João Fonseca havia confirmado, após o fim da Laver Cup, que iria disputar o Masters 1000 de Xangai, que começa no dia 1º de outubro. No entanto, nesta sexta-feira (26), saiu nova informação que o brasileiro não estaria mais na disputa. Sua desistência, como tem sido qualquer coisa sobre o calendário, causou certa polêmica entre os fãs.
O tenista e sua equipe ainda não confirmaram, de forma oficial, o motivo da desistência. E é possível que sequer falem do assunto. Contudo, é possível entender alguns fatores, mesmo sem saber os detalhes da decisão. Uma delas, é que o n.º 42 do ranking da ATP teve semanas cheias e, na sequência, terá competições na Europa.

Motivos para desistência de João Fonseca
Um dos problemas para João Fonseca eram as viagens. Após a derrota no US Open, o carioca precisou voltar ao Brasil, para a preparação para a Davis Cup. Depois, com a equipe brasileiro, viajou para a Grécia, onde disputou e venceu dois jogos, sendo o principal tenista do time.
Sem muito descanso, já viajou de volta para os Estados Unidos, para participar da Laver Cup. Essa sequência de viagens já atrapalhou a possível participação na gira asiática nesse fim de ano. Alguns podem usar o fato de Alex de Minaur e Carlos Alcaraz terem ido para todos.
No entanto, estamos falando de tenistas com físicos melhores que um adolescente. Não só isso, mas o espanhol ainda decidiu não jogar as partidas do período na Davis Cup. Esses dois fatores faz muita diferença, principal ao lembrar que João tem apenas 19 anos. É importante, nessa idade, ter maior controle e não inventar de fazer o atleta ‘estourar’ o seu corpo.
Além disso, a sequência de Fonseca também não será tranquila. Com pulou a gira asiática de forma completa, terá um calendário mais cheio até o fim da temporada. Seu próximo torneio será o ATP 250 de Bruxelas, que começa no dia 13 de outubro.
A partir de então, quase não terá descanso, com competições seguidas. No dia 20, o ATP 500 de Basileia se inicia e, no dia 27, o último Masters 1000 do ano, em Paris. Por fim, no dia 2 de novembro, irá jogar no ATP 250 de Atenas ou de Metz. Mesmo com o último ainda não decidido pela equipe, já é certo que estará em quadra.
Será quase um mês inteiro sem parar, e o descanso antes se torna essencial.

O foco é no longo prazo
João Fonseca já deixou claro que não está pensando apenas no hoje. O foco do tenista e de sua equipe é no longo prazo de sua carreira. Até por isso, há uma grande preocupação com o físico do brasileiro, que vai melhorar e evoluir com o tempo.
E, nesse primeiro ano, também era importante fazer testes do que funcionaria ou não. O carioca vai passar a disputar no circuito, de fato, somente no ano que vem. Com a chance de só realmente ser uma ameaça na ATP a partir de 2027.
Dessa forma, apesar da grande ânsia dos fãs de verem o tenista em todas as competições, isso não irá acontecer. Assim como a vontade de ver João subir ainda mais no ranking. A escalada, a partir de agora, será mais lenta e isso não é um problema.
Há algum tempo, Fonseca já havia afirmado, em entrevista, que tem o objetivo de ser cabeça de chave no Australian Open. Para isso, precisa ficar no top 32, subindo mais 10 posições no ranking. Com quatro torneios até o fim de 2025, ainda é possível, apesar de ser algo mais complicado.
Só que, mesmo que João Fonseca não consiga alcançar essa meta, não é algo que vai ter grande impacto no futuro. Pode ser algo que atrapalhe no Grand Slam australiano. Mas, pensando em uma carreira longa, não é um problema. Além de sempre ser importante lembrar que sua equipe decide por aquilo que é melhor para o tenista.
Foto: Ezra Shaw/Getty Images



