Vitor Pereira, técnico do time, foi claro: o Nottingham Forest precisa manter seus principais jogadores para dar o próximo passo. Após uma temporada marcada por altos e baixos, com a eliminação na semifinal da Europa League e o 16º lugar na Premier League, o técnico português enfatizou que a continuidade do elenco é fundamental para construir algo sólido. Morgan Gibbs-White e Elliot Anderson, dois dos nomes mais valorizados do elenco, são peças centrais nesse projeto.
“Eles são jogadores de alto nível e merecem o melhor. Mas se quisermos competir por objetivos maiores, precisamos manter os melhores”, afirmou Pereira. “Se mudarmos todo ano, fica difícil ser consistente e construir algo mais forte. Não controlamos o mercado, mas estamos alinhados: tentar manter a maioria e controlar o que podemos.”
O Forest vive um momento delicado. Depois de anos de crescimento, com a volta à Premier League e boa campanha na Europa League, o time perdeu ritmo. A eliminação na semifinal europeia doeu, especialmente por ter sido contra o Aston Villa, e o 16º lugar na liga mostrou que o elenco ainda precisa de ajustes. Sem competições europeias na próxima temporada, o foco será total na Premier League, com o objetivo claro de voltar a brigar por vagas continentais.
Crescimento recente e perdas importantes
Nos últimos anos, o Forest viveu uma reconstrução interessante. Sob diferentes treinadores, o clube conseguiu se estabilizar na elite inglesa e até sonhou com algo maior. A presença na Europa League foi um marco, mostrando que o projeto de Evangelos Marinakis ganhava corpo. No entanto, o time sofreu com lesões, oscilações e saídas importantes.
Perder jogadores-chave em janelas anteriores afetou o equilíbrio. A equipe que vinha crescendo viu sua espinha dorsal ser ameaçada. Gibbs-White, capitão e líder técnico, e Anderson, jovem talentoso com potencial enorme, representam o futuro. Mantê-los é essencial para evitar recomeços constantes. Pereira sabe disso por experiência própria: no Wolves, ele criticou a lentidão nas contratações e a perda de peças importantes.
“Se você começa a temporada sem elenco completo, com muitas posições descobertas e jogadores importantes fora, é um desastre. Essa liga pune erros”, alertou o técnico.
Reconstrução e foco total na Premier League
Sem Europa na próxima temporada, o Forest tem a chance de se reorganizar. O 16º lugar, embora seguro, não reflete o potencial do time. Com um elenco jovem e talentoso, o objetivo deve ser brigar pelo meio da tabela superior e, idealmente, voltar à Europa em 2027.
Manter Gibbs-White é prioridade. O meia inglês é o coração do time: cria, finaliza e lidera. Anderson, por sua vez, tem sido monitorado por gigantes como Manchester City e Manchester United. Perdê-lo seria um golpe duro, especialmente por ser um jogador formado na base e com identificação clara.
Pereira quer um time competitivo desde o início. Ele já deixou claro que não aceita começar a temporada “perdendo antes de começar”. A ideia é reforçar pontualmente, mantendo a base atual e adicionando competição em posições-chave. O técnico português acredita que o grupo tem qualidade, mas precisa de continuidade para evoluir.
O papel de Marinakis e o mercado
Evangelos Marinakis, dono do clube, tem investido pesado desde a promoção. O Forest gastou milhões em contratações, mas também viu saídas importantes. A diretoria entende que manter estrelas é fundamental para o crescimento sustentável. Gibbs-White renovou recentemente, mas Anderson ainda gera incerteza.
O mercado será desafiador. Clubes grandes rondam os jovens talentos ingleses. O Forest precisa ser rápido e inteligente: oferecer contratos atrativos, mostrar projeto ambicioso e, se necessário, usar cláusulas de valorização futura.
Pereira tem experiência em gerir expectativas. No Olympiakos, construiu times campeões com base sólida. No Forest, ele quer repetir o modelo: estabilidade, identidade e crescimento gradual.
Futuro promissor se mantiver o núcleo
Se o Forest conseguir manter Gibbs-White, Anderson e outros pilares, a próxima temporada pode ser de consolidação. Sem a pressão europeia, o time pode focar na Premier League, trabalhar fisicamente e taticamente, e voltar mais forte. O 16º lugar serve como alerta: o time tem qualidade, mas precisa de consistência.
A torcida, que lotou o City Ground durante a campanha europeia, merece um time competitivo. Manter as estrelas é o primeiro passo. Depois, chegam reforços pontuais para elevar o nível.
Vitor Pereira tem razão: mudar todo ano impede o crescimento. O Forest vive momento decisivo. Manter o núcleo atual e construir em torno dele pode transformar o clube em uma força média-alta da Premier League. O “monstro” Marinakis tem dinheiro e ambição. Agora, precisa de paciência e visão de longo prazo.
A temporada 2026/27 será de reconstrução focada. Sem Europa, o Forest pode se preparar melhor. Gibbs-White e Anderson são o presente e o futuro. Mantê-los é o caminho para voltar a sonhar alto.



