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Empresário de Cristiano Ronaldo causa “guerra civil” com alvo do Manchester United

A joia portuguesa no radar saudita

O Al-Ittihad vive dias de tensão e incerteza devido à tentativa de contratar o jovem meia português Rodrigo Mora, joia do Porto, em uma negociação que colocou o empresário Jorge Mendes no centro de uma verdadeira guerra interna dentro do clube. Aos 18 anos, Mora tem sido apontado como uma das maiores promessas do futebol europeu e estava sendo observado por gigantes como Manchester United e PSG, mas a surpreendente ofensiva do futebol saudita parece ter mudado o rumo da sua carreira — ao menos por enquanto.

O jogador já teria dado sinal verde para deixar o Porto rumo a Jeddah, porém as conversas entre os clubes estão travadas. O Porto exige os 70 milhões de euros referentes à cláusula de rescisão, valor que, curiosamente, havia sido reduzido recentemente em sua renovação contratual, já que antes estava fixada em 100 milhões. O Al-Ittihad tentou convencer os portugueses oferecendo 63 milhões e um percentual de 10% em futura revenda, mas a proposta foi prontamente recusada.

O entrave financeiro, no entanto, não é o único problema. A possível chegada de Mora abriu uma divisão no próprio Al-Ittihad. Como o elenco já ocupa todas as vagas destinadas a estrangeiros, a diretoria teria de liberar um jogador para viabilizar a transferência. O nome mais cotado para sair é o do brasileiro Fabinho, ex-Liverpool, que estaria na mira do Al-Shabab. A ideia seria um empréstimo, mas, ainda assim, o Al-Ittihad teria de arcar com boa parte dos salários do volante, algo que não agrada a todos dentro do clube.

Divisão interna e pressão no vestiário

Segundo informações, a resistência não parte apenas da cúpula diretiva. Jogadores do elenco também se mostraram contrários à contratação do português, temendo mudanças forçadas e um desequilíbrio no vestiário. Há, portanto, uma clara divisão entre quem defende o investimento pesado em uma promessa do futebol europeu e quem considera o movimento arriscado.

No meio dessa disputa aparece Jorge Mendes, empresário de Rodrigo Mora e também de Fabinho. O empresário tem sido um dos principais articuladores do negócio, pressionando para que a transferência se concretize. Além de garantir um percentual milionário de comissão, o empresário Jorge Mendes vê na mudança de Mora para a Arábia Saudita a chance de abrir portas para mais jovens talentos europeus no mercado saudita. A questão é que seu envolvimento acabou acentuando ainda mais a sensação de que interesses externos estão interferindo na política esportiva do clube.

Enquanto isso, Rodrigo Mora segue no centro de um impasse que pode definir não apenas seu futuro imediato, mas também o ritmo de sua evolução como jogador. Deixar o Porto, onde teria espaço gradual e competitivo, para se transferir ao futebol saudita tão cedo, pode representar um risco para sua trajetória — algo que não passa despercebido por quem acompanha o futebol europeu.

O empresário e a disputa pelo poder

O cenário atual no Al-Ittihad é de verdadeira guerra civil esportiva: de um lado, a pressão do empresário Jorge Mendes e o apoio de executivos como Domingos Soares de Oliveira e o fundo de investimento saudita; do outro, a diretoria mais conservadora e parte do elenco, que não querem abrir mão de jogadores já consolidados para apostar em um talento ainda em fase de maturação.

Enquanto o desfecho não é definido, o Manchester United e outros clubes que já haviam monitorado o meia observam à distância, atentos a uma negociação que pode se transformar em um exemplo claro de como a influência de empresários e a disputa por jovens talentos estão remodelando os bastidores do futebol mundial.