Fundamental para a saída do Nottingham Forest na zona de rebaixamento, Morgan Gibbs-White vive o melhor momento de sua carreira
O meia Morgan Gibbs-White vive o auge da sua carreira no Nottingham Forest. Em 2026, marcou dez gols na Premier League; nenhum jogador marcou mais que ele nesse ano na competição. Os gols vieram com maior frequência a partir do começo de março, com sete gols marcados desde então, três a mais do que qualquer outro jogador do torneio.
As partidas que simbolizaram o poderio artilheiro de Gibbs-White foram contra Burnley e Sunderland, quando marcou hat-trick em ambos os jogos. Os gols foram fundamentais para a saída do Forest da zona de rebaixamento e ainda podem fazer com que o artilheiro seja convocado pela seleção da Inglaterra para a Copa do Mundo.
A volta por cima nesta temporada
Ao contrário do desempenho neste ano, o início da temporada de Gibbs-White foi abaixo da média. Ele não conseguiu se encaixar no esquema tático de Ange Postecoglou, técnico anterior do Nottingham Forest. O jogador tentava fazer uso dos toques de calcanhar, a grande característica do meia, mas não geravam resultados.
Antes, na passagem de Sean Dyche, ele também não mostrava completamente à vontade no time, sendo muitas vezes parecer deslocado. A situação mudou com a chegada do treinador Vitor Pereira. O português escalou-o um pouco mais à frente, incentivando nas arrancadas de Gibbs-White.
De acordo com a empresa de performance Opta Sports, ele está realizando mais este artifício no comando de Vitor Pereira do que qualquer outro técnico do Forest, desde a chegada na temporada 2022/23. Isto faz com que tenha mais oportunidades neste momento,
A vinda dos gols não aconteceu por acaso. O número esperado com o treinador português na casamata está no nível recorde, representando mais do que o dobro na época de Steve Cooper, primeiro técnico de Gibbs-White na trajetória pelo Nottingham Forest.
O que levou Gibbs-White a marcar tantos gols?
O ajuste tático no intervalo do confronto contra o Burnley foi o divisor de águas para que os gols viessem. Com a entrada de Igor Jesus no lugar de Dilane Bakwa, Gibbs-White foi escalado em uma nova posição, deslocando-se da esquerda para o centro, enquanto isso, Omari Hutchinson teve a missão de continuar com a amplitude na ala oposta, auxiliando na procura de espaços.
Na entrevista coletiva pós-jogo, o técnico Vitor Pereira defendeu Gibbs-White. “Quando lhe disse que, no ataque, eu queria que ele jogasse mais centralizado, mas na defesa ele deveria defender pelas laterais, não foi problema nenhum para ele. Ele entende o jogo. Ele tem espírito de equipe.”
O técnico ainda acrescentou o pensamento do jogador ao decorrer da atuação. “Quando a equipe está com dificuldades no jogo, muitos jogadores preferem se esconder, não querem a bola. Mas Morgan quer a bola, quer a responsabilidade. Ele quer marcar gols, quer dar assistências.”
Para a melhor forma de Gibbs-White, não se pode subestimar a importância de Ibrahim Sangaré no time titular do Forest. Desde que retornou da Copa Africana de Nações pela Costa do Marfim no mês de janeiro, o meio-campo tem sido um destaque no setor defensivo, diferenciando totalmente o time inglês com a presença em campo.
A ausência de Sangaré na titularidade do Nottingham Forest resultou em uma queda abrupta do time na Premier League. Em dez jogos, venceu apenas uma vez, mas com ele, a estatística melhora gradualmente: nove vitórias em 26 partidas, retratando 36 pontos conquistados. Achar um modelo ideal de jogo foi essencial para uma evolução do Forest na reta final do campeonato e a consequência disto resultou em uma maior quantidade de gols de Gibbs-White.
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