A Cadillac promete ser a grande novidade na próxima temporada da F1, com as expectativas em torno da estreia dos norte-americanos ter crescido após a confirmação de Valtteri Bottas e Sergio Pérez como dupla que marcará a estreia da equipe no grid a partir de 2026. No entanto, mesmo que a estreia ocorra somente nos próximos meses, o retorno das férias para todas as demais equipes durante a reta final do atual campeonato está se transformando na ampliação de um laboratório de testes para a Cadillac, que esteve virtualmente presente no GP da Itália graças à uma metodologia inovadora de simulação.
Em um espaço muito isolado no paddock de Monza separado de todas as demais equipes da F1, os norte-americanos utilizaram a corrida para fazer uma simulação em tempo real durante todo o fim de semana buscando preparar todos seus funcionários para o intenso ritmo que a categoria irá exigir de todos. Através de um grupo de engenheiros veteranos e jovens recém-formados, a Cadillac tenta construir uma união de entendimento dentre todos os seus funcionários através do aprimoramento de comunicação interna e principalmente sincronia entre as tomadas de decisões.
Entenda em detalhes como a Cadillac se faz “presente” na F1 em 2025
Buscando implementar essa metodologia inovadora para chegar forte na F1, a Cadillac tomou a decisão de iniciar um programa paralelo envolvendo as pessoas responsáveis pela organização e gerenciamento de carros e atividades dentro das pistas e nos escritórios nos Estados Unidos para enfrentar os desafios que serão impostos. O GP da Espanha já havia passado por um processo semelhante de treinamento com a simulação ocorrida nas instalações da equipe em Charlotte, mas o GP da Itália consistiu na presença da primeira equipe in loco da montadora em uma corrida na atual temporada.
Buscando simular uma garagem remota onde engenheiros desenvolvem o chassi em Silverstone, a Cadillac trabalhou no simulador durante toda a semana para buscar ajustes de seu carro virtual após cada sessão do GP da Itália, optando também por simular a análise dos dados coletados. Após cada teste virtual realizado, reuniões ocorreram para discutir o impacto de cada tomada de decisão feita nos carros para calibrar tempos pensando no restante do fim de semana, com as reuniões de confiabilidade sendo o marco inicial de tudo, seguidas por encontros estratégicos para definir como reagir aos diferentes cenários que uma corrida de F1 pode oferecer aos pilotos, simulando principalmente entradas de Safety Car.
A Cadillac também fez testes no desenvolvimento interno de software para gear dados e arquivar os mesmos para futuros treinos de algoritmos com o objetivo de ter previsões cada vez maiores e assertivas sobre os diferentes cenários. Por fim, a simulação envolveu inclusive o media training de seus dois pilotos, com Sergio Pérez estando na fábrica da Cadillac em Silverstone e Bottas presencialmente em Monza (devido seu emprego atual como piloto reserva da Mercedes), para entender como seus pilotos estarão liderando com briefings técnicos em relação ao futuro carro na F1, além de compromissos comerciais.
O que a Cadillac deseja com todos estes testes?
Em resumo, o que a Cadillac buscou com esta simulação inovadora e ainda estará buscando nas etapas restantes da temporada atual é a construção de um campeonato paralelo para entender o funcionamento da F1 como um todo, demonstrando maturidade e forte preparo quando chegar o momento do “valendo” em Melbourne na temporada 2026.
Imagem: Divulgação