Juventude eliminado da Copa do Brasil
Futebol Copa do Brasil

Copa do Brasil ensina lição dura para Juventude e Remo: eficiência é o principal em jogos eliminatórios

A Copa do Brasil é um torneio traiçoeiro e os jogos desta terça-feira (4) confirmou uma máxima que se repete em todas as edições. Detalhes decidem confrontos de mata-mata. Remo e Juventude entraram em campo diante de suas torcidas com a vantagem de decidir a vaga nas oitavas de final em casa, mas ambos deixaram escapar a classificação por não aproveitarem as chances que criaram.

Os dois resultados, Remo 0 x 1 Santos, no Mangueirão, em Belém, e Juventude 0 x 1 Atlético-MG, no Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul, trazem semelhanças que vão além do placar. Em ambos os casos, o time da casa teve momentos de domínio e criou oportunidades de abrir o placar, mas foi punido nos momento de maior vulnerabilidade.

O que aconteceu em campo pelos jogos da Copa do Brasil

No Pará, o Remo teve as primeiras chances claras da partida ainda no início, assustando a meta defendida por Gabriel Brazão. O time criou, chegou perto, mas não converteu. Do outro lado, o Santos aproveitou a expulsão do zagueiro Marllon, ainda no primeiro tempo, para se organizar melhor em campo e crescer na partida. Após tiro de meta ruim cobrado pelo goleiro Marcelo Rangel, o Santos recuperou a bola, que sobrou para Neymar, após falha de Zé Welison na marcação, que arrancou com a bola e tocou para Rony, que de frente para o gol, balançou as redes e garantiu a classificação do Santos. O Peixe se classificou para as quartas de final da Copa do Brasil depois de cinco temporadas fora dessa fase.

Em Caxias do Sul, o roteiro foi ainda mais dramático. Depois de um confronto equilibrado e de defesas bem estruturadas, tudo caminhava para a disputa de pênaltis quando, já nos acréscimos do segundo tempo, uma falha da defesa do Juventude definiu a eliminação. Após um chutão, Gabriel Pinheiro cabeceou em cima do próprio companheiro Nathan, e a bola sobrou livre para o equatoriano Alan Minda bater na saída do goleiro Jandrei e decretar a classificação do Atlético Mineiro. Um lance de poucos segundos apagou os 95 minutos de entrega da equipe gaúcha, que estava buscando a classificação contra mais uma equipe de Séria A, visto que eliminaram o São Paulo na fase anterior da Copa do Brasil.

Eficiência é o fator decisivo de competições eliminatórias

O ponto em comum entre as duas eliminações é exatamente o mesmo. Tanto Remo quanto Juventude fizeram partidas competitivas, geraram oportunidades e não saíram de campo com a sensação de terem sido superados dentro de campo. O que faltou, em ambos os casos, foi objetividade nos momentos que valiam a vaga. Times experientes em mata-mata sabem disso e esperam o momento certo para marcar, mesmo em jogos travados e de poucas chances claras.

Esse tipo de resultado reforça uma característica recorrente da Copa do Brasil e visto em competições de mata-mata em geral. Não é sempre o time que joga melhor tecnicamente que avança, mas sim aquele que consegue transformar o pouco que cria em gol, ou que evita cometer o erro decisivo no momento errado.

Vale destacar ainda que esta edição da Copa do Brasil passou por uma mudança de formato significativa, o que aumenta o peso de cada detalhe dentro de campo. Pela primeira vez na história do torneio, a decisão do título será realizada em partida única. Em apenas 90 minutos, reduz a margem de erro das equipes e valoriza ainda mais a atenção e a capacidade de aproveitar as chances no momento certo, algo que Santos e Atlético Mineiro demonstraram e que custou caro para Remo e Juventude.

Créditos da foto de capa:  Luiz Erbes/AGIF