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Automobilismo Fórmula 1

F1: McLaren aposta nos pneus para se impor no GP de Las Vegas

O GP de Las Vegas está sendo condicionado por condições inéditas neste fim de semana desde que houve a entrada da corrida de rua no calendário da F1. Por estar em uma região desértica durante o mês de outono, normalmente temos uma corrida em condições de altas temperaturas durante o dia e um clima muito ameno/agradável durante a noite, quando normalmente temos as atividades de pista e isso permite maior estabilidade. No entanto, o que ocorreu em 2024 já deixou uma prévia para a corrida deste ano, quando a temperatura da pista ficou abaixo dos 20°C e isso acabou tornando o gerenciamento dos pneus mais cuidadoso, sendo essa uma situação que será ampliada em 2025.

Considerando que os pneus macios oferecem maior resistência ao chamado estresse térmico e que teremos uma pista ainda com bastante umidade devido às tempestades dos últimos dias, gerenciar os pneus se torna ainda mais decisivo na F1 por grandes chances de termos granulação. Ou seja, diminuindo a aderência dos pneus com a deterioração da superfície dos pneus, reduzindo muito a capacidade da carcaça do pneu de gerar calor. Em uma corrida com poucas curvas de alta velocidade, torna ainda mais decisivo fazer o equilíbrio certo ao longo da corrida.

A Pirelli mais uma vez não deixará os compostos mais macios disponíveis com C3/C4/C5 apenas sendo os compostos liberados para o GP de Las Vegas, deixando de fora o C6, pneu muito mais adequado para uma corrida com baixas temperaturas e asfalto com camada de borracha fina. Mesmo assim, a fornecedora de pneus se defendeu de críticas ao revisar seus compostos macios, sem ter encontrado nenhum problema considerável.

Entenda como a McLaren pretende se beneficiar na F1 em Las Vegas

Depois dessa explicação técnica vale destacar por quais motivos a McLaren está contando com esse aspecto para fazer Oscar Piastri e principalmente Lando Norris triunfarem no GP de Las Vegas na F1. Em 2024, o carro tinha problemas consideráveis em relação ao controle de temperatura dos pneus especialmente dianteiros nas situações de granulação, com extrema dificuldade para gerar quantidade de calor, tendo sido este um dos motivos centrais para que houvessem problemas em corridas como Las Vegas e Austrália.

Isso acabou tendo maiores problemas em Las Vegas especialmente para o trabalho com as asas, além da limitação na granulação e na saída de frente dos carros, fatores que restringiram mais as configurações possíveis. Por outro lado, o carro da atua temporada não está sofrendo com desgaste irregular dos pneus e isso pode ser decisivo para fazer com que os carros da McLaren tenham maior estabilidade em relação à Red Bull de Max Verstappen.

Essa melhora na construção dos pneus faz com que os problemas sentidos pela McLaren na F1 do ano passado possam ser amenizados. Outro fator que é comemorado internamente consiste no fato da F1 ter antecipado os horários do GP de Las Vegas em relação ao ano passado buscando maior audiência no mercado europeu e sul-americano. Por outro lado, seguem problemas importantes impactando no desempenho como a dificuldade de gerar calor no eixo dianteiro, sendo que as curvas não permitem aproveitamento positivo. Como a McLaren lidará com isso? Somente o tempo dirá.