Liam Lawson deixou a classificação para o Grande Prêmio da Hungria com a sensação de que uma oportunidade importante foi desperdiçada. O piloto da Racing Bulls terminou em 11º lugar, ficando a apenas 0,126 segundo da classificação para o Q3, e agora acredita que terá pela frente um dos desafios mais difíceis da temporada: tentar ganhar posições em uma pista onde as ultrapassagens são extremamente complicadas.
O resultado foi ainda mais frustrante porque Lawson sentia que seu carro tinha desempenho suficiente para avançar à fase final da classificação. A Racing Bulls vinha apresentando um ritmo competitivo ao longo do fim de semana, mas um erro durante o Q2 acabou comprometendo a tentativa do neozelandês de buscar uma posição melhor no grid.
Enquanto Lawson ficou fora do Q3, seu companheiro de equipe, Arvid Lindblad, conseguiu avançar e terminou a classificação na nona posição. O jovem piloto já vinha levando vantagem sobre Lawson durante boa parte do fim de semana, aumentando a frustração do neozelandês com o resultado final.
Como um erro no Q2 custou a Lawson uma vaga no Q3
Lawson foi direto ao analisar sua própria atuação na classificação. Para o piloto, o principal problema não esteve necessariamente na falta de desempenho do carro, mas na execução de sua volta rápida. “Eu simplesmente pilotei muito mal no Q2. É uma pena, porque o carro tem sido muito, muito bom neste fim de semana”, afirmou Lawson à imprensa.
O piloto explicou que cometeu um erro na primeira metade do Q2, quando travou uma roda. A consequência foi a perda de uma referência importante para a tentativa seguinte, algo que dificultou ainda mais a preparação para a volta decisiva. “Eu tive um travamento na primeira metade do Q2 e perdi a referência para a última volta, o que não ajuda, mas, no geral, foi simplesmente uma volta muito ruim”, reconheceu.
Lawson admitiu que o resultado não foi surpreendente diante do desempenho apresentado na pista. Ao mesmo tempo, ele lamentou especialmente a oportunidade perdida porque considerava que a Racing Bulls tinha um carro capaz de lutar por uma posição melhor.
A diferença de apenas 0,126 segundo para o avanço ao Q3 reforça a dimensão da oportunidade perdida. Em uma sessão tão equilibrada, uma volta mais limpa poderia ter sido suficiente para colocar Lawson entre os dez primeiros.
Lawson acredita que ultrapassar será “basicamente impossível”
Apesar de acreditar que o carro tem ritmo para ser competitivo em uma distância de corrida, Lawson não está otimista quanto à possibilidade de recuperar posições durante o Grande Prêmio. “Temos um bom ritmo de corrida, então espero que tenhamos um carro rápido na corrida, mas é basicamente impossível ultrapassar, então será difícil”, afirmou.
A característica do circuito húngaro torna a posição de largada especialmente importante. Como as oportunidades de ultrapassagem são limitadas, uma posição conquistada na classificação pode ter um peso enorme no resultado final.
Por isso, começar em 11º lugar representa uma dificuldade adicional para Lawson. Mesmo que o carro tenha ritmo suficiente para acompanhar pilotos à frente, transformar essa vantagem em posições concretas pode ser complicado.
O piloto agora terá de tentar aproveitar qualquer oportunidade estratégica ou erro dos adversários, mas sua própria avaliação deixa claro que a tarefa será muito difícil. A Racing Bulls terá um carro que, em sua visão, pode ser rápido em ritmo de corrida, mas Lawson não espera que isso automaticamente se transforme em ultrapassagens.
Como as condições da pista também complicaram a volta de Lawson
Além do erro cometido durante sua tentativa, Lawson também levantou a possibilidade de que as condições da pista tenham mudado ao longo do fim de semana. O piloto destacou que a Racing Bulls havia apresentado um desempenho sólido no terceiro treino livre, mas observou que talvez as temperaturas da pista tenham diminuído um pouco posteriormente. “Estávamos muito sólidos no TL3, e não tenho certeza, mas talvez as temperaturas da pista tenham caído um pouco”, explicou.
Lawson também considerou que a equipe pode ter adotado uma estratégia de saída dos boxes que não ajudou a preparar os pneus dianteiros da maneira ideal. “Talvez tenhamos sido um pouco lentos demais nas nossas voltas de saída, mas os pneus dianteiros estavam terríveis no início da volta”, afirmou.
A combinação entre a preparação dos pneus, as condições da pista e a própria execução da volta acabou contribuindo para o resultado abaixo do esperado. Lawson, porém, deixou claro que a maior responsabilidade foi sua. “Foi uma volta muito mal conduzida no restante também, então é algo que precisamos analisar”, concluiu.
Como a Racing Bulls evoluiu e chegou forte à disputa do pelotão intermediário
Apesar da frustração de Lawson, o desempenho da Racing Bulls na Hungria se encaixa em uma temporada de evolução para a equipe. Os resultados oficiais da Fórmula 1 mostram que a escuderia ocupa atualmente a sexta posição no Campeonato de Construtores, com 61 pontos. Lawson também aparece em décimo no Mundial de Pilotos, com 39 pontos, enquanto Lindblad soma 22.
A equipe teve momentos importantes ao longo da temporada. No Grande Prêmio de Mônaco, Lawson e Lindblad conquistaram um resultado duplo nos pontos, terminando em quinto e sexto lugares, respectivamente. O resultado foi descrito pela própria Fórmula 1 como uma grande virada de desempenho para a Racing Bulls.
Lawson também vem acumulando resultados competitivos. Antes do fim de semana húngaro, o piloto havia marcado pontos em várias etapas importantes da temporada, incluindo um sexto lugar na Grã-Bretanha, um resultado que demonstrou a capacidade da equipe de competir na parte mais forte do pelotão intermediário.
Na Hungria, a velocidade da equipe voltou a aparecer. Lindblad avançou ao Q3 e garantiu a nona posição, enquanto Lawson ficou a uma margem mínima de também disputar a fase final. Isso sugere que o carro tinha potencial para entregar um resultado ainda mais forte, mas a execução da volta acabou sendo decisiva.
Agora, Lawson terá de transformar esse ritmo em uma corrida eficiente. O piloto acredita que a Racing Bulls possui um carro rápido o bastante para apresentar bom desempenho em uma distância longa, mas também sabe que a dificuldade de ultrapassar pode impedir uma recuperação significativa.
A largada em 11º lugar, portanto, coloca Lawson diante de um desafio duplo: primeiro, tentar sobreviver ao tráfego de um circuito difícil de ultrapassar; depois, encontrar uma maneira de aproveitar o ritmo que ele próprio acredita que o carro possui. O desempenho da Racing Bulls ao longo da temporada mostra que a equipe tem capacidade de disputar pontos, mas, para Lawson, a classificação na Hungria tornou a missão muito mais complicada do que precisava ser.
Foto: (Racing News 365)



