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Inglaterra confirma vaga na Copa do Mundo 2026, agora começa o desafio de Tuchel; Confira

A Inglaterra dependia apenas de si mesma para assegurar um lugar na Copa do Mundo de 2026, em jogo válido pela oitava rodada das Eliminatórias Europeias. E não entregou nenhum presente ao destino: venceu a Letônia por 5 a 0 nesta terça-feira (14), no Daugava Stadium, tornando-se a primeira seleção europeia a confirmar sua classificação. Não houve qualquer susto para consolidar a vaga. Sem enfrentar dificuldades, o English Team construiu o resultado ainda no primeiro tempo, encerrando o primeiro tempo com 3 a 0 no placar e ampliando na segunda etapa. Os gols foram marcados por Harry Kane (duas vezes), Anthony Gordon, Eberechi Eze e Maksims Tonisevs (contra).

Com 100% de aproveitamento nas Eliminatórias: oito vitórias em oito jogos, a Inglaterra ostenta campanha irrepreensível no Grupo K. É verdade que os adversários não ofereceram grande resistência, mas os números impressionam: 18 gols marcados e nenhum sofrido até agora. A superioridade se fez sentir desde o início, dado o distanciamento dos adversários no ranking mundial (34º, 66º, 137º e 174º). Mas nesse contexto favorável, Tuchel teve espaço para familiarizar-se com o time, testar alternativas e começar a imprimir seu estilo de jogo.

Campeã mundial em 1966, a Inglaterra disputará a sua 17ª Copa do Mundo e a oitava consecutiva. Desde 1998, sua melhor campanha foi o quarto lugar, conquistado em 2018, na Rússia. Na edição mais recente, em 2022, no Qatar, os britânicos foram eliminados nas quartas de final pela França. Os resultados recentes em jogos internacionais indicam que a mensagem de Tuchel vem sendo assimilada. Ainda assim, há desafios a serem superados para ir além do que se já foi feito, “ultrapassar os limites e colocar uma segunda estrela na camisa”, disse o treinador em coletiva.

Em 74 partidas em Copas do Mundo organizadas pela FIFA, a Inglaterra soma 32 vitórias, 22 empates e 20 derrotas, com 104 gols feitos e 68 sofridos. A seleção marcou presença nas Copas do México (1970) e de 1986, sendo eliminada nas quartas de final, mas ficou fora do Mundial de 1994 nos Estados Unidos. Agora, sob o comando de Thomas Tuchel, o próximo compromisso será contra a Sérvia em 13 de novembro, e três dias depois enfrenta a Albânia — duas seleções que brigam pela segunda vaga do grupo, que concede acesso à repescagem.

Foto: Getty Images

Inglaterra busca reaproximação com Bellingham na próxima Data Fifa

Antes da vitória sobre a Letônia, uma questão extracampo já rondava a seleção: o relacionamento entre Tuchel e Jude Bellingham. A situação, criada após um comentário considerado “repulsivo” sobre o comportamento do camisa 10 em junho, foi agravada pela ausência do meio-campista do Real Madrid na convocação de outubro, mesmo após se recuperar de lesão.

Tuchel destacou que a Inglaterra “é mais forte com Bellingham” em campo, mas reconheceu a necessidade de preparar um plano alternativo caso o jogador não esteja disponível. Nas últimas convocações, o treinador aproveitou para avaliar opções e, em novembro, deverá reincorporar o meia ao elenco, ajustando a equipe para aproveitar o talento do jogador, caso ele retorne em plenas condições na última Data Fifa do ano.

A expectativa é que Bellingham volte a ser convocado, assim como Cole Palmer, ausente no período anterior por lesão. Em contrapartida, as situações de Trent Alexander-Arnold, Phil Foden e Jack Grealish permanecem indefinidas. Apesar de Foden e Grealish estarem em boa forma, Tuchel tem optado por outras alternativas. Alexander-Arnold, por sua vez, ainda se recupera de um problema físico e enfrenta dificuldades para encontrar espaço tanto no Real Madrid quanto na seleção.

Apesar do enorme talento desses jogadores, Tuchel poderá deixar um ou mais deles fora da lista final para a Copa do Mundo, seja por critério técnico ou necessidade tática. Foden, Alexander-Arnold e Grealish ainda tentam convencer o treinador de que merecem um lugar entre os convocados.

Foto: Getty Images/AFP

Quem ocupará os setores de ataque e defesa da Inglaterra?

Definir o elenco é apenas parte do desafio para o técnico Thomas Tuchel; encaixá-lo em campo é a tarefa seguinte. A principal dúvida gira em torno de quem atuará como camisa 10 na Copa do Mundo. Morgan Rogers ocupa atualmente a função, mas Jude Bellingham, Cole Palmer, Phil Foden, Eberechi Eze e Jack Grealish também concorrem à posição.

Na ponta esquerda, Anthony Gordon tem se destacado, mas Marcus Rashford segue como alternativa forte, buscando espaço com sua característica finalização de pé direito. Caso Bellingham ou Palmer fiquem com a função central, o outro poderá integrar um meio-campo mais equilibrado, ao lado de Elliot Anderson e Declan Rice, responsáveis pela proteção defensiva.

No setor de ataque, Harry Kane e Bukayo Saka, que são praticamente intocáveis, embora Tuchel tenha elogiado o desempenho de Noni Madueke, que vem pressionando por uma oportunidade.

No geral, o técnico alemão parece ter definido o núcleo principal da equipe. Houve muita rotação desde sua chegada, e embora ainda possa surgir um nome surpresa até o Mundial, é improvável que grandes mudanças aconteçam. Tuchel deve concentrar-se agora em analisar alternativas para funções específicas e na cobertura de eventuais ausências. Adam Wharton e Kobbie Mainoo estão entre os jovens que tentam consolidar espaço, enquanto veteranos da era Southgate, como Harry Maguire, Kyle Walker e Jordan Henderson, enfrentam incertezas sobre seu futuro na seleção.

Foto: Getty Images

Inglaterra: combate à fadiga antes do Mundial

A Inglaterra chega à Copa de 2026 com um elenco repleto de talento, mas há uma preocupação recorrente: a condição física dos jogadores após uma longa temporada europeia. As altas temperaturas e a umidade da América do Norte exigirão preparação especial, e a comissão técnica já vem realizando testes de resistência e adaptação ao calor desde junho.

Uma das soluções discutidas é o controle do ritmo das partidas por meio da posse de bola, reduzindo o desgaste — algo que historicamente tem sido um desafio para os ingleses.

Outro ponto de atenção é o desempenho contra adversários de elite. Desde a derrota para a Espanha na final da Euro, a Inglaterra não enfrentou seleções do topo do ranking mundial. Sob comando de Southgate, venceu apenas duas das sete partidas eliminatórias contra equipes do top 10, o que reforça a necessidade de amistosos mais competitivos antes do torneio.

Tuchel reconhece que sorte com lesões e decisões de arbitragem também farão diferença, mas entende que o principal trabalho será consolidar a identidade da equipe e transformar potencial em conquistas. Com o Mundial se aproximando, o desafio para o técnico alemão é manter a Inglaterra física e mentalmente preparada para enfrentar os maiores rivais e, quem sabe, conquistar a tão sonhada segunda estrela.

(Foto: Getty Images)