Empate de Cruzeiro e Atlético-MG pela Copa do Brasil
Futebol Copa do Brasil

Em segundo tempo divertido, Cruzeiro e Atlético-MG empatam pela ida das quartas da Copa do Brasil

Nesta terça-feira (25), Cruzeiro e Atlético-MG empataram em 1 a 1 pelo primeiro jogo das quartas de final da Copa do Brasil. Diante de 59 mil torcedores presentes no Mineirão, as equipes fizeram um primeiro tempo desinteressante, porém, na etapa final, o jogo ficou movimentado, quando ocorreram os dois golaços do confronto.

O jogo de volta será realizado na próxima terça-feira (01), às 21h, na Arena MRV. Caso a partida continue empatada, o confronto será decidido nos pênaltis. O vencedor no tempo normal classificará para a semifinal da competição.

Faltas e ausência de chances marcaram primeiro tempo

O clássico começou polêmico logo no primeiro minuto. Em uma dividida com Kaio Jorge, o zagueiro Ruan Tressoldi levou a pior e precisou ser retirado do gramado, mas voltou em seguida.

Após este lance, o primeiro tempo ficou marcado pelas faltas, ausência de emoção e poucas oportunidades de ambas as equipes. A primeira chance foi criada pelos mandantes do jogo. Em uma jogada que se originou com um lançamento oriundo do campo defensivo, Wesley dominou, puxou para o meio e arriscou um chute que passou perto do gol de Everson.

O Atlético respondeu no minuto seguinte. Depois de um escanteio cobrado por Bernard, Tomás Cuello apareceu na primeira trave, desviou de cabeça e por pouco não tirou o zero do placar.

No entanto, a escassez de oportunidades fez com que o principal momento da etapa inicial fosse a queda de Ruan, que não conseguiu permanecer em campo e precisou ser acionado o protocolo de concussão. O defensor foi substituído pelo jovem Vitão, que não comprometeu. No segundo tempo, Ruan Tressoldi necessitou ser encaminhado por uma ambulância para um hospital de Belo Horizonte.

Nos minutos seguintes, o jogo seguiu com o ritmo inicial. As poucas chances criadas não trouxeram perigo para os goleiros, que praticamente não trabalharam no primeiro tempo. A ausência de criatividade ofensiva do Cruzeiro e do Atlético não aconteceria na etapa final, em que deu uma nova cara para o clássico.

Segundo tempo aberto e movimentado 

Fred do Atlético-MG conduzindo a bola
Foto: Pedro Souza/Atlético-MG

Ao contrário da primeira etapa, o segundo tempo ficou aberto e foi quando teve as principais oportunidades. Logo aos cinco minutos, Gérson recebeu um passe de Matheus Pereira e mandou de primeira para cima da goleira. A partir deste lance, o Cruzeiro teve um domínio ofensivo durante uma parte do clássico.

A pressão do Cruzeiro trouxe resultado aos 14 minutos. Matheus Pereira mostrou o faro de garçom e encontrou Arroyo no meio. O jogador equatoriano dominou e arriscou um forte chute para marcar o primeiro gol do duelo. Everson chegou a encostar na bola, mas não conseguiu evitar.

O Cruzeiro persistiu com o jogo ofensivo, avançando as linhas. Contudo, em um descuido dos defensores, Cuello chegou a empatar o jogo, mas foi marcado impedimento.

O lance motivou o Galo, que passou a tocar a bola com frequência no campo cruzeirense. O crescente volume de jogo do alvinegro mineiro trouxe resultado aos 24 minutos. Bernard conduziu a bola da direita para o meio e achou Cuello na esquerda. O argentino encontrou Renan Lodi e mandou um lindo passe para o lateral, que, mesmo sem ter tanto ângulo, finalizou forte e empatou o clássico.

Após o gol, a partida perdeu a intensidade, especialmente pelo cansaço nítido dos atletas e pelas atuações abaixo do esperado dos jogadores que entraram. O Atlético voltou a jogar da mesma maneira do primeiro tempo, mantendo a cautela e priorizando a retranca, porque sabia que o Cruzeiro tentaria desempatar o clássico.

O lance final foi semelhante ao primeiro momento do confronto. Em uma jogada aérea, Everson e Bruno Rodrigues se chocaram, mas o jogador do Cruzeiro levou a pior, precisando ser atendido fora do gramado.

Créditos da foto da capa: Gustavo Martins/Cruzeiro