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F1: FIA erra em não mudar recomendações para comissários nos incidentes

A F1 está envolvida em um momento de forte divisão em relação aos fãs mais novos e antigos em termos de desenvolvimento de corrida, com muitos pilotos e espectadores de longa data muito incomodados com o excesso de zelo que está sendo observado durante as corridas, com os comissários de prova optando por punir pilotos um pouco mais arrojados nas tentativas de ultrapassagem mais agressivas. Apesar disso, a reunião realizada pela FIA no Catar acabou em “pizza”, pois todas as fontes jornalísticas que estiveram presentes apontam que não haverá nenhuma mudança sendo aplicada pela FIA por enquanto.

Essa reunião ocorreu durante a última noite de quinta-feira e focou principalmente nas discussões sobre as diretrizes de padrões de pilotagem, que geraram muitos debates nesta temporada após as punições vistas muitas vezes como excessivas. As diretrizes de padrões de pilotagem da F1 foram introduzidas em 2022 com o objetivo de alcançar maior consistência na atuação dos comissários, mas apenas neste ano que o documento se tornou público com o objetivo de esclarecer alguns pontos mais específicos para os espectadores, mas isso não ajudou na diminuição das polêmicas.

É importante ressaltar que até mesmo os pilotos criticaram o documento quando o mesmo foi revelado ao público, afirmando que muitas decisões são tomadas levando as regras ao “pé da letra”, sem analisar o contexto envolvido durante as corridas da F1, tornando muitos incidentes alvos de punições desnecessárias, e por isso mesmo mudanças seriam bem-vindas.

O que exatamente a FIA debateu com os pilotos da F1?

Cinco incidentes desta temporada foram abordados segundo a FIA, sendo o mais recente o incidentes em Interlagos entre Andrea Kimi Antonelli, Oscar Piastri e Leclerc, pois a penalidade de 10 segundos imposta a Piastri durante a corrida foi amplamente considerada injustificada pelos pilotos. Outros dois incidentes da F1 que resultaram em acidentes também foram discutidos; o choque entre Carlos Sainz e Liam Lawson em Zandvoort e a colisão em Monza envolvendo Oliver Bearman e Sainz, pela qual Bearman foi penalizado.

Por fim, outros dois casos estavam relacionados aos limites da pista. O grupo analisou o incidente entre Leclerc e Max Verstappen no México, referente a “sair da pista e obter vantagem permanente”, e o incidente em Austin entre Lando Norris e Leclerc, discutindo se sair da pista durante uma tentativa de ultrapassagem deveria ser considerado uma infração.

FIA resolve ignorar apelos dos pilotos da F1

Como podemos observar, são diversas as questões polêmicas que ocorreram em momentos diferentes da atual temporada da F1, sendo a mais incômoda delas em relação aos limites de pista, pois muitos são os pilotos que entendem que essas diretrizes incentivam os pilotos a “correr para o ápice da curva” apenas para estarem dentro dos limites estabelecidos. Mesmo assim, a FIA resolveu não tomar nenhuma decisão imediata/urgente.

A FIA disse apenas soltou um comunicado defendendo-se afirmando que as diretrizes nas últimas três temporadas “contribuíram para uma maior consistência” na atuação dos comissários, com base em análises detalhadas das equipes, além de citar que o documento foi revisado e aprovado pela Comissão de Pilotos, jogando a responsabilidade em cima dos “artistas” do espetáculo numa espécie de: “vocês não podem criticar porque aprovaram.” E assim, a F1 seguirá jogando contra o próprio esporte em 2026, numa temporada tão esperada pelo início do novo regulamento técnico.

Imagem: Divulgação