Lando Norris McLaren f1
Automobilismo Fórmula 1

F1: O grande risco que Norris corre a partir do GP de São Paulo

O GP de São Paulo marca definitivamente o início da reta final na atual temporada da F1 PLAY com os pilotos ficando cada vez mais concentrados na briga pelo título. Lando Norris ultrapassou seu companheiro Oscar Piastri na briga pelo troféu do Mundial de Pilotos, enquanto Max Verstappen continua acreditando em uma possível reviravolta, considerando principalmente que Interlagos é uma das pistas mais competitivas e imprevisíveis do calendário, permitindo que os pontos em jogo possam ser fundamentais para causar uma eventual reviravolta considerando a previsibilidade das corridas restantes até o fim do ano.

Lando Norris certamente está feliz com a possibilidade de ganhar maior apoio da McLaren até o fim da atual temporada da F1 depois de ter ultrapassado seu companheiro de equipe, mas chegamos agora em um ponto crucial no qual os planos mais bem elaborados das equipes vão por água abaixo, já que existe o grande risco de elas de exceder a quantidade de peças da unidade de potência permitida e, como resultado, sofrer punições no grid. No início de cada temporada, a FIA informa às equipes quantas peças de cada componente da unidade de potência elas podem usar ao longo da temporada, e qualquer carro que ultrapassar esse limite será punido.


Cada piloto da F1 pode utilizar os seguintes componentes na temporada

4 motores de combustão interna (ICE)
4 unidades geradoras de motor térmico (MGU-H)
4 unidades geradoras de motor cinético (MGU-K)
4 turbocompressores (TC)
2 sistemas de armazenamento de energia (ES)
2 sistemas eletrônicos de controle (CE)
8 sistemas de exaustão (EX)


Todos esses componentes são compartilhados e podem ser utilizados por cada equipe conforme a necessidade, seja por exigência de confiabilidade ou como parte de um cronograma pré-determinado. Por exemplo, as equipes costumam reservar certos componentes para eventos como os Grandes Prêmios da Bélgica ou da Itália, onde a potência é fundamental.

Os problemas de um piloto na F1 surgem em caso de ou falha de confiabilidade, e nesses casos, um ou mais componentes podem ser afetados, reduzindo efetivamente o conjunto de componentes disponíveis. Cada componente possui um ciclo de vida cuidadosamente calculado, e ultrapassá-lo pode levar a um território perigoso, com um risco de falha significativamente maior.

Norris pode estar próximo de ficar sem recursos na F1

Com quase a temporada da F1 praticamente toda concluída, chegamos ao ponto do ano em que muitos pilotos podem enfrentar punições no grid por excederem o limite permitido. Na primeira infração, trata-se de uma punição automática de 10 posições no grid, e a cada infração subsequente, a perda de cinco posições. As punições são cumpridas coletivamente e, se um piloto atingir 15 punições em uma única corrida, ele largará automaticamente do final do grid.

E justamente esse é o grande risco que Lando Norris corre a partir de agora, pois é o piloto com maior chance de punição dentre os concorrentes ao título da F1. O abandono no Grande Prêmio da Holanda foi provocado por uma falha na linha de óleo, provocando dúvida se o atual líder possui todos os componentes da unidade de potência em seu estoque.

Imagem: Getty Images