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John Kennedy revive grande fase no México após saída do Fluminense

O atacante John Kennedy está desbravando o mundo, depois de ter deixado o Fluminense novamente. Diferente da primeira vez, o jovem atleta conseguiu apresentar seu alto nível dentro de campo com Fernando Diniz, sendo importantíssimo na conquista da Copa Libertadores em 2023. Entretanto, a fase não foi a mesma no ano seguinte, e uma mudança para o Pachuca, do México foi necessária.

Muito se falava sobre o extracampo do Urso, porém, sempre esteve presente para apresentar o contrário dentro das quatro linhas. A questão é que, a queda de Diniz e a chegada de Mano Menezes, não foram capazes de trazer “aquele” John Kennedy, que tanto encantou o Rio de Janeiro, especificamente a parte tricolor da cidade.

Ao observar que seria complicado demais recuperar o atleta, a diretoria decidiu por negociá-lo com o Pachuca, do México. Time que estraçalhou o Botafogo no Mundial de Clubes, se apresentou interessadíssimo em ter JK em seu elenco, e até o momento, o brasileiro tem feito valer essa movimentação, porque o nível parece semelhante ao seu auge no ano retrasado.

John Kennedy e Pachuca

John Kennedy
Foto: Divulgação / Pachuca

 

Com apenas 22 anos de idade, John Kennedy conheceu seu primeiro time do exterior, o Pachuca, do México. Na presença da barreira de linguagem e dos estilos diferentes de futebol, o brasileiro se apresentou muito bem com essas realidades, sem ter problemas para demonstrar ao mundo, o seu verdadeiro nível de futebol.

O acordo de Fluminense com o time mexicano é por um contrato de empréstimo, mas com a possibilidade de haver uma compra ao fim deste tempo. Dá para falar que John Kennedy chegou sentando na janela, com a camisa 10 em seu porte, e presente no time titular na sua estreia, o embate contra o Santos Laguna foi o lugar ideal para ele dar as caras.

Ainda no primeiro tempo, o brasileiro conseguiu acionar Emilio Rodríguez, para o 2 a 0 ser colocado no placar, e encaminhando a vitória para o time do Pachuca. Estamos falando de impacto imediato, de um atacante capaz de atuar em velocidade, com qualidade e muita visão de jogo. A forma física não era das melhores no Fluminense, mas John Kennedy tem trabalhado isso no México.

Sem conseguir trabalhar por 90 minutos, o Urso tem ganhado mais espaço em campo com o tempo. O confronto seguinte já foi pedreira, tendo o Monterrey como oponente. Sem se esconder, e sem se omitir, JK apareceu no segundo tempo desta vez, para balançar as redes com 69 minutos, e deixar o seu time mais tranquilo e confiante para sair com os três pontos.

Depois de ter atuado por 75 minutos neste duelo, John Kennedy teve alguns entraves nas partidas seguintes. Estamos falando de 84 minutos ao todo nos dois confrontos que postergaram o duelo com o Monterrey. Sem fazer grandes coisas em pouco tempo, o brasileiro retornou com os dois pés na porta diante do Leon. Apesar da derrota, o 2 a 1 em favor do adversário contou com a presença do Urso para deixar tudo igual na primeira etapa.

Em seguida contra o Cruz Azul, não foi fácil para JK de novo. O ex-Fluminense teve 63 minutos, e viu sua equipe ser derrotada. Para deixar de lado esse gosto amargo, John Kennedy apareceu novamente contra o Pumas, do México, ao marcar dois gols na vitória por 2 a 1 em casa. Logo depois, teve apenas 69 minutos para atuar contra o Chivas, onde seus companheiros saíram derrotados de novo.

O técnico do Pachuca apresentava uma ideia de poupar um pouco o brasileiro, para no futuro, tê-lo 100% em condições de jogo. Entretanto, quando ele se apresentava sem muito tempo de jogo, JK não era capaz de auxiliar diretamente a equipe em grande parte dessas situações. Depois do Chivas, tiveram o Puebla como oponente, e o Urso conseguiu 85 minutos para brilhar.

Esse tempo foi o suficiente para ele marcar duas vezes, deixando claro que “estava em casa”. Agora no última dia 1, John Kennedy atuou por 45 minutos, mas ainda deixou sua marca, sendo vital para o empate do seu clube na Liga Mexicana, por 2 a 2. Estamos falando de sete gols e uma assistências em 10 partidas até o momento, não dá para dizer que ele não tem lenha para queimar em campo.

Foto: Julio Cesar AGUILAR / AFP