Cássio, Cruzeiro
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Erros de Cássio não param no Cruzeiro! Chegou a hora de mudar?

A fase de Cássio com a camisa do Cruzeiro definitivamente não é das melhores. O goleiro, que chegou com moral e carregando um currículo invejável por tudo que fez no Corinthians, ainda não conseguiu mostrar em campo aquilo que muitos torcedores esperavam dele. E o problema é que os erros vêm se acumulando, gerando questionamentos cada vez mais fortes sobre a real condição de Cássio ser o dono absoluto da meta celeste.

Na noite de ontem, contra o Palestino, pela Copa Sul-Americana, mais uma falha escancarou a má fase do experiente goleiro. Em um jogo decisivo, onde o Cruzeiro precisava mostrar força, principalmente atuando fora de casa, a equipe não conseguiu responder, e Cássio, infelizmente, teve sua parcela de culpa. O gol sofrido expôs, mais uma vez, a insegurança que ele vem demonstrando desde que chegou ao clube.

Alta expectativa

A expectativa em cima do goleiro era enorme. Afinal, estamos falando de um dos maiores ídolos da história do Corinthians, campeão da Libertadores, Mundial, Brasileiro, e tantas outras taças. Mas, desde sua chegada à Toca da Raposa, o que se viu foi um atleta ainda longe do seu auge físico e técnico. É verdade que a idade pesa, Cássio tem 36 anos,  mas o que mais preocupa é que o rendimento não melhora com o tempo. Pelo contrário: os erros estão ficando mais frequentes, e a confiança que deveria ser transmitida ao sistema defensivo parece ter desaparecido.

Culpa somente do Cássio?

Só que também é importante olhar para o contexto. A fase do Cruzeiro como um todo não é boa. O time, mesmo com os investimentos do Pedrinho BH, dono da SAF, ainda não se encontrou em 2025. Vários reforços chegaram, houve mudança de comando técnico, e o entrosamento simplesmente não veio. A defesa, por exemplo, tem sido um dos pontos mais frágeis do time. Falhas de posicionamento, marcação frouxa e uma linha de zaga que sofre constantemente em bolas aéreas e jogadas de velocidade. Tudo isso acaba estourando no goleiro, que por mais experiente que seja, não consegue segurar a barra sozinho.

Ou seja, é injusto colocar toda a culpa nas costas do Cássio. O problema vai muito além do goleiro. Existe uma bagunça defensiva que vem desde a temporada passada e ainda não foi corrigida. E, quando o sistema não funciona, o goleiro fica mais exposto. O torcedor cruzeirense, claro, esperava mais, mas talvez também tenha depositado uma expectativa exagerada em cima de um jogador que já vinha em queda de rendimento nos últimos anos. Cássio não é mais o mesmo que brilhou em 2012, 2015 ou 2017, e isso precisa ser reconhecido.

Cruzeiro precisa de outro goleiro?

Mas mesmo entendendo o contexto, a pergunta que começa a rondar os bastidores da Toca é inevitável: já passou da hora de buscar uma alternativa para o gol? E a resposta pode começar a ser construída na próxima janela de transferências, no meio do ano. Internamente, já há quem defenda a ideia de que o Cruzeiro vá ao mercado atrás de um goleiro que chegue para assumir a titularidade imediatamente. Não seria apenas para disputar posição ou compor elenco — seria alguém com nível para resolver de imediato.

A busca por um novo nome pode ser estratégica e necessária. O Campeonato Brasileiro é longo, desgastante, e o Cruzeiro ainda sonha em ir longe na Sul-Americana, apesar da situação delicada no grupo. Um goleiro confiável, com bons reflexos e regularidade, pode ser a chave para o time ganhar mais segurança lá atrás e, quem sabe, deslanchar no segundo semestre. Além disso, a pressão da torcida já começa a aumentar, e isso pode influenciar diretamente nas decisões da diretoria.

Claro, ninguém está aqui pra apagar tudo o que o Cássio fez no futebol. Ele é um dos grandes goleiros da história recente do país. Mas a idolatria construída em outro clube não garante vaga eterna como titular em outro. O futebol é momento, e o momento dele, no Cruzeiro, é ruim. Caso o clube opte por manter Cássio como titular absoluto até o fim da temporada, corre o risco de perder ainda mais pontos importantes por falhas individuais que poderiam ser evitadas.

(Foto: Gilson Lobo/AGIF)