Mikel Arteta comemora com seus comandados a classificação do Arsenal para a final da Champions League. Foto: Divulgação/Arsenal FC
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Com gol de Saka, Arsenal bate o Atlético de Madrid e coloca os Gunners na final da Champions depois de 20 anos

Depois de 20 anos de espera, o Arsenal voltou a uma final da Champions League. Em um duelo travado e de poucas oportunidades, nesta terça-feira (05), os ingleses venceram o Atlético de Madrid por 1 a 0, com gol de Saka, e garantiram vaga na decisão continental. Mesmo sem um desempenho brilhante diante de um Emirates Stadium lotado, a equipe de Mikel Arteta foi mais eficiente e soube controlar o jogo nos momentos decisivos. Veja como foi a partida:

Domínio estéril do Arsenal e gol salvador no fim

Saka pegou o rebote de Oblak para marcar o gol da classificação do Arsenal para a final da Champions League. Foto: Divulgação/Arsenal FC
Saka pegou o rebote de Oblak para marcar o gol da classificação do Arsenal para a final da Champions League. Foto: Divulgação/Arsenal FC

 

Para uma semifinal de Champions League, o primeiro tempo foi burocrático e abaixo do esperado para duas equipes que almejam uma vaga na final.

O Arsenal teve maior controle da posse de bola, enquanto o Atlético de Madrid apostava em transições rápidas. Era previsível que os ingleses teriam mais condições de abrir o placar, sobretudo pela qualidade técnica no meio-campo e na circulação da bola.

As chances foram escassas — o primeiro chute no gol aconteceu apenas aos 42 minutos. Ainda assim, foi suficiente para mudar o jogo. Após finalização de Trossard, Oblak deu rebote e Saka apareceu para abrir o placar.

O camisa 7 e capitão comemorou com intensidade. Para um time que rondava a área adversária, mas encontrava dificuldades para infiltrar, o gol representou um alívio.

Os números refletem esse cenário: antes do gol, o Arsenal havia finalizado cinco vezes, mas apenas uma dentro da área. Já o Atlético mostrou-se fiel à sua proposta defensiva, com pouco interesse em atacar.

Pressão espanhola, pênalti não marcado e controle inglês

Na etapa final, o jogo ganhou novos contornos. O Atlético de Madrid passou a se lançar ao ataque e tentou construir a reação que não veio nos primeiros 45 minutos.

A principal polêmica surgiu em um possível pênalti: Griezmann foi derrubado por Calafiori dentro da área, mas a arbitragem marcou falta de ataque de Gabriel Magalhães — decisão que gerou contestação.

Diante da pressão, o Arsenal buscou reorganizar o meio-campo. As entradas de Hincapié e Zubimendi deram mais controle à equipe, que conseguiu reduzir o ímpeto dos espanhóis.

Os Gunners ainda tiveram a chance de matar o confronto, mas Gyökeres, cara a cara com o gol, desperdiçou.

A pressão do Atlético, no entanto, foi pouco coordenada. A equipe abusou de cruzamentos em busca de Sorloth, que entrou como referência ofensiva. Nesse cenário, a dupla de zaga formada por Gabriel Magalhães e Saliba foi dominante, neutralizando praticamente todas as tentativas.

Budapeste: os Gunners vêm aí

O placar mínimo refletiu bem o jogo: poucas chances, mas maior controle do Arsenal, que fez o suficiente para garantir a vitória. Mesmo sem apresentar um futebol vistoso, os ingleses foram eficientes e confirmaram a classificação para a segunda final de Champions League de sua história.

A decisão será no dia 30 de maio, às 13h (horário de Brasília), em Budapeste, capital da Hungria.

Agora, o time de Mikel Arteta aguarda o vencedor do duelo entre Bayern de Munique e Paris Saint-Germain para conhecer seu adversário na grande final.

Créditos da foto de capa: Divulgação/Arsenal FC