A Mercedes vem dominando a temporada desde o seu início, conquistando o lugar mais alto do pódio nas últimas três etapas: na Austrália, George Russell foi o primeiro colocado e Kimi, o segundo. Na China, Antonelli foi o vencedor e Russell completou a dobradinha da equipe. Por fim, no Japão, Kimi venceu novamente, enquanto Russell ficou apenas na 4ª posição.
O jovem piloto da Mercedes vem demonstrando dominância constante e amadurecimento nas pistas, trazendo ótimos resultados para si e para a equipe.
Russell, um piloto mais maduro na Fórmula 1, também vem se mostrando confiante e consistente, mas será que a pressão está começando a cair sobre seus ombros por estar atrás de seu companheiro de equipe?
Russell X Antonelli
Após uma qualificação difícil para Russell no GP de Miami, o piloto descreveu sua experiência como “uma verdadeira luta”. O carro do piloto estava sem ritmo, com baixa aderência, e o calor também não estava colaborando — esse foi o combo perfeito para uma sessão complicada.
Enquanto o piloto inglês sofre com o carro sem ritmo, apesar de a Mercedes ser a equipe mais dominante do grid atualmente, seu companheiro de equipe e líder do campeonato se mostra confiante com o carro.
Na qualificação, George Russell parecia pronto para melhorar sua última volta e possivelmente assumir a pole, porém perdeu desempenho no setor final e terminou atrás de Norris e Leclerc.
Kimi largará na pole position no GP de Miami, conquistando sua terceira pole da carreira.
Miami segue como ponto fraco para Russell
Russell foi questionado por jornalistas sobre sua posição de quinto lugar no grid, se era o máximo que o piloto poderia alcançar na qualificação. Em resposta, o mesmo disse: “Não é nunca o máximo que você pode fazer. Acho que o P3 estava ao nosso alcance. É uma pista com a qual eu sempre tive dificuldades. No ano passado o Kimi foi pole [na Sprint] e eu fui P5; hoje ele é pole e eu sou P5.”
“Não é realmente um grande motivo de preocupação, é só que eu sei que isso aqui é uma luta para mim — pouca aderência, temperaturas muito altas”, completa Russell.
Apesar disso, Russell conseguiu reduzir a vantagem de Antonelli no campeonato de nove para sete pontos na corrida Sprint mais cedo no sábado (2), com seu companheiro tendo uma largada ruim e sendo penalizado por exceder os limites de pista.
Ao ser questionado se uma Red Bull, Ferrari e McLaren mais competitivas poderiam ajudá-lo no domingo, enfrentando Antonelli, Russell disse:
“Possivelmente, mas eu realmente não sei, para ser honesto. Amanhã, quem sabe o que o clima vai trazer. Vai ser interessante.”
A Mercedes tem piloto número 1 e piloto número 2?
Sim e não. Apesar de o chefe de equipe da Mercedes, Toto Wolff, afirmar em diversas entrevistas que a equipe não tem piloto número 1 e piloto número 2, sabemos que, historicamente, a equipe já tinha definido esses pilotos, mesmo sem uma confirmação oficial.
Como no caso entre os companheiros Lewis Hamilton e Valtteri Bottas, em que Hamilton, por estar na equipe há mais tempo e pela sua dominância, era considerado o número 1, enquanto Bottas era o número 2 por não ter a mesma dominância que Lewis.
Atualmente, isso muda um pouco. Apesar de Russell estar na equipe há mais tempo que Antonelli, o jovem piloto tem se mostrado muito competente e dominante, conseguindo assumir a liderança do campeonato de 2026 logo na terceira corrida, no GP do Japão, se tornando o líder mais jovem da história do automobilismo.
No fim das contas, a situação dentro da Mercedes ainda não aponta para uma pressão explícita sobre o piloto inglês, mas o cenário começa a mudar naturalmente dentro da pista.
Em uma equipe que historicamente prega igualdade, o desempenho continua sendo o principal critério e, até aqui, Kimi Antonelli tem entregado mais resultados.
Foto: (Fórmula 1)



