Kimi Antonelli não terminou o dia do jeito que esperava após a classificação. O piloto italiano havia terminado inicialmente na quarta posição, mas acabou sendo penalizado por um incidente ocorrido nos minutos finais da disputa pela pole position e caiu para o sétimo lugar no grid.
A investigação foi aberta depois que Antonelli foi observado sem reduzir significativamente a velocidade sob bandeiras amarelas na Curva 14. A situação aconteceu após Max Verstappen rodar durante o Q3, provocando a apresentação da sinalização de perigo no trecho. Dessa forma, os comissários analisaram se o piloto da Mercedes havia violado o Artigo 2.5.5.
Embora a punição tenha alterado de maneira importante sua posição de largada, Antonelli acabou escapando de uma penalidade ainda mais severa. Os comissários reconheceram que o italiano chegou a tirar o pé do acelerador, algo confirmado pelos dados de telemetria. No entanto, a redução de velocidade foi considerada momentânea e insuficiente diante das circunstâncias analisadas.
Entenda por que Antonelli foi investigado após a classificação
O incidente aconteceu quando Verstappen rodou durante a fase final da classificação. Com o carro da Red Bull parado ou em uma situação de perigo na pista, as bandeiras amarelas foram acionadas para alertar os pilotos que se aproximavam da área.
Antonelli, que estava em uma volta rápida, foi analisado por não ter reduzido sua velocidade de forma considerada suficientemente significativa ao passar pelo setor afetado. A regra estabelece que os pilotos devem reagir adequadamente quando uma bandeira amarela é apresentada, garantindo que possam lidar com um eventual perigo na pista.
Durante a análise, os comissários confirmaram que Antonelli realmente levantou o pé do acelerador. A telemetria mostrou que houve uma reação do piloto. No entanto, os dados também indicaram que essa redução foi muito breve e que a velocidade do italiano ao passar pelo carro de Verstappen era superior à registrada na volta anterior.
Esse aspecto foi fundamental para a decisão dos comissários, que precisaram avaliar não apenas se Antonelli havia reagido à bandeira amarela, mas também o quanto sua velocidade havia sido efetivamente reduzida ao passar pelo local do incidente.
Veja o que os dados de telemetria revelaram sobre a velocidade
A análise dos dados mostrou que o tempo de Antonelli no mini setor foi apenas 0,03 segundo mais lento do que sua melhor marca naquele trecho. Embora ele tenha levantado o pé do acelerador 16 metros antes, a maneira como abordou a curva acabou influenciando o resultado final da redução de velocidade.
Segundo os comissários, Antonelli estava 14 km/h mais lento ao entrar no setor de bandeira amarela. No entanto, ao passar pelo local do incidente, ele estava 3 km/h mais rápido do que na volta anterior, em razão de ter utilizado menos os freios na entrada da curva.
Os representantes da FIA também observaram que a redução de velocidade no mini setor foi inferior a 1%. Esse dado teve peso importante na avaliação do caso, pois indicava que, apesar da breve reação ao levantar o pé do acelerador, a perda de velocidade total foi muito pequena.
Os comissários consideraram que a situação era diferente de outros incidentes que haviam terminado sem uma ação adicional. Segundo a análise, nesses casos anteriores, havia uma diferença de velocidade mais significativa ao longo do mini setor quando comparada com a volta mais rápida anterior do piloto em circunstâncias semelhantes.
Por que Antonelli não recebeu uma punição ainda mais pesada?
A penalidade inicialmente poderia ter sido muito mais prejudicial para Antonelli. Os comissários explicaram que a punição normalmente aplicada para um incidente desse tipo seria uma perda de cinco posições no grid.
No entanto, a situação específica do italiano foi considerada ao determinar a sanção final. Antonelli teve apenas um curto espaço de tempo para reagir depois que a bandeira amarela foi apresentada, algo que os comissários levaram em consideração ao definir a punição. Por esse motivo, a penalidade foi reduzida de cinco para três posições. Assim, o piloto caiu da quarta posição originalmente conquistada para o sétimo lugar no grid de largada.
A decisão representou um alívio relativo para Antonelli, que conseguiu limitar os danos provocados pela investigação. Embora tenha perdido posições importantes em uma classificação na qual havia demonstrado ritmo competitivo, a punição final foi menor do que a sanção padrão prevista para esse tipo de situação.
Confira como a investigação mudou o grid do GP da Hungria
A queda para o sétimo lugar altera significativamente a posição de Antonelli para a corrida. O italiano havia conseguido garantir uma posição entre os quatro primeiros, mas agora terá de largar mais atrás depois da decisão dos comissários.
O caso também reforça a importância das bandeiras amarelas durante uma sessão de classificação. Mesmo quando um piloto está em uma volta rápida e disputa posições importantes, a reação ao sinal de perigo precisa ser considerada adequada tanto em termos de aceleração quanto de velocidade ao passar pelo local do incidente.
No caso de Antonelli, os comissários reconheceram que houve uma reação ao levantar o pé do acelerador, mas entenderam que a redução de velocidade foi insuficiente diante dos dados analisados. Ao mesmo tempo, o curto tempo disponível para reagir fez com que a penalidade fosse reduzida.
Dessa forma, Antonelli perdeu três posições, mas evitou a punição de cinco lugares que normalmente seria aplicada. O italiano agora terá de iniciar o Grande Prêmio da Hungria em sétimo, após uma classificação que inicialmente havia colocado seu carro na quarta posição.
Foto: (Fórmula 1)



