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Futebol Brasileirão

Corinthians refaz orçamento, estima faturamento de R$ 935 milhões e projeta alta de superávit

A direção do Corinthians revisou o orçamento do clube para a temporada de 2024 e projeta um faturamento de R$ 935 milhões, junto de um superávit estimado em R$ 17,6 milhões. Números maiores que o valor exposto inicialmente, sob a gestão anterior do Timão.

O plano de finanças do Corinthians, elaborado pela administração passada do time do Parque São Jorge, foi alterado em despesas e receitas pela gestão do presidente Augusto Melo, tendo de passar por uma nova aprovação pelos orgãos de controle do clube, que são compostos pelo Conselho Fiscal, Conselho de Orientação e Conselho Deliberativo. Existe a expectativa de que a arrecadação aumente com a injeção de verba dos patrocinadores e vendas de jogadores, além das despesas com outras atividades desenvolvidas pelo alvinegro.

Com relação ao desempenho em campeonatos para 2024, o Corinthians tomou posição a qual é considerada pragmática: oitavas de final na Copa do Brasil e na Sul-Americana, e sétima colocação no Campeonato Brasileiro. A seguir, números estimados pelo clube em verba que entrará, verba que sairá para honrar os compromissos do Timão ao longo deste ano, e divulgados pelo ge.

Orçamento do Corinthians para 2024

Dinheiro que entra para o orçamento:   
A principal fonte de recursos do Timão se mantêm com a venda dos direitos de transmissão das partidas. No orçamento atualizado, o Corinthians contabiliza em 6% a alta de arrecadação, que subiria de R$ 294,6 milhões para R$ 313 milhões.

Está previsto também um aumento de receita com os patrocinadores, que teve uma alta de 51%. O alvinegro anteriormente estimava R$ 173,9 milhões em ganhos. Hoje, projeta-se R$ 263,2 milhões em retorno. Fato o qual se comprova a partir do fechamento de contrato de patrocínio master do Corinthians com a VaideBet, com valores maiores aos que eram pagos pela Hypera Pharma até o ano passado nos mesmos moldes. A casa de apostas prometeu um repasse estimado em R$ 130 milhões para 2024, contra os R$ 22 milhões desembolsados pela Hypera em 2023. A direção aponta um cenário no qual já estão garantidos R$ 89,3 milhões a mais que na gestão passada e mais R$ 59,4 milhões a caminho, mediante negociações em andamento.

Diante desses valores de patrocínio, também se destaca um aumento de receita com a venda de atletas do Timão. O Corinthians prevê uma alta de 21% em seu saldo líquido, que em valores contabilizariam um total de R$ 110 milhões para R$ 133,3 milhões. Dessa quantidade, o clube afirma já ter garantido R$ 85,3 milhões com as vendas de Gabriel Moscardo para o PSG da França e Ivan para o Internacional, e o empréstimo de Roni para o Atlético Goianiense. Restando então, R$ 47,9 milhões para entrar nos cofres alvinegros, um valor equivalente a 9 milhões de euros.

Com todas essas alterações mediante a revisão feita pela atual administração do Corinthians, o clube prevê a possibilidade de atingir R$ 935,4 milhões de faturamento total ao longo de 2024, 15% a mais que os R$ 816,6 milhões projetados de início. Uma projeção semelhante ao resultado obtido em 2023, último ano da gestão Duílio Monteiro Alves, na qual o balanço (ainda não fechado) estima uma receita bruta de R$ 936,7 milhões naquele ano.

A partir das altas com patrocínio e negociação de jogadores, o Corinthians projetou também uma subida em seu superávit financeiro. Anteriormente estimado em R$ 7 milhões, a equipe apresenta um cenário no qual obtenha um resultado financeiro líquido de R$ 17,6 milhões em lucro, um aumento de 151% no fechamento das contas no azul.

Grana que sai do orçamento:
A previsão do superávit corintiano só não é mais alta que a apontada pelo fato dos gastos também aumentarem nesse ano. Os compromissos operacionais do Corinthians tiveram um salto de 14%, e estão totalizados em valores numa alta de R$ 567,3 milhões para R$ 645,9 milhões.

O aumento vultuoso tem ligação com o pagamento das multas de rescisão de contrato com a Pixbet, casa de apostas que patrocinara o Corinthians desde dezembro de 2022 e teve o contrato rompido esse ano (R$ 44,1 milhões), e com as comissões técnicas de Mano Menezes, demitido pelo Timão em fevereiro após uma sequência de resultados negativos, e de António Oliveira (R$ 13,4 milhões para contratá-lo do Cuiabá).

O orçamento revisto projetou que a folha salarial do departamento profissional de futebol está estimado em R$ 23,5 milhões, somados salários, direitos de imagens, luvas e encargos de jogadores e funcionários. Sobre a previsão de início, houve aumento de R$ 100 mil por mês.

Em 2024, o Corinthians espera pagar R$ 97 milhões em despesas financeiras, sendo sua maior parte juros da dívida de quase R$ 1 bilhão que o clube tem, considerando o financiamento da Neo Química Arena, estimado em R$ 686 milhões. Sobre o estádio, o Timão projeta abater R$ 91,1 da dívida com a Caixa Econômica Federal, os juros do financiamento com o banco já somam se em R$ 175,5 milhões para esse ano.

A direção corintiana comemora também um resultado importante na parte operacional do clube, onde são desconsideradas despesas com impostos, taxas, depreciação e amortização. Há uma expectativa de que o Corinthians feche 2024 com R$ 205,8 milhões no azul – um valor projetado inicialmente em R$ 173,4 milhões.

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