O Everton está muito perto de fechar uma das maiores contratações de sua história. O clube inglês chegou a um acordo com o Monaco pela transferência de Folarin Balogun, atacante da seleção dos Estados Unidos, em uma negociação avaliada em € 46,7 milhões (£ 40 milhões).
Caso o negócio seja concluído, Balogun será a segunda contratação mais cara da história do Everton, ficando atrás apenas de Gylfi Sigurdsson, que custou € 49,4 milhões (£ 42,3 milhões). Aos 25 anos, o norte-americano chega para reforçar um setor que precisava de mais poder de fogo, mas sua contratação também levanta uma dúvida importante: o que acontecerá com Thierno Barry?
O atacante francês foi uma das opções utilizadas pelo Everton na última temporada e começou muito bem a atual campanha. Por isso, apesar de Balogun representar um investimento considerável e aparentemente oferecer boa relação entre idade, qualidade e preço, sua chegada também pode mudar completamente a disputa por espaço no ataque.
Balogun chega com números superiores aos concorrentes
Antes do início da temporada, a maioria dos torcedores do Everton provavelmente concordaria que o elenco precisava de um novo centroavante. Barry e Beto marcaram oito e dez gols, respectivamente, na última temporada, números que não parecem suficientes para colocar a equipe na briga pelas primeiras posições da Premier League.
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A chegada de Balogun, portanto, faz sentido dentro da necessidade de aumentar a produção ofensiva. O atacante marcou 13 gols na Ligue 1 e 19 em todas as competições pelo Monaco na temporada passada, incluindo cinco na Champions League.
Além disso, Balogun também teve participação de destaque pela seleção dos Estados Unidos na Copa do Mundo de 2026. O atacante marcou três gols em quatro partidas pelos coanfitriões do torneio, aumentando ainda mais sua valorização no mercado.
Aos 25 anos, Balogun também está entrando no auge de sua carreira. Ele é três anos mais jovem que Beto, que tem 28 e completará 29 anos em outubro. Considerando o mercado atual, desembolsar € 46,7 milhões por um atacante nessa faixa etária e com esses números pode ser considerado um investimento interessante.
O estilo de Balogun pode gerar dúvidas no Everton
Apesar dos números positivos, existem algumas questões que precisam ser observadas. Balogun é mais habilidoso com os dois pés do que Barry e Beto, mas possui uma característica parecida com a dos dois: gosta de atacar o espaço e receber bolas em profundidade.
Esse detalhe pode ser importante para o Everton. Com 1,78 metro, Balogun é consideravelmente mais baixo que Barry, que mede 1,96 metro, e Beto, com 1,93 metro. Por isso, o norte-americano não é exatamente um centroavante de referência capaz de funcionar como um típico homem-alvo.
O problema é que o Everton frequentemente recorre às bolas longas para escapar da pressão adversária. Nesse tipo de situação, ter um atacante fisicamente dominante pode ser uma vantagem. A chegada de Balogun, portanto, não representa apenas uma mudança de nomes, mas também pode exigir algumas adaptações na maneira como o time encontra seu centroavante.
E o que acontece com Thierno Barry?
É justamente nesse ponto que a contratação fica mais interessante. Barry teve um início de temporada muito positivo e marcou quatro gols nos três primeiros jogos, mesmo sem receber sempre o tipo de assistência que mais favorece suas características.
Por isso, a chegada de Balogun pode acabar sendo um estímulo para o francês. Em vez de simplesmente perder espaço, Barry terá de responder dentro de campo e mostrar que também merece ser uma das principais opções de David Moyes.
Ao mesmo tempo, há quem defenda que o Everton poderia ter utilizado o dinheiro de outra maneira. O clube recebeu uma quantia significativa pela venda de Iliman Ndiaye ao Manchester City e parte desse valor será direcionada para Balogun.
A dúvida é se a prioridade deveria realmente ser outro atacante. Uma das posições que mais preocupa é a lateral direita, setor que, segundo a análise apresentada, foi negligenciado pelo clube durante anos.

Everton ainda possui problemas em outras posições
O Everton já foi associado a nomes como Kenny Tete, do Fulham, e Ainsley Maitland-,Niles do Lyon, para a lateral direita. A possível contratação de um desses jogadores, porém, também levanta questionamentos, considerando o histórico recente do clube no mercado.
O problema não termina aí. O Everton também precisava de um lateral-esquerdo mais completo para substituir Vitalii Mykolenko, considerado confiável, mas limitado em alguns aspectos.
Em vez de reforçar a posição, o clube emprestou Adam Aznou ao Málaga, mesmo sem ter contratado um substituto. O jogador não parece estar nos planos do técnico David Moyes, mas a decisão deixa o elenco ainda mais vulnerável em um setor que já precisava de atenção.
Por isso, a contratação de Balogun pode ser vista de duas maneiras. Para quem acredita que o Everton precisava urgentemente de mais gols, o atacante chega como uma excelente solução. Para quem enxerga problemas mais graves em outras áreas do elenco, gastar € 46,7 milhões em outro centroavante pode não ser a melhor utilização dos recursos.
Monaco perde Balogun, mas tem opções no ataque
Para o Monaco, a possível saída de Balogun representa mais uma mudança importante em um verão movimentado. O clube terminou a última temporada apenas na sétima posição da Ligue 1 e já perdeu outros jogadores relevantes.
Maghnes Akliouche foi vendido ao Paris Saint-Germain, enquanto Aladji Bamba seguiu para o Newcastle United. Além disso, existe incerteza sobre o futuro de Lamine Camara, que é alvo do Chelsea para substituir Enzo Fernández.
Apesar das perdas, o Monaco acredita ter peças suficientes para compensar a saída de Balogun. A equipe começou a nova temporada utilizando apenas um atacante, e Paris Brunner aproveitou a oportunidade para começar em grande estilo.
O jovem marcou quatro gols nas quatro primeiras partidas da temporada, enquanto Mika Biereth, de 23 anos, também contribuiu com dois gols em três aparições.
Assim, enquanto o Monaco parece preparado para seguir sem Balogun, o Everton terá uma decisão importante pela frente. A contratação pode elevar o nível do ataque, mas também coloca pressão sobre Barry e aumenta a necessidade de justificar um investimento tão alto.
No fim das contas, a chegada do norte-americano pode ser uma boa oportunidade para o Everton — desde que o clube consiga resolver também as outras carências do elenco. E, principalmente, será interessante observar como Thierno Barry reagirá quando a concorrência por uma vaga no ataque ficar ainda maior.
Créditos da foto: Getty Images.
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