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Futebol Premier League

FPL 2025: tudo o que aprendemos e como virar o jogo no restante da Premier League

O Fantasy Premier League, também conhecido como FPL, voltará a ganhar espaço no cronograma dos fãs de futebol depois da terceira Data FIFA chegar ao fim. Diante de uma enorme frequência de jogos sem interrupções até março, quem não começou bem tem a chance de se recuperar; e quem está brilhando pode enxergar como uma bela oportunidade de manter seu ímpeto e derrotar seus colegas nesta maratona do futebol inglês.

Assim como é possível ver no Brasileirão, também é imaginável que a Premier League viva um pouco desse cenário, com jogos mais colados, elencos rodando, lesões se multiplicando e decisões que podem impactar diretamente o FPL. Até então, já vivemos um terço da atual temporada, sem muita expectativa ou previsão do que pode acontecer, talvez essa seja a principal graça desse belo esporte.

Na intenção de crescer na competição, quatro especialistas resolveram expor suas opiniões, que com certeza devem ser ouvidas por você caso queira melhorar, aprender ou entender mais sobre o jogo. Estamos falando de Pras, FPL Heisenberg, Gianni Buttice e Holly Shand.

O momento ideal para usar o Triple Captain

Começando por FPL Heisenberg, já é importante considerar que, na visão dele, quem ainda não utilizou o Triple Captain tem chance de conquistar algo bem interessante. Como esse chip precisa ser usado antes do fim da rodada 19, o analista aponta o melhor dos caminhos possíveis: Erling Haaland. “Não dá para olhar para outro nome”, ele afirma. E fica difícil contrariá-lo, ainda mais quando observamos os números do norueguês nesta campanha. Diante de adversários instáveis, a estrela do Manchester City segue em um nível próprio.

Heisenberg vai além e crava o melhor momento possível: a rodada número 13. O embalado Manchester City enfrenta o Leeds United no Etihad, situação em que o camisa 9 tem enormes chances de brilhar, devido aos problemas defensivos do adversário, especialmente quando atua como visitante. Dá para considerá-lo até um movimento óbvio, quase obrigatório para quem quer se destacar no FPL.

A virada de rota do Liverpool e por que isso importa no FPL

Apesar de o Liverpool estar longe de entregar o nível de futebol esperado, principalmente por conta dos altos investimentos da diretoria, esta pode ser uma das melhores oportunidades para apostar nos Reds, ainda mais com uma sequência extremamente favorável. Nos últimos confrontos, a equipe apresentou uma leve melhora, mas nada próximo do que se imagina de um elenco do calibre que Arne Slot tem em mãos.

Para entender melhor o FPL, dá para compará-lo ao Cartola. É como imaginar o Cruzeiro enfrentando Vitória e Juventude, jogos em que há obrigação de vencer. As viagens dos Reds também não são complicadas, já que encaram West Ham e Leeds fora de casa. Os demais adversários são Forest, Wolves e Sunderland. Então…

Na visão do especialista Pras, é difícil selecionar um único nome ideal para o seu time. Não dá para negar que Salah melhorou, mas seu preço de £14.2m é salgado demais. Os atacantes Isak, Ekitike, Gakpo e Wirtz sofrem com rodízio, podendo até não entrar em campo. Por isso, ele se apoia em duas opções: Szoboszlai, valorizado pelas bolas paradas e minutos consistentes; e os zagueiros Van Dijk e Konaté, que podem aproveitar tanto o bom momento defensivo quanto o sistema de defcon, que valoriza ações defensivas individuais.

A hora do Wildcard, e a confiança para esperar

Holly Shand oferece um contraponto consciente sobre o uso do Wildcard. Muita gente marcou a 12ª semana do FPL como o momento ideal, já que Liverpool, Manchester City e Manchester United vêm crescendo e têm bons calendários. Mas ela reforça que, para quem não está em apuros, o melhor é guardar o chip para dezembro, período em que a Premier League costuma ficar mais caótica.

