Raúl Jiménez, México, Copa do Mundo 2026
Copa do Mundo

Copa do Mundo 2026 movimenta milhões: entenda quanto os jogadores realmente ganham no maior torneio do futebol

A Copa do Mundo é o maior evento esportivo do planeta. Em 2026, o torneio disputado nos Estados Unidos, México e Canadá já quebrou recordes de audiência e público, atraindo centenas de milhões de espectadores ao redor do mundo. Diante de tamanha dimensão, é comum que muitos torcedores imaginem que os jogadores recebam fortunas apenas por vestir a camisa de suas seleções.

No entanto, a realidade é um pouco diferente daquilo que acontece nos clubes. Ao contrário do que ocorre em equipes como Real Madrid, Manchester City, Liverpool ou Bayern de Munique, os atletas não recebem salários pagos pela FIFA durante a Copa do Mundo. O sistema de remuneração é mais complexo e envolve premiações, acordos coletivos e distribuições realizadas pelas federações nacionais.

Embora os ganhos possam ser elevados, especialmente para as seleções que avançam até as fases finais, a maior recompensa para muitos jogadores continua sendo a oportunidade de representar seu país no principal palco do futebol mundial.

Como funciona o pagamento aos jogadores durante a Copa do Mundo

A FIFA não deposita dinheiro diretamente na conta dos atletas. O modelo adotado pela entidade consiste em transferir recursos para as federações nacionais, que ficam responsáveis por definir como esses valores serão distribuídos.

Para a Copa do Mundo de 2026, cada federação participante recebe inicialmente cerca de 12,5 milhões de dólares apenas pela preparação e participação no torneio. Esse valor serve para cobrir despesas operacionais, logística, hospedagem, estrutura técnica e demais custos relacionados à competição.

Além dessa quantia fixa, a FIFA distribui premiações adicionais conforme o desempenho das seleções. Quanto mais longe uma equipe avança, maior é o valor recebido.

As federações, por sua vez, estabelecem seus próprios critérios de distribuição. Em alguns países, os jogadores recebem bônus específicos por vitória, classificação ou conquista de fases eliminatórias. Em outros, há acordos previamente definidos que determinam a porcentagem da premiação destinada aos atletas.

Isso explica por que jogadores de seleções diferentes podem receber valores bastante distintos mesmo participando da mesma competição.

Inglaterra e Estados Unidos mostram modelos diferentes

Harry Kane - Copa do Mundo 2026
Harry Kane comemora gol contra a Croácia. (Foto: REUTERS/Hannah Mckay)

As seleções da Inglaterra e dos Estados Unidos oferecem dois exemplos interessantes sobre como essas estruturas funcionam.

No caso inglês, os jogadores recebem aproximadamente 2 mil libras por partida quando representam a seleção nacional. Porém, desde 2007, esses valores são integralmente doados para instituições de caridade através da England Football Foundation.

Ou seja, os atletas não ficam com o dinheiro das partidas disputadas.

Os grandes ganhos surgem através dos bônus por desempenho. Segundo informações divulgadas antes da Copa de 2026, cada jogador inglês pode receber até 500 mil libras caso a seleção conquiste o título mundial.

Já os Estados Unidos adotam um sistema diferente. Após um acordo coletivo histórico, a federação norte-americana determinou que as premiações da Copa do Mundo seriam compartilhadas entre as seleções masculina e feminina.

Isso significa que os valores recebidos pela USMNT entram em um fundo comum antes de serem distribuídos.

Mesmo em caso de eliminação ainda na fase de grupos, estima-se que cada jogador norte-americano possa receber cerca de 330 mil dólares. Caso os Estados Unidos avancem até a conquista do título, os ganhos individuais podem se aproximar da marca de 1 milhão de dólares por atleta.

A FIFA aumentou significativamente as premiações

O crescimento financeiro da Copa do Mundo também ajuda a explicar os valores cada vez maiores envolvidos na competição.

Nas últimas décadas, o torneio se transformou em um dos eventos mais lucrativos do esporte mundial. Direitos de transmissão, patrocínios globais, acordos comerciais e receitas provenientes dos estádios geram bilhões de dólares para a FIFA.

Parte desse dinheiro retorna para as seleções através do sistema de premiações.

Atualmente, uma equipe eliminada na fase de grupos já recebe cerca de 9 milhões de dólares em premiação esportiva. Esse valor aumenta progressivamente a cada fase alcançada.

As seleções que chegam às quartas de final, semifinais e final acumulam quantias ainda maiores. No topo da escala está o campeão mundial, que pode receber aproximadamente 50 milhões de dólares.

Quando esses números são divididos entre jogadores, comissão técnica e federações, os bônus individuais tornam-se extremamente atrativos.

O dinheiro é importante, mas não é a principal motivação

Mbappé - França
Créditos da foto: Getty Images.

Apesar dos altos valores envolvidos, muitos atletas afirmam que a motivação financeira ocupa um papel secundário quando o assunto é Copa do Mundo.

A oportunidade de defender o próprio país, disputar um torneio assistido por bilhões de pessoas e lutar pelo troféu mais importante do futebol costuma ser vista como algo incomparável.

Um dos exemplos mais conhecidos aconteceu em 2018. Durante a campanha vitoriosa da França na Rússia, Kylian Mbappé decidiu doar integralmente os valores recebidos pela seleção para instituições de caridade. Na época, cada partida representava aproximadamente 23 mil dólares em pagamentos.

O gesto simbolizou algo que muitos jogadores destacam frequentemente: a Copa do Mundo oferece um prestígio que nenhuma quantia financeira consegue substituir.

Ainda assim, os números mostram que o torneio também se tornou uma oportunidade econômica gigantesca.

Com premiações recordes e distribuições cada vez maiores, a edição de 2026 reforça que o futebol moderno movimenta cifras impressionantes dentro e fora de campo. Para os jogadores, a combinação entre glória esportiva e recompensa financeira transforma a Copa do Mundo em um dos eventos mais desejados do esporte mundial.

(Foto de capa: Rodrigo Oropeza/AFP)

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Kaique