Botafogo, Luiz Henrique, Libertadores
Futebol Libertadores

Glorioso Eterno! Botafogo faz jogo de superação, domina o Galo e conquista a Libertadores

Chegou o dia mais importante do ano para os torcedores do Botafogo e do Atlético Mineiro. As duas equipes que pintaram a América de preto e branco, foram para a Argentina disputar a final do maior torneio continental da América do Sul.

E, após a tensão de ficar com um jogador a menos com menos de um minuto, o Botafogo jogou de maneira inteligente, sofreu pouco, abriu dois a zero, soube se recuperar depois de sofrer um gol no início da etapa complementar, e vencer por 3 a 1 no final, conquistando a Libertadores para chegar à Glória Eterna.

Luiz Henrique foi o craque do jogo e da competição, Artur Jorge deu mais uma demonstração do trabalho gigante que vem realizando, Júnior Santos ampliou sua artilharia na competição e a torcida botafoguense tirou o título de campeão da América da garganta de forma épica e merecida.

Do inferno ao céu

O jogo começou e, com menos de um minuto, Gregore levantou demais o pé e atingiu Fausto Vera de forma feia. Com isso, o volante botafoguense foi expulso.

Após isso, os times demoraram um pouco para entender o jogo, com a primeira chance sendo um chute de Hulk para a defesa de John.

O Atlético Mineiro adiantou as linhas e jogava no campo do Botafogo, porém, o Fogão conseguia encaixotar o ataque adversário para sofrer menos.

De forma inteligente, o Botafogo se posicionou bem, deixando mais livre Lyanco, “como o jogador a mais”, e assim o time conseguia controlar bem o ataque atleticano, levando o jogo em “banho-maria”.

O Botafogo se defendia bem, mas não só atuava na defesa e, numa subida ao ataque pela esquerda, após um chute de Marlon Freitas, Luiz Henrique pegou o rebote e bateu para o fundo das redes, o Glorioso abria o placar.

O Galo subiu com tudo para o ataque e, num contragolpe, pouco tempo depois do gol, Luiz Henrique, esperto, ultrapassou Guilherme Arana e Ederson, de forma imprudente, cometeu o pênalti.

Alex Telles foi para a bola, respirou fundo, prestes a fazer seu primeiro gol com a camisa do Botafogo, e bateu firme, seco, no canto, para colocar 2 a 0 para o Glorioso.

O Atlético Mineiro não conseguia fazer valer seu jogador a mais, atuando de forma espaçada, sem triangulações, com muita dificuldade de pisar na área. E assim, com um banho tático do Botafogo, o primeiro tempo acabou com o Fogão perto da Glória Eterna.

Júnior Santos coroa o título do Glorioso

O segundo tempo começou e, rapidamente a emoção tomou conta do torcedor do Galo. Hulk bateu um escanteio da esquerda e Vargas cabeceou sem pular para diminuir a diferença com um minuto do segundo tempo.

O Atlético Mineiro continuou em cima do Botafogo, pressionando com muitos atacantes. Primeiro Hulk incomodou com um chute e depois Deyverson teve uma ótima chance de cabeça, mas desperdiçou.

Após a pressão inicial do Galo, o Botafogo, com duas mexidas de Artur Jorge, se portou de forma mais protegida na defesa, deixando o jogo mais preso no meio-campo.

O Atlético Mineiro, com a posse de bola e atuando no campo do Botafogo, buscava virar o jogo de um lado para o outro para tentar achar espaço. Aos 17’, Hulk recebeu na esquerda e bateu para uma ótima defesa de John, salvando o alvinegro carioca.

O Galo insistia em jogar no campo ofensivo, mas com uma atuação defensiva mais segura, congestionando a cabeça da área, e inteligência nos contragolpes para gastar tempo, o Fogão foi fazendo o tempo passar.

E, aos 52 minutos, com uma jogada esperta de Júnior Santos pela direita, que culminou numa bola mal afastada de Júnior Alonso, para o próprio Júnior Santos liquidar a partida e garantir o maior título da história do Botafogo.

Final: Botafogo 3x1 Atlético Mineiro

Torcedores do Botafogo comemoram o primeiro título da Libertadores da história do clube
Torcedores do Botafogo comemoram o primeiro título da Libertadores da história do clube (Imagem: Vitor Silva/Botafogo)

 

Comentários finais da vitória do Botafogo

O Botafogo conquistou o primeiro título da Libertadores de sua história entregando uma atuação espetacular, com um jogador a menos praticamente durante o jogo todo, e vencendo por 3 a 1.

Muitos personagens tiveram a cara dessa conquista, desde John, que trabalhou bem quando exigido, passando por Marlon Freitas, o capitão que se desdobrou, Alexander Barboza, que hoje é o principal zagueiro em atividade no futebol brasileiro, até Luiz Henrique, que desequilibrou com um e um pênalti sofrido, e Júnior Santos, artilheiro da competição que merecia marcar o gol do título.

Entretanto, Artur Jorge merece destaque especial, pois não se desesperou por ficar com um a menos em poucos segundos, montou o time para não sofrer e ainda conseguir agredir. E, quando Milito voltou com um Galo melhor, pressionando com mais jogadores no campo de ataque, o treinador português reorganizou o Fogão, sofreu menos e foi completamente fundamental na conquista do Glorioso.

Para encerrar, esse título coroa um clube totalmente reformulado e moderno na era John Textor, que acordou o gigante e recolocou o Botafogo entre os clubes que disputam títulos no Brasil e na América. Parabéns ao torcedor botafoguense, tão sofrido na história recente, que agora conquista um continente.