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Fluminense vence Bolívar, mas se mantém em situação difícil na Libertadores

O Fluminense entrou em campo no Maracanã pressionado como poucas vezes nos últimos anos. Lanterna do Grupo C da Libertadores e ainda sem vencer na competição, o time carioca não precisava apenas derrotar o Bolívar, mas praticamente reverter completamente o confronto da ida. Na altitude de La Paz, o Fluminense havia perdido por 2×0, resultado que ganhou peso ainda maior por causa da mudança nos critérios de desempate da Libertadores em 2026, que passaram a priorizar confronto direto antes do saldo de gols geral.

Isso fazia com que o cenário fosse extremamente delicado para o Tricolor. Uma vitória simples mantinha a equipe atrás dos bolivianos na classificação. Um triunfo por dois gols deixava a disputa aberta nos critérios seguintes. Mas apenas uma vitória por três gols ou mais colocaria o Fluminense à frente do Bolívar e novamente dependendo apenas de si para avançar às oitavas de final. Já uma derrota eliminaria matematicamente o clube carioca ainda na fase de grupos, transformando o confronto em um verdadeiro jogo de vida ou morte no Maracanã.

Além da pressão matemática, existia também o peso emocional da temporada. O Fluminense chegou para o confronto tentando evitar uma eliminação precoce que mudaria completamente o ambiente do clube em 2026.

Fluminense pressiona e Bolívar responde com eficiência

FOTO: LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C.

O Fluminense começou o jogo pressionando intensamente o Bolívar e transformou essa superioridade em gol logo aos seis minutos. Depois de uma forte pressão nos minutos iniciais, o time boliviano errou a saída curta em cobrança de tiro de meta. O goleiro tentou iniciar a jogada com o zagueiro Arreaga, mas John Kennedy pressionou rapidamente e recuperou a posse praticamente dentro da área.

A partir dali, o lance virou um verdadeiro bate e rebate ofensivo do Fluminense. Acosta chegou a cabecear uma bola que desviou na defesa, depois Agustín Canobbio finalizou para boa defesa do goleiro, mas o Tricolor seguiu insistindo dentro da área até que novamente Acosta apareceu no rebote para finalmente abrir o placar no Maracanã.

A pressão alta do Fluminense também começava a gerar espaços perigosos para o Bolívar atacar. A equipe boliviana tentava escapar principalmente trabalhando a posse de bola com inversões rápidas de lado e muitos lançamentos longos para aproveitar os espaços deixados pelo Tricolor.

E justamente no primeiro ataque mais organizado do Bolívar saiu o empate aos 23 minutos. O defensor Echeverría avançou carregando a bola, passou por dois marcadores e encontrou um lançamento para dentro da área. Lá, o atacante Romero no meio de 3 defensores do fluminense conseguiu tocar de primeira para Melgar, que apareceu finalizando também de primeira para marcar um bonito gol e silenciar momentaneamente o Maracanã.

Após o empate, o panorama do jogo praticamente continuou o mesmo. O Fluminense seguia pressionando alto, tentando empurrar o Bolívar para trás e recuperando rapidamente a posse de bola no campo ofensivo. Já a equipe boliviana mantinha a estratégia de explorar os espaços deixados pelo Tricolor através de lançamentos longos e inversões rápidas de jogo.

Os números do primeiro tempo mostravam claramente o domínio territorial do Fluminense. O time carioca terminou a etapa inicial com 72% de posse de bola e 13 finalizações, controlando praticamente todas as ações ofensivas da partida. Porém, a eficiência acabava fazendo diferença a favor do Bolívar, que precisou de apenas duas finalizações para marcar seu gol e equilibrar o confronto no Maracanã.

Ao fim do primeiro tempo, também ficava evidente que o Fluminense provavelmente precisaria voltar do intervalo com mudanças, principalmente para tentar transformar o enorme volume ofensivo em chances mais claras e diminuir os espaços cedidos nos contra-ataques bolivianos.

Mudanças fazem o fluminense vencer o jogo

FOTO: MARCELO GONÇALVES / FLUMINENSE F.C.

O Fluminense voltou para o segundo tempo sem alterações, e o cenário da partida praticamente se repetia. O Tricolor seguia pressionando o Bolívar no campo ofensivo, controlando a posse de bola e criando oportunidades constantemente, mas novamente encontrava dificuldades para transformar o volume ofensivo em gols. A equipe carioca esbarrava principalmente nas defesas do goleiro boliviano, que seguia sendo um dos principais responsáveis por manter o placar equilibrado no Maracanã.

Fluminense demorou para mexer na equipe e realizou suas primeiras alterações apenas aos 59 minutos, colocando Yeferson Soteldo e Castillo em campo. E o impacto ofensivo foi praticamente imediato, embora ainda sem se transformar em gol legal para o Fluminense.

ainda sem se transformar em gol para o Fluminense.

Aos 63 minutos, o zagueiro Juan Freytes cruzou para dentro da área, John Kennedy conseguiu um leve desvio de cabeça e Castillo apareceu finalizando também de cabeça para marcar. O Maracanã chegou a explodir em comemoração, mas o lance acabou sendo anulado por impedimento de John Kennedy no momento do desvio.

Mesmo com o gol invalidado, a entrada de Castillo já começava a mostrar efeito no ataque tricolor. O atacante aumentava a presença de área da equipe e dava referência ofensiva para o Fluminense dentro da pressão constante sobre o Bolívar.

O gol que o Fluminense tanto buscava finalmente saiu aos 70 minutos, novamente em uma jogada construída pelos lados do campo. Yeferson Soteldo carregou pela ponta esquerda, ganhou espaço na marcação e encontrou um excelente cruzamento para John Kennedy na entrada da área. O atacante finalizou com um belo chute, vencendo o goleiro e recolocando o Fluminense em vantagem no Maracanã após mais um momento de forte pressão ofensiva da equipe carioca.

Após muita pressão suportada e também muita cera do Bolívar nos minutos finais, equipe boliviana conseguiu suportar o resultado no Maracanã. O Tricolor seguiu tentando pressionar em busca de um placar mais favorável, mas voltou a encontrar dificuldades para transformar o volume ofensivo em gols. No fim, o Fluminense terminou a partida vencendo apenas por 2×1, resultado que manteve o clube carioca vivo na disputa pela classificação, mas ainda pressionado dentro do grupo da Libertadores.

Classificação continua ameaçada

FOTO: LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C.

Mesmo com a vitória, a situação do Fluminense segue extremamente complicada no Grupo C da Libertadores. O resultado de 2×1 manteve o Tricolor vivo na disputa, mas não foi suficiente para ultrapassar o Bolívar no confronto direto, principal critério de desempate da competição em 2026. Isso faz com que a equipe carioca continue pressionada na reta final da fase de grupos.

O cenário deixa a última rodada praticamente como uma nova decisão para o Fluminense. Além de precisar fazer sua parte, o clube ainda segue dependendo de combinações de resultados para avançar às oitavas de final. A sensação no Maracanã após o apito final era dividida entre o alívio pela vitória e a frustração por um placar que parecia pequeno diante do enorme volume ofensivo produzido durante a partida.

Agora, o Fluminense chega para a rodada final sabendo que desperdiçou a chance de assumir controle maior sobre o próprio destino na competição. E justamente por isso, a classificação segue aberta, mas ainda cercada de pressão, tensão e margem mínima para erros.

(Foto de capa: MARCELO GONÇALVES / FLUMINENSE F.C.)

 

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Kaique