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Manchester City “precisa se preparar” para a chegada de seu sucessor, segundo Guardiola

O técnico Pep Guardiola afirmou que o Manchester City “precisa estar pronto” para planejar o momento de sua saída e a chegada de um novo treinador. Nos bastidores, entende-se que os Citizens já deram início ao mapeamento de possíveis candidatos para substituir o espanhol, em meio às incertezas sobre sua permanência no clube nas próximas temporadas. Apesar disso, o atual técnico do Chelsea, Enzo Maresca — que já integrou a comissão técnica de Guardiola no Etihad Stadium — tratou de minimizar os rumores e afirmou que qualquer notícia que o aponte como sucessor é “100% especulação”.

Em novembro de 2024, Guardiola renovou seu contrato com o Manchester City até o término da temporada 2026/27. A equipe, que ocupa a vice-liderança da Premier League, dois pontos atrás do Arsenal, enfrenta o West Ham neste sábado (20), às 12h (horário de Brasília), no Etihad Stadium, pela 17ª rodada da edição 2025/26 do campeonato inglês. Desde que assumiu o comando do clube, em 2016, Guardiola se consolidou como uma das figuras mais icônicas da história dos Citizens, conquistando inúmeros títulos de peso, incluindo seis ligas inglesas e a inédita UEFA Champions League de 2022/23.

Questionado sobre a possibilidade de deixar o clube antes do fim de seu contrato, Guardiola foi categórico: “Não há conversas — assunto encerrado. Não ficarei aqui para sempre, isso já foi dito. Ninguém permanece para sempre neste mundo, mas não existe discussão no momento. O que tiver que acontecer, acontecerá, e o clube precisa estar preparado para tudo — jogadores, CEOs e todos, com exceção dos proprietários. Eles só sairão se decidirem vender o clube, o que acredito que não acontecerá”.

Paralelamente, o Manchester City avalia alternativas para substituir Guardiola no curto ou médio prazo. Segundo o jornalista David Ornstein, Enzo Maresca aparece como um dos nomes observados pela diretoria dos Sky Blues. O treinador do Chelsea é visto internamente como um perfil ideal para dar continuidade ao projeto. Apesar de ter contrato até junho de 2027, existe no Etihad Stadium o receio de que Guardiola deixe o clube ao fim da temporada atual, o que aumentou a urgência na busca por possíveis sucessores. Até o momento, nenhuma decisão oficial foi tomada.

De forma curiosa, Enzo Maresca já comandou as categorias de base do Manchester City e também atuou como auxiliar técnico de Guardiola. Posteriormente, o italiano assumiu o Leicester em 2023 e, mais tarde, o Chelsea, onde está há cerca de uma temporada e meia. À frente dos Blues, conquistou a Conference League em 2024/25 e o Mundial de Clubes no último verão europeu. Ainda assim, seu foco segue totalmente voltado ao projeto londrino, que tem como principais objetivos os títulos da Premier League e da UEFA Champions League no Stamford Bridge.

Além de toda a idolatria construída no futebol mundial, Pep Guardiola alcança sua 10ª temporada à frente do Manchester City, acumulando até aqui 558 partidas, com 401 vitórias, 69 empates e 88 derrotas. Ao todo, o espanhol levantou 18 troféus no comando dos Citizens. Recentemente, ele também comentou sobre seus planos após deixar o clube inglês, indicando uma pausa na carreira, assim como ocorreu após sua saída do Barcelona:
“Depois do meu contrato com o City, vou parar. Não sei se vou me aposentar, mas vou tirar um tempo”, revelou.

Foto: Getty Images

Guardiola admite que Manchester City “precisa se preparar” para chegada de sucessor, mas descarta discussões sobre saída

Pep Guardiola voltou a comentar publicamente as especulações sobre seu futuro no Manchester City e foi claro ao afirmar que o clube “precisa se preparar” para o momento em que ele não estiver mais no comando. Ao mesmo tempo, o treinador espanhol negou qualquer conversa concreta sobre uma saída próxima e reforçou seu total comprometimento com o projeto atual.