Holly lembra que todos os players receberão até cinco free transfers antes da rodada número 16 por conta da Copa Africana de Nações, mas somente se não deixarem acumular nada até lá. Portanto, gastar transferências agora e economizar o Wildcard pode render uma vantagem estratégica enorme no período mais imprevisível da temporada, quando jogadores são convocados, mas as partidas não param.

Alguns destaques como Mbeumo e Sarr, que podem participar de mais partidas do que o previsto antes de se apresentarem às seleções, seguem como opções interessantes para quem busca explosões rápidas de pontuação. E há um bônus: Gana e Gâmbia ficaram de fora do torneio, então nomes muito populares no FPL como Semenyo, Kudus e Minteh seguirão normalmente na Premier League.

A dúvida cruel: apostar ou não nos meias do Manchester City?

Gianni Buttice não pisa em ovos quando o assunto é uma das questões mais antigas do FPL: apostar nos meias do Manchester City vale o estresse? Na visão dele, a resposta é cada vez mais negativa. Com Pep Guardiola mexendo nas peças ofensivas com grande frequência, Gianni classifica vários jogadores como escolhas inviáveis, entre eles Bernardo Silva, Bobb, Reijnders e Savinho.

Ainda assim, dois nomes resistem: Doku, que vive fase imparável, e Foden, sempre confiável quando tem sequência. Mas Gianni reforça que até mesmo esses dois devem perder jogos no congestionado mês de dezembro. Portanto, se não estiver preparado para ver suas peças no banco de reservas, talvez seja melhor seguir por outro caminho.

A revolução silenciosa: defensores e o impacto do defcon

FPL Heisenberg retoma o assunto para falar da maior mudança estrutural da temporada: o sistema de defcon, que premia intervenções defensivas e transformou zagueiros centrais em máquinas de pontuação. Os 17 melhores atletas em defcon até agora são todos zagueiros. Isso muda radicalmente a forma de montar a defesa no FPL. É um meta semelhante às alterações recentes no Cartola, que reduziram a pontuação das roubadas de bola.

Antes, era difícil escolher um volante para o time se ele não tivesse chances de gol, assistência ou finalização. No Cartola, por exemplo, um atleta fazia 3 pontos com uma roubada; hoje, precisa de duas para atingir esse valor. No FPL, as mudanças favorecem fortemente os zagueiros centrais e ativos.

Ainda assim, Heisenberg alerta que não dá para abandonar os laterais ofensivos. Jogadores como Timber, Calafiori e Muñoz continuam sendo excelentes escolhas, principalmente por somarem pontos que o defcon não contempla, como assistências e gols. O recado é direto: 2025 é um ano em que zagueiros baratos se tornaram protagonistas na Premier League.

Pras reforça essa visão, ressaltando que defensores de £4.5m a £6m estão entregando mais de 4.5 pontos por partida, algo impensável anteriormente. Apenas três jogadores ofensivos ultrapassaram a marca dos 60 pontos até agora, enquanto quatro defensores já atingiram esse patamar. Isso torna formações com quatro, ou até cinco zagueiros, extremamente competitivas, principalmente quando rotacionadas de acordo com a dificuldade dos confrontos.

A ascensão inesperada dos volantes

Por fim, Holly Shand destaca um ponto curioso: pela primeira vez em anos, volantes são escolhas legítimas no FPL. Rice, Caicedo e Elliot Anderson estão entre os meias mais prolíficos graças ao acúmulo de pontos defensivos e aos seus papéis táticos. Rice, por exemplo, assumiu faltas e escanteios no Arsenal e já soma seis contribuições diretas para gol.

Assim como os outros dois nomes, ele é extremamente dominante nos quesitos defensivos. No caso de Caicedo, porém, há um alerta: às vezes ele passa do limite da intensidade e acaba sendo expulso, o que naturalmente gera preocupação para o FPL.

Foto: Getty Images