Dono da SAF do Botafogo, John Textor festejou o primeiro título de sua gestão no Glorioso, uma inédita Conmebol Libertadores, vencida em pleno Monumental de Núñez. Depois do triunfo por 3 a 1 sobre o Atlético-MG, neste sábado, o empresário fez questão de enfatizar a força mental do grupo, questionada desde a perda do Brasileirão do ano passado, e rasgou elogios ao elenco alvinegro.
– Foi tão difícil ver aquele cartão vermelho, e só queríamos 11 contra 11. Eu estava bem atrás do gol, vi tudo acontecer quase em câmera lenta. O jogo desacelerou, tudo desacelerou. Foi elétrico. Foi um momento incrível até o último gol, do Júnior Santos, de todas as pessoas.
– Tudo aconteceu muito rapidamente. Falaram que nós não éramos fortes mentalmente, e nossos garotos provaram o contrário. Estavam errados. Estou muito orgulhoso – afirmou Textor.
Mesmo com o êxtase botafoguense pela conquista da América do Sul, Textor reforçou que a equipe ainda tem uma sequência importante no Brasileirão. A duas rodadas do final, o Botafogo lidera com três pontos à frente do Palmeiras e pode ser campeão na próxima quarta, diante do Internacional, em Porto Alegre.
Temos dois jogos muito difíceis e queremos ganhar o Brasileiro. Isso aqui é especial, mas nós também queremos ganhar o campeonato. Espero que eles (jogadores) durmam. Que durmam bem, acordem, percebam que ainda têm um trabalho a fazer. Acho que seria histórico vencer os dois campeonatos. Estamos na liderança (do Brasileirão), respeitamos nossos oponentes, mas vamos fazer o nosso melhor para conseguir os dois troféus. Sobre o Mundial, não sei. Talvez tenhamos uma chance de superar o Real Madrid. Se tivermos (a chance), nossos meninos estarão prontos.
Perguntado sobre a continuidade de Luiz Henrique, Textor declarou que a decisão caberá ao atleta, que já sinalizou interesse de se transferir para o Lyon, da França, também pertencente ao empresário. A equipe da Ligue 1 é uma espécie de “porta de entrada” para os brasileiros do Fogão na Europa, onde o jogador recentemente esteve, e em breve, deve se despedir do argentino Thiago Almada.
– Ele tem uma escolha, certo? O que fazemos na Eagle é trazer jogadores, pedir a eles que vençam campeonatos e então honramos o caminho deles. Nenhuma (rede) multi-clubes faz isso, um dono que deixa a decisão para o jogador. Obviamente ele tem grandes times que querem vê-lo na Europa. Ele pode acordar amanhã e perceber que esse (Botafogo) é o lugar especial dele. A decisão é dele. É o que fazemos aqui. A água corre por onde deve, certo? Eu não controlo essas decisões. Só tento juntar todos e sentir a alegria de estar aqui – afirmou Textor.
Botafogo de Textor recebe mais de R$ 100 milhões em premiação por Libertadores
Além da taça inédita da Conmebol Libertadores, o Botafogo arrecadou com o título uma premiação milionária para os cofres do clube, que possui sua SAF controlada pelo empresário John Textor. O Glorioso receberá 23 milhões de dólares (R$ 137,9 milhões na cotação atual) pela vitória na decisão contra o Atlético-MG, disputada neste sábado, no Monumental de Núñez, em Buenos Aires.
Antes da final deste sábado, o Botafogo já tinha faturado o valor correspondente a R$ 61,9 milhões garantidos ao longo da campanha.
- Pré-Libertadores: US$ 1,1 milhão (R$ 5,6 milhões)
- 3 jogos em casa na fase de grupos: US$ 3 milhões (R$ 15,4 milhões)
- 3 vitórias na fase de grupos: US$ 999 mil (R$ 5,1 milhões)
- Classificação para as oitavas de final: US$ 1,25 milhão (R$ 6,4 milhões)
- Classificação para as quartas de final: US$ 1,7 milhão (R$ 9,2 milhões)
- Classificação para as semifinais: US$ 2,3 milhões (R$ 12,5 milhões)
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