Em entrevista, Guardiola destacou que sua permanência não será eterna e que o planejamento faz parte da gestão responsável de um clube do porte do City. Para ele, pensar no futuro não significa que exista uma decisão tomada ou negociações em curso, mas sim uma postura institucional necessária. “Não ficarei aqui para sempre. O clube precisa estar preparado para tudo”, afirmou o treinador, deixando claro que os Citzens não podem depender indefinidamente de um único comandante, por mais vitorioso que ele seja.

Apesar das declarações, Guardiola tratou de encerrar rumores mais imediatos. O técnico negou qualquer conversa com a diretoria sobre uma possível saída e garantiu estar satisfeito com o momento da equipe, além de totalmente focado nos objetivos da temporada. Segundo ele, questionamentos sobre seu futuro fazem parte da rotina de quem permanece muitos anos no mesmo clube.

Desde 2016 no comando do Manchester City, Guardiola construiu um dos ciclos mais dominantes da história do futebol inglês, com múltiplos títulos nacionais, copas e a consolidação do clube como potência europeia. Justamente por isso, qualquer sinal de transição gera atenção especial dentro e fora do Etihad Stadium.

Enquanto a diretoria é naturalmente pressionada a pensar no médio e longo prazo, Guardiola reforçou que sua prioridade segue sendo o presente: desempenho, resultados e evolução da equipe. Para ele, planejar o futuro não significa antecipar despedidas, mas garantir que o Manchester City continue competitivo quando a sucessão, inevitavelmente, acontecer.

Foto: Getty Images

Enzo Maresca tem o mesmo perfil de Guardiola para assumir o Manchester City?

Com Pep Guardiola admitindo que o Manchester City precisa se preparar para o futuro, o nome de Enzo Maresca surge de forma natural entre os mais citados quando o assunto é sucessão. Ex-auxiliar direto do espanhol e hoje treinador em ascensão, o italiano apresenta características claras da escola que se consolidou no Etihad Stadium, embora diferenças importantes alimentem o debate sobre seu real encaixe no clube.

Já o italiano Enzo Maresca construiu sua identidade técnica sob forte influência de Guardiola. A preferência pelo jogo de posse, a construção desde a defesa, a ocupação racional dos espaços e a busca constante pelo controle das partidas são marcas evidentes em seu trabalho. Assim como o espanhol, o italiano valoriza jogadores capazes de atuar como “treinadores em campo”, zagueiros confortáveis com a bola e meio-campistas aptos a controlar o ritmo em qualquer zona do campo.

Essa semelhança conceitual é vista como um trunfo. O Manchester City desenvolveu, ao longo dos anos, uma identidade muito clara, e a escolha de um sucessor alinhado a esses princípios reduziria o impacto de uma eventual mudança no comando técnico. Nesse sentido, Enzo Maresca aparece como um nome que dialoga diretamente com o chamado “DNA Guardiola”.

Por outro lado, o contexto pesa. Guardiola chegou ao City já consagrado, com títulos nacionais e continentais e uma autoridade construída em Barcelona e Bayern de Munique. Maresca, apesar da rápida evolução e do reconhecimento por seu modelo de jogo, ainda vive um processo de consolidação no mais alto nível.

Gerir um elenco estrelado, lidar com a pressão constante por títulos e sustentar um padrão elevado temporada após temporada são desafios que só o tempo pode responder. Além disso, Guardiola se destaca não apenas pelo modelo tático, mas pela capacidade de reinventar suas equipes, adaptar funções e antecipar tendências do futebol moderno.

Maresca demonstra repertório, convicção e ideias bem definidas, mas ainda não foi submetido a ciclos prolongados de altíssima exigência como os que caracterizam o cotidiano do Manchester City. Assim, embora compartilhe princípios filosóficos semelhantes aos de Guardiola, a comparação direta encontra limites na experiência e no peso do legado.

Para o City, Maresca representa continuidade de ideias; para o futebol inglês, ainda é um projeto em plena construção. A grande questão não é se o italiano pensa como Guardiola, mas se conseguirá sustentar, no Etihad Stadium, o mesmo nível de impacto e sucesso que transformou o espanhol em uma referência histórica do clube.

(Foto: Getty Images)