Neste fim de semana, nos dias 13 e 14, o Brasil enfrenta a Grécia no Grupo Mundial I da Copa Davis 2025. Quem vencer este duelo, estará garantido para a primeira rodada do quali do torneio do ano que vem. As partidas serão em solo grego e o sorteio dos confrontos já foi realizado.
Grécia x Brasil na Copa Davis
A equipe brasileira convocou João Fonseca (42º), Thiago Seyboth Wild (146º), Matheus Pucinelli (282º), Rafael Matos e Marcelo Melo para o confronto. Já os gregos terão Stefanos Tsitsipas (27º), Stefanos Sakellaridis (286º), Aristotelis Thanos (464º), Ioannis Xilas (736º) e Petros Tsitsipas (1001º).
Jaime Oncis é o capitão brasileiro e Apostolos Tsitsipas comando o time grego. Todos os jogos serão no Estádio Olímpico de Atenas, quadra dura, e serão transmitidos pela CazéTV. No sábado (13), a programação começa às 12h (horário de Brasília) e, no domingo (14), às 11h (horário de Brasília).
As partidas serão em sequência, com o primeiro dia sendo duas de simples. Já no segundo, a disputa se inicia com duplas e terá mais dois duelos de simples. Para vencer a disputa, é necessário ganhar três jogos.
Jogos entre Grécia e Brasil
O sorteio das partidas da Copa Davis foi realizado nesta sexta-feira (12) e ficou definido em:
- Sábado, às 12h: Stefanos Sakellarides x João Fonseca;
- Sábado, às 13h30: Stefanos Tsitsipas x Thiago Wild;
- Domingo, às 11h: Stefanos Tsitsipas/Petros Tsitsipas x Rafael Matos/Marcelo Melo;
- Domingo, às 12h30: Stefanos Tsitsipas x João Fonseca;
- Domingo, às 14h: Stefanos Sakellaridis x Thiago Wild.
O Brasil tem boa chance de conquistar a classificação para o qualifiers da Copa Davis de 2026. Em dois jogos, os brasileiros são os claros favoritos. João Fonseca, apesar de jovem, tem melhor ranking e melhores resultados que Sakellarides. Mesmo com apenas 19 anos, o carioca é o principal nome do time brasileiro.
Fazendo a estreia na disputa contra a Grécia, o outro lado tem o fator casa. No entanto, Fonseca já se mostrou que não se importa com os barulhos de torcidas rivais (vamos lembrar de que foi campeão em Buenos Aires enfrentando argentino). Para a primeira partida, João é o favorito e há grande expectativa de vitória.
Para o segundo, mesmo com a diferença de ranking, é complicado apontar Stefanos Tsitsipas como o favorito. O n.º 1 da Grécia passa por um momento conturbado em sua carreira e não conseguiu mais se firmar entre os melhores do mundo.
O problema é que Wild também teve grande queda recente. Teoricamente, Tsitsipas tem o favoritismo, já que é o único top 30 em toda a disputa. Mas é um confronto que pode gerar surpresas. O grego é o principal tenista da geração e da equipe, tanto que estará em quadra para três partidas.
Nas duplas, ao lado de seu irmão Petros, enfrentam Marcelo Melo e Rafael Matos. Petros é duplista, 229º no ranking, enquanto Stefanos não faz muitos confrontos de duplas. Por vezes, é comum estar ao lado do irmão em alguns torneios.
Só que os brasileiros são especialistas na categoria e estão no top 100 no ranking de duplas. Atualmente, Matos é o n.º 2 do Brasil, enquanto Melo é o 3º, mas possuem entrosamento, além de terem conquistados alguns títulos na temporada. Para a partida das duplas, os brasileiros serão os favoritos.
Na sequência, João Fonseca volta a quadra para enfrentar Stefanos Tsitsipas. Para esse duelo, há alguns fatores a serem observados. Primeiro, o grego já vai ter jogado, no mesmo dia, o confronto das duplas, enquanto o brasileiro terá atuado apenas no dia anterior.
Dessa forma, um estará mais descansado que o outro. No entanto, Tsitsipas é mais experiente e, teoricamente, melhor que o jovem de 19 anos. Isso, é claro, não garante a vitória na Copa Davis, mas o coloca como favorito e com ótimas chances de vencer esse duelo.
Por fim, Sakellaridis enfrenta Wild no último jogo, e aquele que pode ser o decisivo. Thiago é ex-top 100, só que não vive um bom momento na carreira. Pelo outro lado, o grego é o 286º do ranking da ATP, sua melhor posição até aqui. Com 20 anos, o tenista vem em uma crescente.
Contudo, isso pode ajudar Wild, que já é mais experiente. Apesar da diferença de ranking e idade, é difícil apontar o brasileiro como favorito, por dois motivos. Primeiro, não vive seu melhor momento; segundo, tem o costume de se irritar se as coisas não funcionam. A depender de como ocorre a disputa, a situação dos brasileiros pode ser perigosa na Copa Davis.
Foto: Divulgação/CBT