca, que já precisa gerenciar outros desfalques significativos. A resposta coletiva do grupo e a adaptabilidade nas próximas partidas serão determinantes para impedir que essa lacuna resulte em uma queda de rendimento.

Nos próximos confrontos, o Chelsea precisará demonstrar maturidade, compactação e disciplina tática. A perda de Caicedo é enorme, mas o desempenho da equipe neste período pode definir não apenas sua posição na tabela, como também a confiança para a reta final da temporada.

(Foto: Getty Images)