O Internacional abriu uma boa vantagem no primeiro jogo das oitavas de final da Copa do Brasil nesse domingo (02). Enfrentando o Corinthians no Estádio Beira-Rio, o colorado realizou um eficiente segundo tempo e derrotou a equipe paulista por 2 a 0, gols de Matheus Bahia e Alan Patrick.
O jogo sofreu alterações da primeira para a segunda etapa. Enquanto os 45 minutos iniciais foram marcados por poucas chances, graças à forte marcação e erros individuais, o segundo tempo foi marcado pela superioridade do Inter, que soube aproveitar as oportunidades criadas para marcar os gols da vitória.
A falta de criação do Corinthians
O técnico Fernando Diniz escalou a seguinte equipe para a partida que começou as 19h30: Hugo Souza; Matheuzinho, Gabriel Paulista, Gustavo Henrique e Bidu; André Luiz, Raniele, Breno Bidon e Garro; Kaio César e Gui Negão. Com os retornos de Bidu e Garro, o Corinthians atuou no esquema tático 4-4-2, buscando um jogo ofensivo com aproximação entre os atletas e com uma saída curta.
Mesmo jogando fora de casa, o Corinthians manteve essa postura, algo marcante na trajetória de Fernando Diniz como treinador de futebol. O time paulista teve a primeira chance da partida, quando Matheus Cunha espalmou um chute rasteiro de Breno Bidon.
A superioridade corinthiana aconteceu até a metade do primeiro tempo, mas seguiu como o time com maior posse de bola do jogo: 61% a 39%. Entretanto, a equipe não conseguia encontrar espaços para se infiltrar no ataque e quando teve as chances, parou no inspirado goleiro colorado.
Logo depois do segundo gol do Inter, marcado por Alan Patrick em uma cobrança de pênalti, o técnico Fernando Diniz realizou substituições que mudaram a postura do Corinthians. As entradas de Carillo e Lingard aumentaram o volume de jogo do time paulista, que passou a ocupar mais o campo ofensivo, alterando para o esquema 4-2-4.
Por mais que tenha pressionado o Inter e criado uma consistente finalização ao término da partida (em mais uma defesa do goleiro Matheus Cunha), a equipe paulista não obteve criatividade na parte ofensiva. Para o jogo da volta, o Corinthians precisa seriamente de eficiência nas oportunidades, caso queira se classificar para a próxima fase.
A eficiência do Internacional no segundo tempo

Ao contrário de jogos anteriores, em que a ineficiência resultou na perda de pontos, o Internacional foi uma equipe objetiva no duelo, sobretudo no segundo tempo. Aproveitando os erros de passe dos defensores corinthianos, a equipe gaúcha atacou reativamente o adversário e trouxe perigo. Aos 14 minutos, Vitinho lançou Bernabei, que dominou, avançou e cruzou para desvio do adversário.
Na cobrança de escanteio, aconteceu o gol de Matheus Bahia, o primeiro com a camisa colorada. O lance motivou a torcida no Beira-Rio, responsável por um apoio contagiante no confronto, e essa motivação foi fundamental para que ocorresse o segundo gol, em apenas seis minutos de diferença.
Após Bruno Gomes sofrer pênalti, Alan Patrick foi o encarregado da batida e cobrou bem, sem chances para o goleiro Hugo Souza. Depois do segundo gol, o Inter abaixou as linhas e atacou conforme os erros individuais dos jogadores do Corinthians.
Internacional teve uma postura madura de jogo
Ao acompanhar os jogos do Inter em 2026, entende-se que o time gaúcho possui melhores enfrentamentos contra equipes que dominam a posse de bola. A atuação no empate contra o Flamengo pelo Campeonato Brasileiro foi superior à da partida contra o Cruzeiro, justamente porque a equipe controlou os ritmos do jogo sem necessitar da troca de passes.
Esta característica tática se fez presente na última partida no Beira-Rio. Ainda que seja por uma partida de mata-mata em casa, que exigiria uma postura mais agressiva, o Internacional entendeu que a postura de jogo deveria ser a mesma de partidas vitoriosas.
Entendendo a limitação do plantel, o Inter teve uma atuação madura coletivamente, ao não aparentar nervosismo conforme as constantes trocas de passes do Corinthians. Na volta ao segundo tempo, o colorado pressionou a saída de bola do time paulista, o que contribuiu para equívocos do sistema defensivo, que foram fundamentais para que o Internacional construísse a vitória.
Esta deverá ser a estratégia que Paulo Pezzolano adotará na partida de volta, disputada na NeoQuímica Arena, na próxima quinta-feira (06). O plano fica mais evidente quando o Corinthians precisa reverter esta desvantagem, mas para isso precisa derrotar um Inter limitado com o controle da posse de bola em jogos, mas competitivo com a ausência dela.
Créditos da foto da capa: Ricardo Duarte/S.C. Internacional



