O Fluminense realiza uma elogiada campanha no Campeonato Brasileiro, mesmo com o mau momento recente vivido pelo time. A equipe do treinador Luis Zubeldía ocupa a terceira posição com 27 pontos, atrás do líder Palmeiras (34) e do Flamengo (30).
Por conta da colocação na tabela de classificação e do futebol apresentado durante boa parte do ano, o Fluminense tem sido apontado como “a terceira força do Brasileirão”, atrás dos líderes do campeonato.
O rótulo apontado não é coincidência. Desde a chegada do técnico argentino, o Tricolor das Laranjeiras começou a implementar uma nova organização coletiva. Conhecido por dividir os méritos de bons jogos com o grupo e evitar centralizar os holofotes, o Fluminense do treinador argentino colheu frutos, como um futebol competitivo e agressivo dentro do Maracanã.
A mudança tática do Fluminense
A transformação essencial realizada por Zubeldía é a organização. Apesar dos últimos resultados, o Fluminense de 2026 é um time que conhece o que fazer em cada fase da partida. A comissão técnica diminuiu as distâncias entre os setores e deu liberdade ofensiva a começar de uma base sólida.
Ao entrarem no gramado, os jogadores entendem as responsabilidades individuais e coletivas. As estratégias adotadas contra os adversários viraram uma marca registrada do Fluminense de Zubeldía.
Para que isso aconteça, é necessário que haja um embasamento tático da equipe técnica, o que ocorre com o time carioca. Zubeldía também recebeu elogios pela maneira de conduzir as atividades, mostrando participação, senso didático e exigência. A base organizacional abriu espaço para evoluções individuais de certos atletas.
O momento do Fluminense responde para a pergunta do título?
Portanto, a vinda de resultados negativos nos últimos jogos, sobretudo pela Copa Libertadores da América, gerou críticas e pressão da torcida. As vaias para o time depois de empatar por 2 a 2 contra o Vitória, no último sábado (09), foram uma demonstração dessa insatisfação.
Zubeldía comentou sobre isso na entrevista coletiva. “Quando os resultados não acontecem e não se joga ou ganha como se espera, as consequências já sabemos. Sempre os torcedores estão no direito de apoiar ou reprovar; para isso, pagam o ingresso.”
A agenda lotada de compromissos trouxe um cansaço nítido dos jogadores do Fluminense, que não conseguem aguentar o ritmo dos jogos. O Tricolor costuma jogar no meio da semana e aos finais de semana nos últimos jogos e algumas partidas são disputadas fora do Brasil, como contra Bolívar (Bolívia) e Independiente Rivadavia (Argentina).
No confronto contra o Vitória, houve um domínio do Fluminense, mas o time carioca não soube matar o jogo. “Analisando o jogo, que é o que temos de fazer, me parece que até o empate a equipe tinha o controle do jogo, tinha situações de gol. Jogamos várias partidas que não matamos o jogo”.
Os últimos resultados expõem a limitação física do time carioca. A boa fase até as rodadas iniciais do Brasileirão levou um sentimento de esperanças para a torcida tricolor, mas a realidade bateu à porta depois.
Mesmo com um investimento pesado, o time mostra que não está em um nível elevado do futebol brasileiro. O clube não possui condições de superar ausências de peças importantes e conquistar vitórias. Problemas como lesões e cansaço são comuns no futebol e ocorrem com todos os times, por isso, devem estar preparados para que estes fatores aconteçam.
Com a possibilidade de utilizar times mistos nos próximos compromissos, o time demonstra uma falta de qualidade no elenco e pode comprometer a campanha no Campeonato Brasileiro.
Comparado a outros times que também jogam três competições como o Cruzeiro, o clube carioca mostra que está abaixo em termos de elenco. Com a parada para a Copa do Mundo e a janela de contratações surgindo, é a oportunidade do Fluminense reverter esta situação.
Créditos da imagem da capa: Thiago Ribeiro/AGIF