O Internacional parecia que deixaria seu torcedor decepcionado novamente depois que sofreu gol diante do Athletic, mas o Colorado finalmente demonstrou importante capacidade de reagir jogos na temporada ao arrancar um triunfo por 2 a 1 fora de casa na 5ª fase da Copa do Brasil, deixando o time muito próximo da confirmação de sua vaga para as oitavas de final no Beira-Rio.
Internacional precisou de adaptar à agressividade do Athletic
De forma surpreendente, o Athletic iniciou a partida com uma postura agressiva, tentando encurtar espaços e acelerar o jogo sempre que recuperava a bola. A equipe buscava explorar especialmente o jogo direto e as movimentações de seu ataque, com destaque para a ocupação de espaços nas costas da linha defensiva colorada, um comportamento já esperado diante de um Internacional que, por vezes, adianta sua última linha.
Esse cenário se materializou no primeiro tempo, quando o time mineiro conseguiu sair na frente ao aproveitar um momento de desorganização defensiva do adversário, reforçando sua capacidade de competir mesmo contra um elenco tecnicamente superior. O Internacional, por sua vez, apresentou uma estrutura mais voltada ao controle do jogo com a bola. A equipe de Eduardo Coudet tentou impor um ritmo mais cadenciado, com construção desde a defesa e participação ativa de seus meio-campistas na articulação, pois a ideia era atrair a marcação do Athletic e encontrar espaços entrelinhas, especialmente com a qualidade de seus jogadores mais criativos.
Depois das dificuldades para acelerar o jogo e transformar posse em profundidade, esbarrando na compactação rival durante todo o primeiro tempo, o Internacional conseguiu ajustar sua ocupação ofensiva e aumentar a agressividade sem a bola na etapa complementar.
A pressão mais coordenada após a perda passou a dificultar as saídas do Athletic, enquanto os laterais ganharam protagonismo no apoio, fator determinante para a virada. O gol de empate surgiu em um momento de maior presença ofensiva com Bruno Henrique, em mais uma lance que prova sua capacidade de finalização aguçada, e a virada, consolidada em jogada com participação decisiva pelo lado com Bernabei, evidenciou a capacidade do time de explorar amplitude e infiltrações em um adversário já mais recuado.
Do ponto de vista defensivo, o Internacional também evoluiu ao longo do jogo. Se no início sofreu com bolas longas e transições rápidas, na etapa final conseguiu controlar melhor a profundidade e reduzir os espaços entre linhas, neutralizando a principal arma do Athletic. Ainda assim, o jogo expôs oscilações, especialmente na coordenação da linha defensiva, que podem ser problemáticas em confrontos de maior exigência.
Por fim, vale ressaltar também que o Athletic teve dificuldades para sustentar o ritmo inicial. Após abrir o placar, a equipe perdeu intensidade e passou a recuar excessivamente, permitindo ao Internacional assumir o controle territorial. Sem conseguir manter a mesma eficiência nas transições, viu seu plano de jogo perder força à medida que o Colorado se ajustava.
Pezzolano ganha nova sobrevida no comando do Inter
Mesmo que tenha apenas confirmado seu favoritismo, as circunstâncias da vitória foram importantes para dar um novo voto de confiança à Paulo Pezzolano no Internacional. O técnico segue precisando dar resultados melhores para convencer o torcedor, mas sua capacidade de modificar estratégias táticas é um dos méritos que podem tornar a equipe mais competitiva à longo prazo.
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