Vivendo seu melhor momento na temporada, o Flamengo encara além da ausência de oito jogadores, tem outro fator a se inspirar para o jogo desta quarta-feira, diante do Juventude em Caxias do Sul, cidade natal de Tite. Na Serra Gaúcha, o Mengão não vence desde 1º de outurbro de 1997, quando fez 1 a 0 nos donos da casa com um gol contra de Rodrigo.
De lá pra cá, em 27 anos o Flamengo retornou ao Alfredo Jaconi em outras onze oportunidades, tendo perdido cinco vezes e empatado as outras seis contra o Juventude. A série histórica possui ainda uma derrota de 2013 para o Internacional por 1 a 0, em duelo disputado no Estádio Centenário, casa do rival jaconero, o Caxias.
Derrota em 1999 gerou saída de Romário do time
Uma das derrotas mais doídas para o Flamengo no Alfredo Jaconi certamente é a de 1999, que eliminou o Rubro-Negro do Campeonato Brasileiro, em 10 de novembro daquele ano. A equipe que chegou a liderar a primeira fase da competição, se despediu da chance de classficação às quartas de final depois de perder para o Juventude por 3 a 1 no Alfredo Jaconi, e ter perdido logo após a queda um de seus principais jogadores.
Desclassificados do Brasileirão vencido pelo Corinthians, que foi vencido pelos cariocas por 2 a 1 no início do campeonato, o pós-jogo em Caxias do Sul rendeu a polêmica saída de Romário do Flamengo, em sua terceira e última passagem pelo time. Acompanhado de Fábio Baiano, Maurinho, Leandro Machado e Marcelo Rosa, o Baixinho foi para uma boate no dia seguinte à partida contra o Juventude na cidade, e rendeu um motivo para Gilmar Rinaldi, então superintendente do clube, e muito criticado por Romário, dispensar o ídolo da camisa 11.
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Romário chegou a marcar o gol do Flamengo que abriu o placar no Alfredo Jaconi, num resultado parcial que levava o time para as finais, porém, viu Mário Tilico (dois gols) e Mabília colocarem o Juventude à frente, e as chances de classficação evaporarem naquele dia 10 de novembro. Foi a última vez que o atacante balançou as redes de um rival com a camisa rubro-negra, e lhe rendeu a saída do clube no dia seguinte, com a ida a uma boate de Caxias do Sul.
A aparição de Romário numa boate depois da derrota e eliminação gerou revolta no então presidente do Flamengo, Edmundo Santos Silva. Em entrevista ao jornal “O Globo” do dia 14 de novembro de 1999, o dirigente afirmou:
Romário não veste mais a camisa do Flamengo. Estou indignado, fui traído. A torcida rubro-negra não merece isso. Foi uma molecagem, uma sacanagem. Vou rescindir o contrato do Romário, e ele vai poder jogar onde quiser. Até no Vasco”.
Após o mandatário falar, foi dito e feito. Declarando ter se sentido traído, e afirmar que o Baixinho não vestiria mais a camisa do Fla, podendo ir até mesmo para o rival, então comandado por Eurico Miranda, Edmundo viu Romário voltar para o Vasco em 2000, onde ele marcou 73 gols com o mesmo número de partidas disputadas, sendo protagonista, e conquistando dois títulos, o Brasileirão e a Copa Mercosul.
Antes de ser demitido e da ida para a boate, Romário chegou a comentar sobre a eliminação flamenguista naquele 1999, e lamentou ter frustrado mais uma vez o torcedor que sonhava com um hexacampeonato brasileiro, conquistado dez anos depois, já na fase de pontos corridos.
Mais uma vez não consegui cumprir a promessa que havia feito à torcida, quando cheguei ao Flamengo em 95, de ser campeão brasileiro. Estou muito triste com isso”.
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Um empate com gosto de vitória que salvou o Flamengo de um rebaixamento
Em 2005, o Flamengo vivia uma de suas piores fases da história, e durante boa parte do Campeonato Brasileiro flertou com o Z-4. Com a chegada de Joel Santana ao comando, o rubro-negro iniciou a partir do empate heroico conquistado contra o Juventude em Caxias do Sul, sua reação para buscar a permanência na Série A.
Tendo 2 a 0 para os donos da casa no placar até os instantes finais, o Mengão marcou dois gols aos 44 e 45 do segundo tempo, com Renato Abreu e Júnior, conquistando um ponto e iniciando a partir dali, uma arrancada na reta final da primeira divisão. Foram seis vitórias e três empates até o fim do Brasileiro de 2005 e o fantasma do rebaixamento enfim superado.
Foto: Alexandre Vidal/Flamengo