A França entrou em campo para um amistoso que representava um verdadeiro teste de nível de Copa do Mundo. Do outro lado estava uma seleção da Costa do Marfim que chegava cercada de credenciais importantes. Os marfinenses haviam passado pelas Eliminatórias Africanas sem sofrer gols em dez partidas e contavam com um elenco equilibrado, misturando juventude e experiência.
Entre os destaques da equipe estavam o zagueiro Ousmane Diomande, considerado uma das grandes promessas do futebol africano, e o experiente meio-campista Franck Kessié. No banco de reservas, a Costa do Marfim ainda contava com nomes conhecidos do futebol inglês, como Amad Diallo, do Manchester United, e Ibrahim Sangaré, do Nottingham Forest, reforçando a qualidade e a profundidade do elenco marfinense.
A França, por sua vez, entrou em campo sem dois de seus principais pilares. William Saliba e Ousmane Dembélé foram preservados após participarem da final da Liga dos Campeões. Mesmo assim, a profundidade do elenco francês permitiu que Didier Deschamps mantivesse um time extremamente competitivo. Konaté assumiu a vaga na defesa, enquanto Cherki recebeu uma oportunidade no setor ofensivo.
Mesmo com as ausências, os franceses mantiveram o alto nível esperado de uma das grandes favoritas à Copa do Mundo e encararam uma seleção africana que prometia oferecer um desafio muito mais próximo do que a equipe encontrará no torneio do que a maioria dos amistosos preparatórios.
França abre o placar nos minutos finais do primeiro tempo
No primeiro tempo, a França encontrou uma seleção da Costa do Marfim muito bem organizada defensivamente e que conseguia oferecer perigo através dos contra-ataques rápidos. Os marfinenses mantinham as linhas compactas e dificultavam a circulação de bola dos franceses nos metros finais do campo.
Para tentar superar essa marcação, a equipe de Didier Deschamps apostava principalmente na velocidade de Kylian Mbappé atacando a profundidade e na criatividade de Michael Olise por dentro para encontrar passes capazes de quebrar as linhas defensivas adversárias.
Uma das principais características da França também ficou evidente desde os primeiros minutos: a imprevisibilidade ofensiva. Olise e Cherki alternavam constantemente entre a ponta direita e a faixa central do campo, enquanto Mbappé e Thuram também trocavam de posição pelo lado esquerdo, revezando entre a ponta e o comando de ataque.
Essa movimentação já levou perigo logo aos seis minutos. Mbappé recebeu pela esquerda e encontrou Rabiot pelo meio. O meio campista tocou para Olise, que demonstrou toda sua qualidade ao encontrar um excelente passe infiltrado para o camisa 10 francês dentro da área. Mbappé finalizou com perigo, mas parou em uma grande defesa do goleiro da Costa do Marfim, que evitou a abertura do placar naquele momento.
Apesar da boa organização defensiva da Costa do Marfim, a França controlou a maior parte das ações no primeiro tempo. A equipe de Didier Deschamps manteve mais posse de bola, ocupou o campo ofensivo com frequência e encontrou espaços através da constante movimentação de seus atacantes.
Quando os marfinenses conseguiam escapar da pressão e acelerar nos contra-ataques, encontravam uma dupla de zaga muito segura. Upamecano e Konaté mostraram velocidade e capacidade de recuperação em diversas situações, impedindo que as transições ofensivas da Costa do Marfim se transformassem em oportunidades mais perigosas.
Mesmo com a superioridade francesa, a primeira chance clara do primeiro tempo acabou sendo dos africanos, aos 41 minutos.
O lance nasceu de uma falha na saída de bola da França. Tchouaméni recebeu a posse entre os zagueiros durante o início da construção, mas teve um domínio ruim e acabou sendo desarmado por Adingra. O atacante roubou a bola e avançou em velocidade, ficando cara a cara com Maignan.
Naquele momento, o goleiro francês mostrou por que é considerado um dos melhores da posição no futebol mundial. Maignan saiu rapidamente para fechar o ângulo e realizou uma grande defesa, impedindo aquele que seria o primeiro gol da Costa do Marfim na partida.
A resposta francesa veio justamente nos minutos finais da primeira etapa. Aos 44 minutos, uma jogada aparentemente despretensiosa acabou se transformando em um golaço que premiou a superioridade da equipe de Didier Deschamps.
Após um bate-rebate dentro da área da Costa do Marfim, a defesa africana conseguiu afastar parcialmente o perigo, mas a bola não saiu da zona ofensiva francesa. Konaté dominou na entrada da área e rapidamente encontrou Cherki em uma região congestionada do campo.
Cherki recebeu cercado por cinco marcadores e, mesmo em um espaço reduzido, apenas um dos defensores tentou o desarme de forma mais agressiva, e Cherki aproveitou a oportunidade para aplicar um belo drible, criando o espaço necessário para a finalização.
Na sequência, o francês acertou um chute colocado no canto esquerdo do goleiro, que não teve chances de defesa.
O gol deu tranquilidade à França e refletiu o domínio que a equipe exerceu durante a maior parte dos primeiros 45 minutos.

