Oscar Piastri f1
Automobilismo Fórmula 1

F1: Piastri precisar ativar modo “tudo ou nada” no GP de São Paulo

O GP de São Paulo de F1 está cada vez mais próximo e tudo indica que o destino final do Mundial de Pilotos começará a ser definido a partir do fim de semana de Interlagos nos próximos dias. Muitos pilotos chegaram para a disputa dessa corrida pressionados em busca de melhores resultados, mas ninguém está mais desesperado para obter bons resultados do que Oscar Piastri, que necessita de uma reação considerável considerando principalmente que Norris conseguiu ultrapassá-lo na tabela de classificação mesmo depois que seu companheiro de equipe precisou abandonar a corrida em Zandvoort, tendo aumentado para 34 pontos a vantagem naquele momento.

Norris voltou a desempenhar bem depois daquele incidente que apenas o deixou mais forte e Piastri acabou vivendo um excesso de confiança que culminou em uma queda poucas vezes vistas antes em uma reta final de temporada da F1, a qual começou a ficar mais duvidosa depois do abandono no circuito de rua em Baku, seguido por corridas completamente abaixo do esperado nos Estados Unidos e no México durante todo o fim de semana, enquanto Norris chegou a vencer uma corrida com impressionantes 30 segundos de vantagem.

Os possíveis motivos pela queda de Piastri na F1

A McLaren tentou defender o australiano nos últimos dias antes de uma corrida decisiva no Brasil afirmando que a queda no desempenho de Piastri possui motivos técnicos, por conta dos circuitos de baixa aderência (EUA) e de alta velocidade (México) tornando mais difícil a pilotagem do MCL39. Simplificando um pouco, Piastri precisava aceitar que derrapar não era sinal de que estava fazendo algo errado, precisando extrair os últimos décimos de segundo do carro nessas situações. Norris é um piloto mais arrojado na F1 e está conseguindo fazer isso com maestria, enquanto Piastri segue lidando com problemas em torno do nervosismo e da inexperiência.

Piastri não escondeu sua decepção durante as últimas corridas em entrevista coletiva e disse que era difícil entender como o estilo de pilotagem mais preciso e controlado que o havia tornado um dos favoritos ao título mundial de repente parou de funcionar por duas corridas. Diante disso, Stella descartou categoricamente que a curva de desempenho de Piastri tivesse qualquer relação com a troca forçada de chassi após ele ter danificado o original em Baku, buscando diminuir os rumores que imediatamente surgiram na comunidade da F1.

Por outro lado, a McLaren provou para si mesma no México é que ainda possui um carro capaz de vencer e até mesmo dominar corridas. A equipe sempre acreditou nisso, mas essa confiança, compreensivelmente, sofreu um baque após ser derrotada por Verstappen em circuitos onde dominou em 2024, como Singapura. O desempenho de Norris no México, portanto, foi um alívio para a equipe como um todo, mas certamente um alerta que não pode ser ignorado por Piastri.

Antes mesmo da corrida principal, Piastri precisa se provar no GP de São Paulo de F1 a partir da corrida Spritn no sábado para confirmar a teoria da McLaren de que sua queda de desempenho está basicamente justificada por conta das condições de pista. Nas quatro etapas finais, o australiano não terá problemas (teoricamente).

Imagem: Getty Images