Haas foi a oitava colocada no Mundial de Construtores da Fórmula 1 em 2025
Automobilismo Fórmula 1

Fórmula 1: após anos ruins, Haas tem fio de esperança com fim de 2025 dos sonhos

No início da temporada de 2025, havia fortes indícios de que a Haas passaria por mais um ano difícil na Fórmula 1 — uma repetição de campanhas discretas que marcaram seus últimos anos na categoria. A equipe norte-americana, frequentemente posicionada no fundo do pelotão desde sua estreia em 2016, parecia destinada a mais uma luta apagada. No entanto, um acerto tardio no carro transformou os resultados: nos últimos sete Grandes Prêmios da temporada, a Haas conseguiu performances dignas, somando pontos importantes e concluindo o ano com um desempenho que acende uma chama de esperança para 2026.

Ainda que tenha terminado o Mundial de Construtores de 2025 na oitava posição — uma colocação abaixo do sétimo lugar alcançado em 2024 — a equipe somou 79 pontos, sua segunda melhor pontuação na história na Fórmula 1, atrás apenas da memorável campanha de 2018. Desde sua estreia em 2016, a Haas tem oscilado entre resultados discretos e breves lampejos de competitividade, mas a reta final de 2025 pode representar um ponto de inflexão.

Retrospecto da Haas na F1:

  • 2025 – 79 pontos (8º lugar)
  • 2024 – 58 pontos (7º lugar)
  • 2023 – 12 pontos (10º lugar)
  • 2022 – 37 pontos (8º lugar)
  • 2021 – 0 pontos (10º lugar)
  • 2020 – 3 pontos (9º lugar)
  • 2019 – 28 pontos (9º lugar)
  • 2018 – 93 pontos (5º lugar)
  • 2017 – 47 pontos (8º lugar)
  • 2016 – 29 pontos (8º lugar)

A campanha de 2025: primeiros lampejos e queda antes da recuperação

A temporada começou com um sinal promissor no GP da China, segunda etapa do calendário. Esteban Ocon terminou em quinto lugar e Oliver Bearman em oitavo, um resultado inesperado para uma equipe que se esperava lutar apenas pelas últimas posições. Esse desempenho, porém, não se manteve: nas corridas subsequentes a Haas enfrentou dificuldades e acumulou fracassos, com resultados que pouco somavam no campeonato.

A virada aconteceu somente no trecho final da temporada. Nos últimos sete GPs, com um carro melhor ajustado, a Haas apresentou performances sólidas, com destaque para Bearman, que alcançou um impressionante quarto lugar no GP do México e um sexto lugar no GP do Brasil — estas foram algumas das principais exibições que impulsionaram a equipe. Em Abu Dhabi (que costuma fechar o calendário), Ocon também pontuou com um sétimo lugar. Essas conquistas, além de fortalecerem a posição da Haas na tabela, demonstraram que, com o pacote certo, a equipe pode competir mais próximo do meio do pelotão.

O que mudou? As atualizações tardias que impulsionaram a Haas

A melhora expressiva da Haas na reta final de 2025 está diretamente ligada a um pacote de atualizações introduzido a partir do GP dos Estados Unidos. A equipe trouxe várias peças novas para o VF-25, incluindo um novo piso revisado que trouxe ganhos de desempenho perceptíveis — embora modestos em termos absolutos, na Fórmula 1 cada décimo de segundo conta. Oliver Bearman comentou que as melhorias “deram aquele sentimento de que estávamos perseguindo o resto da temporada”, e que, mesmo pequenos ganhos de tempo — entre um décimo e um décimo e meio de segundo — foram suficientes para mover o carro mais para frente no grid e nas corridas.

O timing foi crucial: enquanto equipes rivais já haviam deslocado a maior parte de seus recursos para o desenvolvimento de seus carros de 2026, a Haas decidiu apostar em atualizações para o VF-25 ainda em 2025, uma jogada arriscada que, ao menos no fim, se mostrou frutífera para somar mais pontos. Bearman também ressaltou que essa decisão estratégica — apostar no fim de temporada mesmo com o novo regulamento técnico se aproximando — foi arriscada, mas valiosa para conquistar posições no Mundial de Construtores.

Esperança para 2026

O desfecho positivo de 2025, especialmente os últimos resultados, oferecem um fio de esperança para a Haas. A equipe termina a temporada com um clima mais otimista do que muitos imaginavam no início do ano. Se as atualizações tardias foram capazes de transformar o desempenho de um time com recursos relativamente modestos, imagina-se o que uma pré-temporada e um desenvolvimento contínuo podem fazer sob as novas regras técnicas de 2026. O saldo dos últimos GPs sugere que a Haas não apenas aprendeu com os erros, como também encontrou um caminho para competir de forma mais consistente — e isso pode ser a base para um 2026 promissor.

Foto: Reprodução/Haas