A crise no Grêmio atingiu um ponto crítico após a sétima derrota em nove jogos no Campeonato Brasileiro, evidenciada pelo último Gre-Nal. O ambiente conturbado e a pressão externa crescem de forma exponencial, refletindo o momento delicado pelo qual o clube atravessa na temporada.
Renato Portaluppi admitiu a escassez de opções no elenco, agravada pela perda de três titulares chave durante a maratona de jogos: Villasanti e Soteldo, convocados para seleções, e Diego Costa, lesionado. A falta de profundidade foi evidenciada no Gre-Nal, quando o zagueiro Rodrigo Ely foi improvisado como centroavante nos minutos finais.
Internamente, há contestações sobre titulares e reservas, com vários jogadores sofrendo críticas da torcida e da imprensa. Renato destacou a necessidade de uma janela de transferências forte para reforçar o grupo, reconhecendo as deficiências estruturais.
Problemas no setor ofensivo
O Grêmio possui o pior ataque do Brasileirão, com apenas seis gols em nove rodadas (média de 0,66 por jogo). A ausência de Diego Costa, lesionado, agravou a situação, com soluções improvisadas como JP Galvão, que registra apenas três gols em 43 partidas pelo clube. A dependência de jogadores como Cristaldo e Soteldo para gols demonstra a falta de efetividade dos atacantes titulares.
O rodízio entre os goleiros e a falta de definição de um titular têm gerado desconforto no elenco. Além disso, Renato tem mantido o mesmo esquema tático sem variações significativas, resultando em vulnerabilidades defensivas e previsibilidade na forma de jogar.
Abalo emocional
Desde a retomada após as enchentes no Rio Grande do Sul, o Grêmio disputou oito jogos em 24 dias, impondo uma carga física intensa aos jogadores. O cansaço acumulado afeta o desempenho em campo, com dificuldades para manter o nível de mobilização visto na Libertadores.
A decisão de permanecer fora do estado, mesmo com o retorno do CT Luiz Carvalho em condições adequadas, tem sido criticada. O Grêmio tem jogado longe de sua base, o que pode ter impacto negativo no desempenho e na moral dos jogadores.

Discurso e expectativas no Grêmio
Renato Portaluppi adotou um discurso conformado diante das dificuldades, minimizando o risco de rebaixamento e destacando o desafio esperado para o primeiro turno. A falta de assertividade nas declarações preocupa os torcedores, aumentando a pressão sobre a comissão técnica e a diretoria.
O confronto contra o Atlético-GO, considerado um “jogo de seis pontos”, torna-se crucial para o Grêmio, que busca sair da zona de rebaixamento e iniciar uma possível recuperação no campeonato. A expectativa é que uma série de jogos em Caxias do Sul possa trazer estabilidade e motivar uma reação na competição nacional.
(Foto: Grêmio Avalanche)