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Automobilismo Fórmula 1

F1: Hulkenberg fala sobre desqualificação e conta fato curioso com fiscais de pista no GP de São Paulo

No emocionante Grande Prêmio de São Paulo de Fórmula 1, ocorrido no último domingo (02), histórias não faltaram para contar, sobretudo por Nico Hulkenberg. O piloto alemão viveu uma curiosa e inusitada cena durante a molhada e caótica corrida em Interlagos, na qual terminou desclassificado ao receber uma “mão amiga” para voltar à prova.

Com a pista muito molhada e com pouca aderência, a maioria dos pilotos tiveram muita dificuldade de manter o carro no “trilho” e sem cometer erros durante o percurso. Um desses equívocos ocorreu justamente com o alemão da Haas, que relembrou como estava sua corrida antes do erro cometido.

“Eu acho que a minha corrida estava ok com os pneus intermediários. Eu estava no ‘trilho’ atrás de Pierre [Gasly] e Fernando [Alonso] por um bom tempo antes de fazer a parada de box. Então, acho que estávamos indo ok, não era terrível, mas também não era maravilhoso”, disse Hulk.

As “mãos amigas” para Hulkenberg em São Paulo

Até então enfrentando as dificuldades de Interlagos sem problemas maiores, Nico Hulkenberg perdeu o ponto de frenagem na entrada do ‘S do Senna’, no qual rodou e acabou ficando preso na área de escape. Isso porque as rodas dianteiras do carro ficaram no ar devido a um degrau naquele ponto da pista. E aí a história começa a ficar interessante.

Para voltar à corrida, ele precisaria necessariamente da ajuda dos fiscais de pista para “dar um empurrãozinho” no carro. No entanto, o regulamento da Fórmula 1 prevê que em caso de um incidente o piloto precisa voltar para a corrida sem ajuda externa, ou seja, ninguém pode tocar no carro para trazê-lo de volta à disputa. Hulkenberg foi ajudado de forma externa e acionou a ‘bandeira preta’ – não utilizada num GP desde 2007 no Canadá -, que o desclassificou da disputa.

No caso do piloto alemão, os fiscais de pista fizeram justamente o que não era permitido pelo regulamento, empurraram o carro, e o levaram de volta para o GP. Porém, no calor do momento, Hulkenberg não se deu conta de que estaria desclassificado, pelo contrário, ele viu os fiscais o incentivando para voltar à prova e empurrando o seu carro de volta à pista. Contagiado pela “euforia” deles, Nico também declarou que só foi lidar com as consequências depois, quando caiu em si.

Eles [os fiscais de pista] vieram, me empurraram e realmente estavam muito felizes com eles mesmos. Eles chegaram ‘festejando’ e me empurrando e dizendo: ‘vamos lá, essa corrida não acabou’. Naquele momento, eu não pensei [sobre a desqualificação], eu nem liguei para ser sincero, apenas continuei e lidei com as consequências depois.”

Em reta final de contrato com a Haas, Nico Hulkenberg vai correr na temporada seguinte da Fórmula 1 pela Sauber, tendo como companheiro de equipe o brasileiro Gabriel Bortoleto. No GP de São Paulo, a desqualificação do alemão não foi o único fato do dia. Poucas voltas depois da bandeira preta, que acionou o “safety car virtual”, foi a vez da bandeira vermelha ser acionada, com o safety car posto na pista em decorrência da chuva e do acidente que envolveu o argentino Franco Colapinto.