Gol de Paquetá do Flamengo contra Cruzeiro
Futebol Libertadores

Flamengo apresenta dificuldades para jogar com a posse, mas resultado é bom o suficiente para o jogo de volta

O Flamengo de Leonardo Jardim vive um momento de reconstrução na temporada e o ponto conquistado no empate em 1 a 1 com o Cruzeiro, pela Libertadores, representa a atual situação do clube. O Flamengo apresenta sinais de melhora, especialmente no meio-campo, por onde teve dinâmica dos volantes e teve o poder decisivo de Lucas Paquetá, autor do gol rubro-negro.

O resultado obtido diante de um crescente Cruzeiro sob o comando de Arthur Jorge, que vive o melhor momento do ano, deve ser valorizado. O confronto foi marcado pelo equilíbrio no primeiro tempo, enquanto a etapa final teve um domínio maior do Flamengo, principalmente nos minutos iniciais, mas perdeu a intensidade depois do empate. No entanto, o problema para o Flamengo foi quando a equipe tinha a condução do jogo.

A ausência da posse de bola intensa do Flamengo 

O Flamengo teve uma posse de bola predominantemente horizontal, porém, sem apresentar agressividade, refletindo em uma falta de objetividade na criação ofensiva da equipe. A equipe de Leonardo Jardim costumou ditar o ritmo do meio de campo, acumulando altos índices de passes trocados neste setor, mas possui sérias dificuldades para romper as linhas defensivas compactas do Cruzeiro.

Já que não havia rápida transição ou movimentações verticais que originassem uma quebra na marcação, os jogadores do Flamengo reteram a bola de maneira previsível, facilitando o posicionamento defensivo do Cruzeiro, resultando, assim, em raros lances perigosos dentro da área. Este estilo de jogo se intensificou no último terço do campo, por onde o time foi vítima da lentidão e de escolhas equivocadas no momento em que finalizava as jogadas.

Esta ausência de passes em profundidade e de lances individuais considerados eficazes fez com que o volume de jogo não se convertesse em chances decisivas. Por conta disso, o controle estatístico do jogo ficou inofensivo, obrigando o Flamengo a depender excessivamente de cruzamentos na área ou de lampejos dos jogadores de ataque para marcar gols.

A solidez defensiva em momentos críticos

Depois do gol sofrido por Arroyo no começo do segundo tempo, o Flamengo enfrentou minutos de pressão do Cruzeiro. Mesmo assim, a equipe teve controle tático para não piorar o rendimento, especialmente pela solidez defensiva. A equipe soube manter a organização na primeira linha para não levar o segundo gol, que traria uma maior dificuldade para reverter.

Os zagueiros do Flamengo tiveram um papel essencial no empate, ao neutralizarem as principais jogadas de bola aérea do Cruzeiro. Sabendo do rendimento do time mineiro no Mineirão (especialmente Leonardo Jardim, ex-técnico do Cruzeiro), a equipe carioca soube recuar as linhas com cautela, depois do gol de Lucas Paquetá. A dupla de volantes Erick Pulgar e Jorginho fechou os espaços do meio-campo e impossibilitou os possíveis contra-ataques do Cruzeiro.

Quando os zagueiros não conseguiram desarmar, o goleiro Rossi realizou defesas pontuais que evitaram os gols das poucas, mas transições rápidas e perigosas do time mineiro.

A importância do resultado alcançado

O empate garantido no Mineirão permitiu que o Flamengo administrasse uma maior segurança e menor risco para o jogo de volta da Libertadores no Maracanã. Visto que empatar fora de casa é um passo crucial para o time se classificar em uma competição de mata-mata, porque transfere a pressão para o Cruzeiro, que precisará propor o jogo para derrotar o Flamengo.

Priorizando a solidez da defesa para garantir o ponto conquistado, Leonardo Jardim optou por não desgastar fisicamente os jogadores em campo, controlando o jogo de forma pragmática, para manter a pequena vantagem para o Rio de Janeiro. Sob os seus domínios, o Flamengo tem um aproveitamento superior a 70%, com 14 vitórias, três empates e apenas três derrotas e atua de forma intensa e evolui o rendimento técnico.

Créditos da foto da capa: Gilson Lobo/AGIF