O Internacional fez uma mobilização especial e enfim voltou a lotar o Beira-Rio apostando tudo numa possível vitória contra o Santos em casa para escapar de vez do rebaixamento e poder respirar bem aliviado nas três rodadas finais do Brasileirão. Tudo indicava que o resultado positivo viria depois de um excelente primeiro tempo (motivado principalmente pelas decisões erradas do adversário), mas um time que não consegue fazer gols merece lutar contra a zona de rebaixamento até o fim, e as vaias no apito final demonstram como o torcedor está completamente insatisfeito.
Internacional transformou ambiente positivo em negativo
Como citado anteriormente, o Internacional não precisou de grande esforço para se impor do início ao fim do primeiro tempo sendo extremamente agressivo e adotando uma postura diferente em relação ao padrão de jogo do técnico Ramón Díaz, ocupando o campo ofensivo até mesmo pelas necessidades que se impõem neste momento do campeonato. O placar foi aberto no minuto 19′, quando Alan Rodríguez achou Borré, que acabou acertando um bom passe para Alan Patrick chutar de canhota e vencer Gabriel Brazão com enorme categoria, confirmando a sua regularidade como um dos melhores meias do Brasileirão mesmo com um Inter tendo uma péssima temporada.
Esse gol foi extremamente comemorado principalmente pelo técnico argentino, que mais uma vez se prendeu às suas convicções e manteve Ricardo Mathias no banco de reservas para privilegiar o ex-River Plate, alegando oficialmente que o jovem apresentou incômodo em uma das coxas. Mas o resto do primeiro tempo apresentou um cenário diferente para o experiente atacante; mesmo demonstrando intensidade circulando pelo campo, desperdiçou três chances claras de gol no restante da etapa inicial e deixou o campo vaiado no intervalo, sendo um dos principais culpados pela construção de apenas um gol de vantagem do Internacional enquanto o Santos estava tendo uma de suas piores atuações no campeonato.
Apesar do clima negativo e das vaias no intervalo, Ramón Díaz dobrou a aposta e manteve Borré no início do segundo tempo sem nenhuma mudança, e desta vez permitiu que o colombiano (já muito impactado pelas vaias) fosse responsável direto pelo gol de empate do Santos, quando foi driblado por Guilherme e permitiu que Barreal estivesse livre na conclusão. Sendo substituído logo em seguida, foi ainda mais vaiado e demonstrou muita tristeza ao se direcionar ao banco de reservas, confirmando que tomou uma decisão errada ao deixar a Bundesliga para retornar à América do Sul.
O desempenho coletivo do Internacional no segundo tempo acabou sendo negativo durante todo o momento, sendo pressionado pelo Santos e errando todas as tentativas de chegar mais próximo do gol, mantendo o empate até o fim e recebendo mais vaias, desta vez para toda a equipe com gritos de “time sem vergonha”, “tem de ter raça para jogar no Beira-Rio”.
Diretoria do Internacional volta a cometer gafes no extracampo
A situação do Inter está tão ruim que até mesmo a administração do estádio voltou a cometer um erro grave sob a gestão de Alessandro Barcellos quando a música “Descer para BC” foi ecoada no sistema de som, uma canção que possui o refrão “nós vai descer” como principal destaque, dando munição ao principal adversário. Essa certamente será a canção entoada pelo Grêmio caso o ano do Colorado termine em tragédia.
Imagem: AGIF