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Copa do Mundo: as maiores surpresas e decepções da fase de grupos

A fase de grupos da Copa do Mundo de 2026 terminou mostrando que nem sempre o favoritismo é suficiente para definir uma campanha. Embora praticamente todas as principais seleções tenham confirmado a liderança de seus grupos, o torneio também apresentou histórias inesperadas. Algumas equipes conseguiram superar qualquer expectativa e chegam fortalecidas ao mata-mata, enquanto outras decepcionaram bastante e deixaram a competição antes do previsto ou complicaram o próprio caminho.

É justamente esse contraste que marca o início da fase eliminatória. Se por um lado times considerados mais fracos aproveitaram muito bem as oportunidades que tiveram, por outro países tradicionais ficaram devendo dentro de campo. Assim, o cenário da Copa muda completamente a partir de agora.

As surpresas positivas da fase de grupos da Copa do Mundo

Entre todas as histórias da primeira fase, poucas chamam tanto a atenção quanto a de Cabo Verde. A seleção entrou na Copa do Mundo sabendo que qualquer ponto conquistado já teria enorme valor, mas conseguiu muito mais do que isso. Sem vencer nenhuma partida, a equipe encontrou uma forma de competir em todos os jogos e somou três empates suficientes para garantir uma classificação histórica.

O empate diante da Espanha acabou simbolizando essa campanha. Pouca gente imaginava que Cabo Verde conseguiria segurar uma das favoritas ao título, mas foi justamente esse resultado que deu confiança para a equipe acreditar que a vaga era possível. Agora, a seleção terá pela frente a Argentina de Lionel Messi, em um confronto extremamente difícil, mas que já representa um momento inesquecível para o futebol do país.

Outra equipe que sai valorizada é a Noruega. Depois de garantir a classificação nas duas primeiras rodadas, o técnico Ståle Solbakken optou por preservar praticamente toda a equipe titular contra a França. A derrota acabou acontecendo, mas a decisão parece fazer sentido olhando para o chaveamento.

Além de chegar mais descansada ao mata-mata, a Noruega evitou assumir riscos desnecessários diante de uma das seleções mais fortes do torneio. Neste cenário,o caminho na Copa do Mundo continua complicado, porém a equipe entra na fase eliminatória com um elenco fisicamente inteiro e acreditando que pode surpreender. Foi uma escolha pragmática, mas que pode render frutos nas próximas partidas.

Quem também vive um momento bastante positivo é o México. Atuando em casa, a seleção aproveitou o ambiente criado pela torcida e fez uma fase de grupos praticamente perfeita. Foram três vitórias em três jogos, confirmando a liderança do grupo e garantindo a vantagem de seguir disputando partidas diante de seu próprio público.

Esse fator pode ter um peso enorme daqui para frente. Jogar no Estádio Azteca, com apoio massivo dos torcedores, transforma qualquer confronto em um desafio ainda maior para os adversários. Sendo assim, o México chega ao mata-mata como uma equipe que merece bastante atenção.

Fechando a lista de boas surpresas aparece a África do Sul. Curiosamente, a campanha começou da pior maneira possível, com derrota para o México e duas expulsões logo na estreia. Em muitos casos, um início como esse costuma acabar com qualquer esperança de classificação. No entanto, a equipe conseguiu reagir. O empate contra a República Tcheca manteve as chances vivas, enquanto a vitória sobre a Coreia do Sul confirmou uma classificação inédita para o mata-mata da Copa do Mundo. 

Decepções da fase de grupos da Copa do Mundo

Se algumas seleções surpreenderam positivamente, outras deixaram a Copa do Mundo cercadas de frustração. Neste cenário, o principal exemplo talvez seja o Uruguai. A expectativa era de que a equipe brigasse diretamente com a Espanha pela liderança do Grupo H ou, no mínimo, confirmasse a segunda colocação com tranquilidade. Porém, a verdade é que nada disso aconteceu.

A seleção uruguaia empatou com Arábia Saudita e Cabo Verde, perdeu para os espanhóis e acabou eliminada ainda na fase de grupos. Além dos resultados ruins, a campanha terminou marcada por um ambiente pesado e sinais claros de nervosismo dentro de campo.

Enquanto isso, a Turquia também aparece entre as grandes decepções. Antes do torneio, muita gente enxergava a equipe como favorita para liderar o Grupo D. Porém, o desempenho ficou muito abaixo do esperado. Mesmo criando muitas oportunidades, a seleção mostrou enorme dificuldade para transformar volume ofensivo em gols. As derrotas para Austrália e Paraguai acabaram custando caro, tornando insuficiente a vitória conquistada apenas na última rodada diante dos Estados Unidos.

Por fim, a Escócia também sai frustrada. O grupo era difícil, mas o novo formato da Copa do Mundo permitia acreditar em uma classificação até mesmo na terceira colocação. Depois da vitória sobre o Haiti, bastava evitar uma derrota pesada contra o Brasil. No entanto, erros defensivos comprometeram completamente o desempenho da equipe. O revés por 3 a 0 piorou o saldo de gols e acabou custando a vaga na fase eliminatória.

O fato é que a fase de grupos mudou bastante o cenário da Copa do Mundo. Algumas seleções chegam ao mata-mata cercadas por confiança e embaladas por campanhas acima das expectativas. Outras, por outro lado, deixam o torneio com a sensação de que poderiam ter feito muito mais.

Créditos da foto de capa: Getty Images Sport.